domingo, 30 de novembro de 2008

Se valoriza, mulher!!

Ontem, na volta pra casa, passei pela Central do Brasil. Choveu o dia todo na cidade, era noite e estava um vento gelado. Mas mesmo assim as mulheres estavam de micro-saia, plataforma e blusinhas de tchutchuca, como se fosse alto verão no Rio de Janeiro. Não precisava de casaco de lã e cachecol, mas aquela falta de roupa era um pouco demais.
Modéstia a parte, sou uma mulher bonita, com um corpo bonito - embora precisando de um pouco de exercício. E, talvez por ter essa consciência, acho desnecessário o que as mulheres fazem para atrair o olhar de um homem. Ao contrário do que se pode pensar por causa do lugar, as mulheres que vi não eram as de vida fácil. Eram possíveis estudantes, divorciadas, mães solteiras.. ou seja, mulheres comuns, como eu. E a maioria delas fazendo o papel de carne pendurada no açougue pro freguês escolher. Fala sério!! Dia desses estive na boate com uma amiga e fiquei estarrecida com o que as mulheres usam na tentativa de chamar atenção de um macho. Tudo bem.... às vezes eu faço a linha "sou gostosa e sei disso", mas evito ao máximo cair na vulgaridade. Até porque tenho PAVOR de receber aquele olhar de secar até pedra de gelo. Eka!!!!!!!!!!!
Gosto de observar o comportamento das pessoas, sabe. E há tempos que observo essa atitude feminina equivocada. Me corrijam meus amigos machos leitores deste blog, mas uma mulher vestida de periguete vai receber um olhar lascivo apenas, certo? Não sei se por ter, durante tanto tempo, me achado o patinho feio, mas raramente tiro proveito da beleza pra conseguir qualquer coisa que seja, muito menos a atenção do macho da espécie. Talvez por ter crescido com meninos e gays, me valho da inteligência, do sarcasmo e da simpatia. Esse universo feminino de seduzir com a aparência me foi estranho por muuuuuuuuito tempo. E ainda hoje é.
O problema é que depois as mulheres reclamam que os homens só reparam na bunda e no peito delas. Mas claro!! Elas ficam exibindo aquilo tudo, esfregando na cara deles, e depois querem que eles reparem no sorriso e nas boas maneiras?? Fala sério, vai... Impossível.
Claro que também a falta de tecido nas roupas não dá aos homens o direito de tocar. Quer coisa mais ridícula do que um cara justificar ter "bulinado" uma mulher com a frase "ah, mas ela pediu.. usando essa roupa!!". Ela pode estar pelada em plena Av. Rio Branco, mas nada, e digo de novo, NADA dá a quem quer que seja o direito de tocar na sujeita. O corpo ainda é propriedade privada. Estou errada? Pô, mesmo me vestindo com decoro, já fui vítima de uns abusados assim. Na época do segundo grau, então.... Aquele uniforme infame de normalista era chamariz de tarado. Perdi a conta de quantos tentaram passar a mão por baixo da minha saia (que, juro, não era curta!!). Sem dúvida que o fichario vôou na cabeça dos atrevidos (lembra?? baixinha e cheeeeia de marra). Mas realmente me deixava furiosa esse tipo de atrevimento. Deixava não, porque ainda deixa. E muito. Quer ver coisa que me irrita???? É eu estar toda vestida, - blusa fechada, jeans, tênis e o que mais tiver direito - e ouvir gracinha na rua. Me deixa louca de raiva!
E é por isso que não entendo as mulheres andarem por ae desse jeito. Poxa.. quer usar uma mini-saia? Então manera no decote e no tamanho do salto. Vai usar um decote até o umbigo? Usa um jeans menos justo. Mas não... Elas querem usar tudo ao mesmo tempo agora. E ae fica vulgar. Muito vulgar, pra falar a verdade.
Depois não adianta reclamar que os homens só reparam no bundão e no peitão. É só o que se mostra por aí, hoje em dia...

Todo amor que houver nesta vida

Quando ouvi, essa semana, os versos da canção de Cazuza, compreendi que estive enganada durante muito tempo. Paixões arrebatadoras são boas quando a pessoa tem estrutura emocional para tanto. E percebi que não tenho. O que eu quero mesmo é a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida. "Chega de arder, arder, arder e depois sofrer, sofrer, sofrer". Não quero mais. Essa necessidade de sentir intensamente(?) passou. Se amar é isso, então não quero mais.
Mas quando penso no meu modo de ser, me pergunto se saberia transformar o tédio em melodia. Ou se me cansaria de toda tranquilidade e partiria em busca de um pouco de adrenalina. Porque, infelizmente, eu gosto da sensação do perigo, do agito, da surpresa. Para mim, algum remédio anti-monotonia se faz muito necessário!
Nunca experimentei uma relação assim. Mas esse é o ideal de relação. Um amor sereno, sem a ânsia alucinante da paixão, sem as garras do ciume, sem a insônia.
A sorte de um amor tranquilo...
Cazuza sabia das coisas.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Tem dias em que a minha infinitude está tão finita que nem sei...
E quando isso acontece, só um pouco de Coldplay, Snow Patrol e panqueca doce pra resolver.

