quarta-feira, 30 de julho de 2008

Texto por Roberto Freire

Você ama aquela petulante! Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu. Você deu flores que ela deixou a seco. Você levou para conhecer a sua mãe e ela foi de blusa transparente. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome...
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai ligar e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário, ele escuta Nelson Gonçalves. Ele não emplaca uma semana nos empregos, esta sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte pra mim...
Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes de Woody Allen, dos irmãos Coen e do Robert Altman,
mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu prato "fettuccine ao pesto" é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desses, criatura, por que diabo está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação de matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim.
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem. Caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Costuma ser despertado mais pelas flechas do cupido que por uma ficha limpa. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano Veloso. Isso são só referências. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá , ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem aos montes, bons motoristas e bons pais de família, mas mesmo assim, ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida. Isto é o amor...

terça-feira, 29 de julho de 2008

Páginas da Vida

meses que não nos vemos e ele não tem a menor idéia do que está acontecendo comigo. Mas, mesmo a distância, ele me vê e me entende. E Me diz a coisa certa, na hora certa.
É por isso que o amo. E estou pensando sériamente em aceitar a proposta.



Cada vez mais, penso que a vida é literatura. Como dizia Kafka, "tudo que não é literatura me aborrece".

A grande ciência da vida é aprender a distribuir melhor os personagens. Não podemos dar destaque a personagens sem luz, sem talento, sem brilho natural.

Eles entorpecem a trama, empacam o bom andamento da dramaturgia. Precisamos, isso sim, colocar como protagonistas as pessoas iluminadas, divinas, criativas, diferentes, as que nos fazem felizes. Os pulhas, os avarentos mentais e espirituais, os sem talento, os que estão em trevas, esses devem ser relegados a um plano secundário ou terciário.

Em alguns casos, devem ser eliminados da trama.

A vida é literatura, e essa obra de arte é a gente quem faz!

Escreva, assim, as mais belas páginas de sua vida: não dê destaque a quem não merece, não ponha marcador nas páginas feias nem sublinhe as frases tristes do livro de sua vida!

Ilumine-se, use destaca-texto nos poemas, nas frases mais inspiradoras, nas cenas mais lindas desse livro que está escrito mas ainda é uma obra em aberto... você pode fazer mais!

Tantos lindos capítulos... tanta gente bonita que chegou e ainda chega... tantas conquistas, tantas vitórias... é isso que a gente escolhe: o melhor da vida!

As páginas mais belas do livro de nossa vida ganham vulto quando lembramos que vendavais e temporais não foram suficientes para arrancá-las!

Jean-Baptiste Grenouille

domingo, 27 de julho de 2008

Cederj (e outras coisas)

Agora que é fato, eu posso contar.

Quem me conhece de outros meios que não o blog, sabe que minha graduação não foi concluída por conta de um TCC duzinferno que não ficou pronto. E como a vida, às vezes, nos atropela, nunca voltei pra fazer esse treco do mal. E por mil outras razões, larguei pra lá. Em termos. Então que este ano eu resolvi dar rumo a minha vida de fato (e não apenas de sonhos e palavras). Fiz o vestibular pro CEDERJ (quem não sabe o que é, procura no google). Depois de quase dez anos sem ter noção do que é uma equação matemática ou de ver a tabela periódica e qualquer coisa que se encaixe nas ciências desumanas, me surpreendi ao ver meu nome na lista dos classificados. E ontem eu fui lá fazer minha matrícula para começar tudo de novo no próximo sábado. É, queridos, voltei a ser caloura. Aff.... Enfim, o importante é que vou ter o primeiro diploma (primeiro, pq vou concluir a história em breve tb). Feliz, feliz.

Bom..... O final de semana não foi apenas de alegria. Minha amiga-fiel-escudeira V. perdeu a mãe na sexta de manhã. Eu e V. desenvolvemos uma relação quase de gêmeos.. O que uma sente lá na caixa prego, a outra percebe de cá. Uma não consegue mais ficar longe da outra muito tempo. Então vocês imaginam como eu fiquei ao receber a notícia..

E como a vida realmete não é moleza, uma colega do trabalho perdeu o pai ontem de manhã (sim, sim.. uma semana de muitas perdas). Como V. também trabalha comigo, já sentiram o clima amanhã na volta ao trabalho, não é?? Deve ser por isso que desde terça eu queria fugir pro ES e só voltar em dezembro...

E pra fechar o domingo... Apesar dos lamentos que fiz esta semana, estou bem. Triste, mas bem. Pode parecer contraditório, mas eu sou assim mesmo. Enfim, obrigada pela solidariedade de quem comentou nos textos anteriores. E espero estar novinha logo. No mais, tenham paciência com possíveis textos melancólicos e cheios de tristeza (é a maneira que tenho para curar a minha dor), mas meu humor oscila muito quando essas coisas acontecem.