Ah, claro, e minha dupla dinâmica: o meu amigo travesseiro e o companheiro edredon.
Deixa eu ir ao encontro deles.

sábado, 22 de novembro de 2008

Mulher e menina

Idéia devidamente copiada da Aninha.
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Eu sou menina quando quero ser o centro das atenções.
Eu sou mulher quando presto atenção nas necessidades dos outros.
Eu sou menina quando fico até tarde fofocando no telefone.
Eu sou mulher quando acordo cedo pra estudar.
Eu sou menina que gosta de brigadeiro e sorvete.
Eu sou mulher que come legumes crus e carne grelhada.
Eu sou menina quando vou pra casa da mamãe porque estou doente.
Eu sou mulher quando saí pra morar sozinha e aprendi a cuidar de mim.
Eu sou menina que brinca no balanço na praça.
Eu sou mulher que caminha no calçadão.
Eu sou menina quando fico zangada por ser contrariada.
Eu sou mulher quando admito que o mundo não tem que ceder aos meus caprichos.
Eu sou menina de calcinha de algodão com desenho de carinha.
Eu sou mulher de lingerie.
Eu sou menina de tênis e short.
Eu sou mulher de vestido e sandália.
Eu sou menina de meia colorida e pantufa.
Eu sou mulher de meia-calça e scarpin.
Eu sou menina que almoça hambúrguer por estar com pressa.
Eu sou mulher que faz o jantar para receber os amigos.
Eu sou menina que chora de saudade do avô.
Eu sou mulher que segura a tristeza quando alguém precisa de ajuda.
Eu sou menina de borboleta no cabelo desgrenhado.
Eu sou mulher de cabelo escovado.
Eu sou menina inconseqüente que faz o que tem vontade.
Eu sou mulher pensando na conseqüência e indo mais devagar.
Eu sou menina fazendo birra.
Eu sou mulher reconhecendo que estou errada.
Eu sou menina de biquíni na piscina de São Pedro.
Eu sou mulher em Petrópolis, de bota, gorro e cachecol.
Eu sou menina quando não estudo pra prova.
Eu sou mulher quando faço as pesquisas antes do prazo limite.
Eu sou menina dançando na rua com a "música que está tocando na minha cabeça".
Eu sou mulher simplesmente andando.
Eu sou menina que chora de raiva.
Eu sou mulher que agüenta a arbitrariedade do chefe, sem "criar um motim".
Eu sou menina dançando Xuxa com as onças.
Eu sou mulher na roda de samba na Lapa.
Eu sou menina que dorme abraçada com a irmã quando está triste.
Eu sou mulher no analista, tentando aprender com os erros cometidos.
Eu sou menina quando penso que não devo fazer, e faço escondido.
Eu sou mulher quando mando tudo pro espaço e faço o que tem que ser feito.
Eu sou menina vendo Procurando Nemo.
Eu sou mulher vendo Casablanca.
Eu sou menina que chora compulsivamente quando não vê saída.
Eu sou mulher que enterra o assunto e segue adiante.
Eu sou menina cantando na chuva.
Eu sou mulher ouvindo Joss Stone no mp3.
Eu sou menina de gloss.
Eu sou mulher de batom vermelho.
Eu sou menina de brinco de bolinha.
Eu sou mulher de argola nas orelhas.
Eu sou menina. Eu sou mulher. E no dia que eu não for as duas então não serei eu. Porque é assim que eu sou.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O feriado - A bonança em meio a tormenta

E no meio de tanta correria, eis que Zumbi (valeu, Zumbi!!) me dá um dia de menos expurgo.
Mas a pessoa precisa estudar para as quatro provas que vão acontecer no final de semana. Por causa disso, ela acabou cancelando com a astróloga a sessão cinema em casa na quarta. Mas, como a pessoa anda impossível - apesar da vibe "pequena camponesa" - não desmarca a sessão cinema com o amigo. E eis que as 5h da manhã o celular faz um escândalo com a mensagem do amigo dizendo que não vem.
Ao invés de sentar a rabusqueta e estudar, o que a pessoa faz? Vai ao mercado. Sim, a pessoa se dá conta que, desde que acabou a dietinha do médico tirano, ela só come bobagem calórica e nada nutritiva. E como não quer outra dieta daquela, tomou providências.
Além disso, é delicioso ir ao mercado numa manhã de feriado. Ver as senhorias em seus vestidinhos estampados, comprando coisas saudáveis; observar o carrinho das pessoas e imaginar quantas pessoas moram na casa, pela quantidade que está levando; paquerar o bonitão de blusa azul que parece morar sozinho (ele levava poucas unidades de cada coisa, assim como eu); escolher com prazer a hortelã, a maça, o abacaxi, a pera, a alface hidropônica e a carne. Mas nem tudo é prazer nessa vida de mercado. Me irrita profuuuuuuuuuuundamente a ignorância dos seres. Precisa mesmo fechar a passagem com o carrinho? Não dá pra fazer a fila sem obstruir os corredores? Aff... E quando a coroa dá uma de desentendida e se mete na tua frente? Muito educadamente, mas com a cara muito séria, eu aviso que ela transgrediu a lei da boa convivência. hahahahaha

Na volta do mercado, a sujeita vê o salão aberto. E descobre que agora tem podóloga! FESTAAA. Não vou mais sentir dor essa semana. "Quero o serviço, tem horário pra agora?"
Só depois a pessoa vai pra casa, já depois da hora do almoço. E se delicia comendo as frutas, enquanto guarda. E se empolga, e faz mil guloseimas com as frutas.
E nada de estudar.
O telefone toca e é Dona Mãe reclamando que não vou em casa há quase um mês. Quando explico que possivelmente só vou no Natal.... São mais alguns minutos de reclamação. Mas é justo.
E o que fazer com os filmes alugados pra ver com o amigo? Ver sozinha, oras! A pessoa não seguiu o planejamento do dia como se não tivesse recebido a mensagem as 5h da manhã no único dia em que a insônia não foi cruel? Então... veja o filme sozinha. Mas antes disso, estude um pouco.
Ao abrir a internet pra ler a matéria, o msn abre também. E as amigas falam de um blog novo. Lá vai a pessoa
Só que já são mais de 17h e o telefone toca de novo. É o amigo, arrependido de não aproveitar a maravilhosa companhia da Ruiva mais Infinita que existe, e quer saber se o programa ainda está de pé (antes que mentes maldosas digam que o outro programa dele furou e por isso ele voltou, digo que não. Era algo importante que ele precisava fazer, mas deu um jeito de adiar pra gente ver filminho). Ah, eu não guardo rancor no meu coração. Na cafeteria, a atendente pergunta "vocês estão juntos?" e antes que eu pudesse fazer piada disso, ele ri e diz que sim. A gente riu muito da cara de constrangida dela. Que dó. E ao contrário do que sempre acontece, não optamos por um filme culturét. Keanu Reeves levou vantagem sobre Javier Baden e a Ruiva ficou brincando de adivinhar as cenas seguintes.
E quando o dia acabou e eu pensei em tudo o que devia ter feito, ao invés de tudo o que de fato fiz, tive vontade de me pôr de castigo. A prova é sábado e eu acabei não pegando no livro.

Ah, mas quer saber?? Zumbi se sacrificou pela abolição dos escravos. Eu tenho trabalhado igual uma escrava. Então ontem foi um merecido dia de bonança.

E a prova?? Eu faço como sempre fiz: conto com meu poder de retórica pra me dar bem.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Mengooooo

FILHO: Pai, por que o senhor sempre fala que eu tenho que ser Flamenguista?

PAI: Porque o Flamengo é o melhor time do mundo filho. É o mais querido do Brasil!

FILHO: Isso é legal né pai!? Mas a Índia e a China são os países mais populosos do mundo e nunca ganharam uma Copa e a Itália, que é um país pequeno e com menos torcida, já tem quatro mundiais não é!? Além disso, nossa torcida é a mais favelada e marginal que existe, todo jogo a gente quebra tudo e com orgulho, não é, pai?

PAI:
É filho, tá certo, cacete.

FILHO:
Quando foi nosso último título brasileiro?

PAI: Foi em 1992, com um timaço que tinha o Júnior e Cia.

FILHO: Mas faz tanto tempo assim? Tenho 12 anos, e faz mais de quinze que o Flamengo ganhou o último título brasileiro?

PAI: Meu filho, somos do time mais vezes campeão brasileiro!! Cinco!

FILHO: Mas para a CBF que é o órgão oficial de futebol no Brasil o campeão brasileiro de 1987 é o Sport, não é verdade?

PAI: Sim , pentelho, mas nós da torcida consideramos que somos...

FILHO: Ah, então somos iguais ao Vasco, ao Corinthians, ao Palmeiras que também são quatro vezes campeões brasileiros! E menos que o São Paulo com cinco?

PAI: Mais ou menos, porra!

FILHO: Calma pai, o senhor está bravo só porque o Flamengo não é nada disso que o senhor pensava?

PAI: Pára com isso filho! Nós já fomos campeões mundiais!!!

FILHO: Sério Pai!? Quando?

PAI: Em 1981

FILHO: Que legal, então nós também ganhamos a Libertadores em 81?

PAI: Sim, filhão!!!

FILHO: É verdade que devido a guerra das Malvinas a federação argentina foi punida, e nenhum time deles puderam participar da libertadores desse ano?

PAI: Sim, e daí?

FILHO: E daí que sem argentinos a competição fica muito mais fácil de ser ganha...

PAI: Sim, mas ganhamos o Cobreloa na final!

FILHO: Caramba, mas esse time já foi campeão da libertadores?

PAI: Não sei filho, mas que merda!!!

FILHO: Pois é, acho que não. Deve ter conseguido chegar à final já que não tinha nenhum time argentino, ficou fácil demais!

PAI: Porra, moleque. Ta de sacanagem com a minha cara?

FILHO: Calma paizinho. Vamos passear, me leva no estádio do Flamengo.

PAI: (chorando) Não temos estádio porra! Temos uma sede num terreno alugado pela prefeitura do Rio com um campo de treinamento e uma piscina muito mal conservada.

FILHO: (puto da vida) Chega pai! Assim não dá. Não temos estádio, não temos time, nosso título mais comemorado é um mundial que conseguimos graças a falta de argentinos, não somos campeões brasileiros faz quase 20 anos...

PAI: (um minuto de silêncio) Esse ano nós passaremos o Fluminense e nos tornaremos o time com mais títulos cariocas!

FILHO: Mas pai, comprando juízes e ganhando do Botafogo dessa maneira vergonhosa como foi esse ano e ano passado, nos tornaremos mesmo os maiores campeões e seremos eternamente campeões cariocas, não é verdade?

PAI: Seu filho da puta! Ta de castigo!!!

FILHO: Mãe pode ficar tranquila, se o pai sabe de tudo isso e ainda torce pro Flamengo é porque ele gosta de ser enganado e nem desconfia que eu sou filho do vizinho.

Coração Peludo 2 - Um Adendo

Relendo o textinho de ontem, e depois de ler o comentário do Jean, percebi que dei a entender que o incidente aconteceu na festa a fantasia.
Não foi.
Uma amiga de cá estava paquerando um amigo de lá. Eles se conheceram através de mim. E quando eu percebi o interesse dela nele, me deu ciúme. Foi isso.
Só pra deixar claro, já que fui na festa com o astrônomo e a astróloga - que são namorados - e não quero que ela entenda errado também.

=)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Coração Peludo

Sábado fui numa festa fantasiada de "Pequena Camponesa de Nobre Coração que vai ao Bosque Todos os Dias Colher Lenha". Mas, apesar de estar numa vibe "Pequena Camponesa", de vez em quando meu coração peludo dá sinais de que está muito saudável.

Embora isso não seja confessionário, vocês estão com cara de padre e vou me confessar:

Eu senti muito ciúme quando percebi que ela estava paquerando meu amigo. Muito ciúme. Mas fiquei na minha. Ele é só meu amigo (MESMO).
Mas quando percebi que ele não deu a menor, fui invadida por uma alegria sem precedentes.
E fiquei ainda mais feliz quando a atenção dele se voltou novamente pra mim.
Infelizmente, tenho que admitir que sinto muito mais ciúme dos meus amigos que dos meus namorados.

Tá..... eu sei que isso é coisa de menina mimada. Mas quem disse que eu não sou mimada??

sábado, 15 de novembro de 2008

COMPLETE

- Eu tenho: conseguido
- Eu desejo: meu desejo saciado...
- Eu odeio: ser insegura
- Eu escuto: Josh Groban e Joss Stone.
- Eu tenho medo: "...do amor, e não saber amar... medo de parar e medo de avançar; medo de amarrar e medo de quebrar..."
- Eu não estou: deprimida, e tendo em vista os últimos acontecimentos, isso é bom demais.
- Eu estou: ansiosa, mas feliz.
- Eu perco: a paciência, sempre; a linha, às vezes; à vontade, nunca.
- Eu preciso: de férias. Pra ontem!
- Me dói: no momento, o estômago; o tempo todo, o coração.

SIM OU NÃO:

- Tem um diário? Alguns antigos. E os blogs, que funcionam num estilo parecido com os diários tradicionais
- Gosta de cozinhar? Já gostei mais.
- Há algum segredo que você não tenha contado a ninguém? Sempre tem,né??
- Acredita no amor? Acredito no amor. Não acredito é nas pessoas.
- Toma banho todos os dias? Tomo 3 banhos por dia.
- Quer casar? Quero ter um lar...
- Quer ter filhos? Eu quero. Mas não agora. Por enquanto, as onças me servem de filhos.

QUAL É?

- A frase que mais usa no msn: "Antes de tudo, a música. O resto é literatura."
- Sua banda favorita: Mercy me
- Seu maior desejo: Posso manter isso em segredo??

OUTRAS PERGUNTAS

- Signo: Touro
- Cor dos olhos: Castanhos
- Numero favorito: 2
- Dia favorito: Sexta
- Mês favorito: Um só? Setembro.
- Estação do ano favorita: Outono.
- Café ou chá? Chá só se for mate. E café.... ADORO!


VOCÊ

- Tem problemas de auto-estima: Já tive mais. Tanto que fiz terapia um tempo. Hoje, aprendi a lidar com isso.

- Abriria mão de ficar com alguém muito gato por respeito ao próximo: Respeito ao próximo? Isso depende de quem é o gato e quem é o próximo.

- Iria a uma micareta: Se tivesse uma arma apontada pra minha cabeça, talvez.

- Cuidaria de amigos bêbados: Fazer o que, né?! A gente faz isso de vez em quando..


NAS ULTIMAS 24HS VOCÊ:

- Chorou? Estou na fase do coração sensível. É melhor aproveitar, antes que ele vire pedra de novo.
- Ajudou alguém? Sou quase uma escoteira! Faço a boa ação do dia, sempre.
- Ficou doente? Sim
- Foi ao cinema? Não
- Disse "te amo"? Serve pra minha irmã?
- Escreveu uma carta? Escrevo todos os dias, mas nem sempre mando.

- Falou com alguém? Morando com dois doidos.. sempre.
- Teve uma conversa séria? Minhas conversas são sérias. Mesmo quando são sobre amenidades.
- Perdeu alguém? Não
- Abraçou alguém? Sim
- Brigou com algum parente? Sim, sim. Faz parte.
- Brigou com algum amigo? Não não. Não estive com nenhum deles hoje.

ALGUMA VEZ VOCÊ PODERIA:

- Beijar alguém do mesmo sexo? Não! Não gosto nem um pouco de mulher.

- Fazer sexo com alguém do mesmo sexo? Muito menos!
- Saltar de para quedas? Um dia...
- Cantar em um karaokê? Sem dúvida. Até já cantei algumas vezes.
- Ser vegetariano? Fui obrigada a fazer dieta vegetariana por 20 dias. Quase enlouqueci. Não sirvo pra isso.
- Se embebedar? Até poderia, mas o sabor das bebidas alcoólicas não me agradam, então...
- Se maquiar em publico? Faço isso quando não tem outro jeito.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Pérola dos alunos # 18

Lembrei de uma pérola antiga do Infinito. Ele ainda tinha dois anos quando soltou essa.

Eu estava doente, mas tinha ido trabalhar mesmo assim porque a outra professora estava com a perna quebrada. Como a dor de cabeça estava me matando, juntei a molecada toda perto pra explicar que não estava bem e que eles teriam que cuidar de mim:

- Olha, eu hoje to dodói na cabeça. Tá doendo muito. E pra tia não ter que ir pro hospital, eu preciso que vocês se comportem, tá?
- Táaaaaaaaaa.

Infinito para, pensa um pouco, se vira pra mim e pergunta:

- Mas, tia, o que é "se comportem"??

É justo, heheheh

Dos pequenos prazeres da vida #3

Descobrir que tem novos leitores do blog.
AMO!!!

Bem vindas, Mel, Jullyane, Karol, Impermeável, Lenyssa, Loira e Morena... (esqueci de alguém??)
Voltem sempre. E comentem sempre também!! Comentários fazem a Ruiva mais feliz.

=D

Para Lua

Olha, sua safada, eu ainda te amo, tá?
Você fura comigo, não me telefona, me ignora solenemente....
Mas como dizem por ae que o amor é paciente e benigno, então a gente continua amando, neam?
Só não abusa, porque tu sabe.... quando eu rezo, as coisas acontecem.

Muahahahaha

:-p

Cuidado, ela morde.

Hoje eu tô virada no saci.
E que ninguém tente me colocar na garrafa!!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Dos pequenos prazeres da vida #2

Ver a ligação perdida no celular e, ao retornar, descobrir que ele está na cidade e que vamos nos ver antes do imaginado.

Pérola dos alunos # 17

De novo, chuva na hora de ir embora. Amor Infinito logo se aboleta no meu colo.

- Eu quero ver a pentestade (sic).

Ficamos ali conversando, brincando e, antes de perguntar de novo pelo cavalo e o menino - acho que ele vê essas coisas em dia de chuva - solta mais uma daquelas perguntas de concurso que crianças fazem:

- Ô tia, por que a água fica pendurada?
- Pendurada? Como assim?
- É! Na nuvem e no telhado.

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E aqui tem mais história das crianças.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A deficiência está no coração (depoimento de uma professora feliz)

Todas as escolas públicas no Brasil são inclusivas. Pelo menos, teoricamente. E isso porque há uma nada sutil diferença entre apenas ter matriculado um aluno com Necessidade Educacional Especial (NEE) e dar atendimento adequado a este aluno. E lá na escola não é diferente.
Recebi na minha turma, no início do ano, um aluno com síndrome de down. Eu, a mais inexperiente e insegura professora da escola. Eu, a professora que a Didi odeia. Eu, que me formei há dez anos e nunca pisei numa sala de aula, desde então. O pavor que me tomou quando soube da novidade foi tão grande, mas tão grande, que chorei quando cheguei em casa aquele dia. Minha preocupação era pedagógica. Como iria me comunicar com uma criança que não fala? Será que ele me entenderia?? Nunca estudei nada sobre E.E e minha cabeça fervilhava de perguntas sem resposta. Não tinha ninguém na equipe pedagógica que me auxiliasse. Tudo o que sabiam fazer era apontar minhas falhas. E isso não ajudava em nada. Chorei várias noites, liguei pra Dona Mãe um sem número de vezes (ela é aprendiz de psicóloga e está fazendo TCC sobre E.E.) pra pedir ajuda, procurei artigos na internet... Me virei como pude. Mas ainda estava com muito medo de ser uma péssima professora para aquele menino. Cheguei a pensar, e dizer, que era uma forma de punição, que ela - a Didi - tinha feito isso pra me ver falhar e poder ter um motivo pra me tirar da equipe. E, não poucas vezes, pensei em desistir de tudo, antes que ela tivesse êxito na empreitada.
A relação com o aluno? Não existia. Por conta da falha genética, ele tem algumas limitações: não fala, não tem muita coordenação motora, usa fraldas, dorme mal... E, quando chegou na escola - o primeiro contato dele com crianças "normais" que não eram da família - era arredio. E por conta do provável medo que teve daquele universo novo, até um pouco agressivo. Eu não conseguia me aproximar, gostar dele. Ele destruiu minha sala. Rasgou a decoração toda, jogava água pra todo lado, comia os brinquedos, fugia da sala todo o tempo, batia nas crianças, mordeu uns quatro (inclusive a mim), quebrou porta, destruiu trabalhinho das crianças... Era tão desgastante que não via condição de gostar dele.
Para minha sorte (só depois pude ver dessa forma), a auxiliar que trabalhava comigo era idosa e resmungona. Ela não gostava dele e o tratava com desprezo. Apesar de ser função dela, reclamava todas as vezes que precisava dar banho nele (as outras crianças não tomam banho na escola). E pra não ter mais que ouvir reclamações dela, ou da Didi, um dia quebrei o hábito e fui eu mesma fazer isso - com o estômago embrulhadíssimo (não tenho filhos, logo, não sou acostumada a fraldas sujas), um pouco de nojo e raiva, mas fui. A partir desse dia passei a ser responsável pelo banho dele. E foi nesse momento que as coisas começaram a mudar. A gente passou a interagir. Ele passou a gostar de mim e eu, dele.
Quando começou o segundo semestre, algumas modificações na escola me deixaram mais feliz e me deu novo ânimo pro trabalho. Embora, tal qual a antiga, a nova auxiliar não goste dele e o trate com um certo desprezo, ao menos ela me dá suporte pedagógico com o restante da turma. E isso facilita meu trabalho com ele. Tenho tempo de sentar ao lado e ensinar com calma, brincar, conversar. Nosso afeto cresceu. Ele sente saudade nos finais de semana e reclama se eu saio da sala na hora dele dormir. Eu sinto saudade quando ele falta e faço questão de não deixar faltar lenço de papel pra limpar o nariz que está sempre escorrendo (sempre mesmo, tanto que até é ferido já). E foi por isso que percebi o quanto ele desenvolveu. Por causa de um nariz que escorre. Eu sou alérgica e estou sempre com lenço de papel por perto. Com dó do nariz dele, passei a usar meus lenços com ele também. E qual não foi minha surpresa quando, um dia, ele puxou um lenço da caixa e apertou meu nariz - como faço com ele - e depois o dele. E desceu do meu colo e jogou o papel no lixo (já falei aqui que sou tipo a Monica Geller??). Quando voltou, viu que minha barriga estava aparecendo, e então fez "besourinho" em mim, como faço com ele todas as vezes depois que dou banho. Desde esse dia, comecei a observar melhor o comportamento dele. E vi o quanto meu menino desenvolveu. Ele faz tudo o que os outros fazem: canta, dança, come, rabisca, fala, brinca, birra, carinho, drama..... E me faz rir muito.
Hoje, fazendo o relatório de avaliação final das crianças, me detive no dele e sorri um sorriso largo ao ver o progresso que fizemos neste ano. Fizemos, porque eu progredi muito mais do que poderia supor. O medo que senti no início do ano deu lugar a um imenso prazer de ter sido a primeira professora dele. A angústia de não ser eficiente deu lugar a uma desmedida satisfação de ter sido útil. A neura de estar sendo punida foi trocada pela gratidão dessa experiência maravilhosa. Achei que teria muita coisa pra ensinar, mas tive muito o que aprender com ele. Só de pensar que posso não ser professora dele no ano que vem, me dá tristeza. Quero ir até o fim acompanhando o progresso da minha onça.
Ele é o xodó da turma. E no meu coração, só perde pro Amor Infinito.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Dos pequenos prazeres da vida

Chegar do trabalho, jogar a roupa no chão, pular no sofá pra ver House, enquanto come um pote cheinho de lichia.

ADORO!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Deus, a mulher e o diabo

E Deus fez a mulher...Houve harmonia no paraíso.
O diabo vendo isso, resolveu complicar...
Deus deu a mulher cabelos sedosos e esvoaçantes.
O diabo deu pontas duplas e ressecadas.
Deus deu a mulher seios firmes e bonitos.
O diabo os fez crescer e cair.
Deus deu a mulher um corpo esbelto e provocante.
O diabo inventou a celulite e as estrias.
Deus deu a mulher músculos perfeitos.
E o diabo os cobriu com lipoglicerídios.
Deus deu a mulher uma voz suave, doce e melodiosa.
O diabo a fez falar demais.
Deus deu a mulher um temperamento dócil.
E o diabo inventou a TPM.
Deus deu a mulher um andar elegante.
O diabo investiu no sapato de salto alto.
Então Deus deu a mulher infinita beleza interior.
E o diabo fez o homem perceber só o lado de fora.

Só pode haver uma explicação para isso:
'O diabo é viado!!!!
Tô triste, desolada e só fiz chorar o dia todo...
Vou me separar da minha B.
Por motivos alheios a nossa vontade, ela volta a morar com meus pais em Janeiro.
Ai..... e eu já sinto falta de chegar do trabalho e me jogar na cama pra fofocar com ela.

Irmã, um ano passa rapidinho. PROMETO a você que em Janeiro de 2010 a gente se junta de novo.

domingo, 9 de novembro de 2008

Ruiva num momento barraco

Deixa eu explicar como funciona:

Se não quer ouvir a verdade, não peça minha opinião.
Se estou quieta no meu canto, então me deixa quieta.
Se digo pra parar porque estou de TPM e fico hormonalmente homicida, acredite e pare.
Se digo "não quero", é porque não quero.
Se a briga está rolando e não me meto, não me peça pra tomar partido.
Se está me provocando, mas não aguenta provocação, então para antes que eu me levante.
Se me desafiar e eu aceitar o desafio, esteja ciente que vou até as últimas consequências.

Porque eu dou um boi pra não entrar numa briga. Mas se eu entrar, pode acreditar que, para não sair dela, compro todas as cabeças de gado do Mato Grosso e dou de presente.

Sábado a noite

Você foi ao salão, fez a unha, cansou o braço da bicha pra escovar o cabelo, escolheu a roupa certa, fez a maquiagem e quando está pegando a bolsa pra sair, o telefone toca: suas amigas vão te deixar a ver navios (tudo bem... ambas apresentaram motivo razoavel para o bolo, mas bolo é bolo).
O que você faz?

  1. Fica p* da vida, chora, xinga até a oitava geração das amigas?
  2. Liga pra sua irmã e aluga a orelha da pobre por horas?
  3. Troca de roupa e vai dormir?
  4. Vai sozinha pro evento?
  5. Aproveita que tá toda arrumadinha e vai dar uma volta na rua, passa na locadora - cujo dono é um gato que te dá um mole descarado - pra ver os lançamentos e pega algo bom pra ver?
  6. Liga praquele seu ex que é um galinha, mas que é divertidíssimo, pra ir ao cinema?
Quem me conhece, de fato, vai acertar as duas opções escolhidas.

sábado, 8 de novembro de 2008

Nos últimos quinze dias, me livrei de 3,5 Kg .
Mas hoje acordei e, quando me olhei no espelho, estava gorda. Alguém é capaz de explicar o fenômeno???????????

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Pérola dos alunos # 16

Presente de Natal

- O que você quer ganhar de natal?
- Um avião.
- Mas tu sonha alto, sujeito.
- Um avião de brinquedo, tia.
- Aff... eu preciso ser menos adulta quando falo com vocês.....

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Do Além

- Tia, por que aquele cavalo tá ali?
- Ali onde??
- No muro. Não tá vendo?
- Não.
- Tem um menino perto dele. Quem é aquele menino?
- Vem cá, meu amor. Vamos começar a rezar...

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Amigo Cadeirante

- Tia, por que o J.M. anda igual um bichinho?

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Cemitério

No jornal de segunda, imagens do dia de finados. E segue o diálogo

- Que isso?
- Um cemitério. Sabe o que é?
- É a casa da gente depois que a gente morre.
- Isso mesmo, amor.
- Tia, ele morreu e tá invisível?
- Não, querido. Depois que a gente morre, as pessoas não conseguem mais ver a gente.
- Mas ele tá no cemitério, tia. Então ele morreu.

Isso se chama lógica infantil. E eu não me atrevo a discordar.

Rapidinhas

É sério que só faltam seis semanas pras férias escolares?? OBAAAAAAAAAAAAAA

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"Ensaios sobre a cegueira" é desconfortante. Ainda estou com o filme na cabeça.

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Alguém sabe qual é a do tempo doido? Chove na madrugada - e por isso o dia amanhece frio - e sol durante o dia - e, claro, calor. Assim não há saúde que agüente.

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Estou com quase ódio do médico que me proibiu de comer tudo o que gosto. Faz mais de 10 dias e ainda não estou totalmente boa. E olha que só uma vez falhei na dieta.

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Por conta dessa dieta infame acabei me livrando dos três quilinhos miserentos que não saíam nem com reza de Irmã Selma.

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Estou com medo dos meus sonhos. É o terceiro (num espaço de um mês) que acontece.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Pérola dos alunos # 15

- Quando eu crescer, quero ser "médica mãe"?
- Médica e mãe, Mô?
- Não, tia. Médica mãe. Aquela que tira o bebê da barriga.
- Ah, claro!! Eu devia ter pensado logo nisso.

Adultos sem imaginação são uó!!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Sabedoria Paralamesca/Herbertiniana - Parte I

A vida sem freio me leva, me arrasta, me cega,
No momento em que eu queria ver:
O segundo que antecede o beijo;
A palavra que destrói o amor;
Quando tudo ainda estava inteiro
No instante em que desmoronou.


Ai ai... Já perdi a conta de quantas vezes a vida me arrasta sem que eu possa fazer nada. É semelhante a uma tromba d'água em cachoeiras: você está lá, amarradão, curtindo a sua e não percebe que lá no alto da montanha tá caindo um aguaceiro louco. De repente, não mais que de repente, aquela água toda desce o morro e te pega de surpresa. E a vida volta e meia faz isso comigo. Eu, lépida e faceira, toda saltitante de óculos rosa pra vida e, de repente, tudo muda. E nada mais me resta a não ser fazer cara de árvore e ver desmoronar o que estava inteiro.
Nem me atrevo a dizer que todas as vezes foi algo ruim, porque não foi. Mas é sempre assustador quando acontece. Em qualquer área da vida, a qualquer tempo. É sempre assustador.

Palavras duras em voz de veludo.
E tudo muda, adeus velho mundo.

Há um segundo tudo estava em paz...


Quem nunca fez isso na vida, que atire a primeira pedra. Qual mortal nunca feriu com palavras, premeditadamente? Eu canso de fazer... Ainda ontem segurei a verborragia que me acometeu, e que sabia que seriam mortais. Afinal, embora a pessoa merecesse, eu não queria matar o que há entre nós. Já percebeu que as palavras que mais ferem são as que são ditas em voz de veludo, com um sorriso no rosto, sem alterar o volume, mas que são letais tal qual o veneno da Mamba Negra??


E cada segundo, cada momento, cada instante
É quase eterno, passa devagar.
Se seu mundo for um mundo inteiro
Sua vida, seu amor, seu lar
Cuide tudo que for verdadeiro
Deixe tudo que não for passar.


Se tem uma frase nessa música que eu acho perfeita é "Cuide tudo que for verdadeiro; deixe tudo que não for, passar."
Por que, meu Deus, a gente se preocupa com coisas efêmeras??
Por que essa preocupação com o que não é real e importante? E quando digo importante, não me refiro a coisas grandiosas. Pra mim, os detalhes são importantes. Aquelas pequenas coisas que ninguém repara, os pequenos gestos, olhares, movimentos, o que geralmente passa despercebido... Isso é o verdadeiro, porque mostra a intenção. E o real... já reparou que volta e meia as pessoas surtam em fantasias criadas? O famoso cabelo em casca de ovo? E o quanto de aborrecimento, indisposição, insônia, contenda - e até mesmo batalhas - não são gerados por essas fantasias, esses enganos?

Cuide bem do seu amor,
Seja quem for...

Ou, seja O QUE FOR.
Porque se o seu amor é a sua vida, cuide bem dela.
Se o seu amor é a sua família, cuide bem dela.
Se o seu amor é seu filho, cuide bem dele.
Se o seu amor é o seu amor, cuide bem dele.
Sempre.

Excesso de falta

- Ruiva, pára de ficar triste.
- Mas eu não estou triste!!
- Tá bom.... alegre é que você não está.
- .......

Bem, ele me conhece. E conhece mais até do que eu gostaria. E, de certa forma, ele está certo. Alegre é que não estou. Mas, de fato, não estou triste.
Difícil definir o que sinto atualmente. É uma mistura de excesso e de falta que não dá pra expressar em palavras.
É excesso de pensamento sobre o passado e o futuro. Embora saiba que o que passou não pode ser mudado e o que vai acontecer nem sempre depende de mim. Mas quem disse que consigo evitar? Não dá. Penso, reflito, avalio, tento prever, fazer diferente.
É excesso de sentimento conflitante, que ainda pensa se quer ou não.
É excesso de trabalho no trabalho, em casa e na faculdade.

E é falta.....
Falta do carinho dos amigos.
Falta de sono.
Falta de diversão.
Falta de tantas coisas que, como disse uma amiga, vira excesso de falta.

E falta um pedaço meu. Falta algo pra que eu fique em paz novamente. E não consigo descobrir o que é. E essa inquietude traz de volta o excesso de pensamento, o excesso de sentimento e, pra tentar não pensar em tudo isso, o excesso de trabalho. E tudo isso me deixa com falta de tempo para os amigos, para o sono, para a diversão... E vira um círculo vicioso que me consome pouco a pouco. De uma maneira tão lenta e cruel que eu mesma não me dou conta. E preciso que ele venha e me diga

- Ruiva, para de ficar triste...

domingo, 2 de novembro de 2008

Depois de ficar 3 horas a mais que o necessário pra fazer o trajeto Juiz de Fora-Rio de Janeiro, só posso dizer que burrice deveria doer. E muito!!

Quando estiver menos cansada, conto detalhes da viagem, que quase acabou em delegacia.
 

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