É isso.
Bom domingo a todos.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Eu odeio ter TPM. Odeio, odeio, odeio!!!
Me faz ver chifre em cabeça de cavalo e cabelo em casca de ovo, chorar compulsivamente, ser dramática, não dormir direito, comer igual maluca (ou não comer nada, o que é igualmente ruim pra quem tem gastrite), chorar mais, brigar com as pessoas que eu adoro, tomar atitudes precipitadas, dizer coisas sem pensar, perder boas oportunidades...
Definitivamente, eu preciso me tratar. Isso está transformando minha vida num verdadeiro inferno. Os sintomas duram uma semana. Mas as conseqüências do que faço nesse período..... elas podem ser eternas.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Snow Patrol - You could be happy

Trilha sonora para este momento

Para ele

Sabe, eu poderia ter sido a melhor namorada que você teve. E você sabe disso. Lembra por que você me convidou para aquele café? Segundo suas próprias palavras, porque queria uma companhia inteligente, e que te acrescentasse algo. Eu tenho isso, e você sabe.
A gente consegue conversar sobre tudo. Música, filme, história, poesia, viagem, religião, trabalho, família, o nada, o tudo, o concreto e o abstrato. E rir.. Como a gente consegue rir um do outro. E com o outro. E isso é tão raro....
Eu teria enfrentado isso com você, do seu lado. Mas você preferiu me afastar. O que eu posso fazer diante disso?
Eu tentei, sabia? Quando te conheci, meu coração estava fechado e te disse isso. Que era difícil acreditar nas coisas que eu ouvia. Mas você disse que iria me mostrar que era verdade.
Você sabe da minha dificuldade de levar as coisas a sério. Mas por você, eu levei. Dei um tempo na bandidagem e pra que? Pra você me deixar assim, na chuva, sozinha? Isso dói, sabia? Me fazer acreditar em coisas que não são reais. E eu pedi tanto.... pedi tanto que não houvesse mentira, lisonja ou fantasia. Tantas vezes disse que queria apenas a verdade. Mesmo nas coisas simples. Que eu não faria o que meninas costumam fazer e perguntar coisas que te deixariam sem saída, tipo "estou bonita?", "você me ama?", porque não queria fantasia, nem respostas educadas. Eu queria apenas a verdade. É tão difícil assim? "Ah.. mas poderia ferir o coração". Que se dane o coração!! Ele já está ferido. Mas eu avisei que doeria menos se fosse sempre com a verdade. Ah, querido, você me fez acreditar numa ilusão. E isso me fez tirar os pés do chão e voar. E você sabe o que dizem por aí... "Quanto maior a altura, maior a queda". É... eu caí. Logo eu, a menina sem coração que nunca se rende a ninguém.. Me rendi a você e o que aconteceu?
Eu não fiz cobranças constantes. Tudo o que eu queria era você por perto. Isso é ruim? Era você quem falava que estava viciado no meu cheiro, no meu sorriso, no meu abraço. E acabou me viciando em você. Pra que? Pra depois me privar? Não. Eu não aceito as coisas facilmente e queria você aqui, do meu lado. Por isso insisti tantas vezes. Mas você.... você preferiu se afastar. E nem me perguntou se era o que eu queria. Simplesmente deduziu que era o melhor a fazer. Me privar da dor da despedida? Querido, já está doendo. E eu nem me despedi.
Nós éramos perfeitos juntos. Você me agradava em tudo. Até os lugares onde me levava... Até nisso você acertava em cheio. E a maneira como implicava comigo, o jeito de me abraçar e sussurrar no meu ouvido... Tudo isso acabou. E dói demais. Dói saber que poderia ter dado certo, se você tivesse tentado. Porque eu não posso tentar sozinha. E nem quero. Mas dói ainda mais saber que isso vai passar. E que num futuro não tão distante, você vai ser apenas lembrança de uns meses da minha vida.
Eu espero, de coração, que você perceba a tempo. E que mude de atitude. Não por mim. Mas por você. Não que eu seja a melhor mulher do mundo, longe disso. Eu apenas acho pouco provável que você encontre uma parecida comigo, que te respeite como eu, e que te entenda do jeito que eu estava disposta a fazer. Mas se isso não acontecer, espero que você seja feliz. Porque é isso que eu vou fazer: ser feliz. Mesmo que isso signifique tirar você de dentro de mim.

Dzinha

quarta-feira, 23 de julho de 2008

O Poeta e sua Musa



Esta música foi composta por um amigo, o Luiz. Ele a escreveu para a mulher que amou um dia.
Certa vez eu disse a ele que a invejo. E invejo mesmo. Porque ela teve o amor intenso de um homem incomparável. Um amor que se pode sentir por essas notas. Um amor que talvez ela nunca tenha sequer semelhante outra vez.
E, sinceramente, é um amor assim que eu quero. Intenso, completo, com nuances e pequenos detalhes. Pode até ser síndrome de princesa disney, mas confesso que é o meu desejo secreto.

Lu, eu até tentei fazer um texto bonito sobre você, querido. Mas nada seria tão bonito quanto o seu carater e a sua música. Além do mais, pra que palavras, se quando eu sorrio você tem a exata dimensão do meu carinho por ti? Te amo, querido amigo.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Apenas mais uma de amor...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Estilo Juninho Play

O meu lado masculino...

... gosta de futebol e do Botafogo. E fica muito feliz quando vai ao estádio assistir um jogo, ao vivo.

... vai ao bar com os amigos em final de campeonato, pra torcer, gritar e zoar o perdedor (que, normalmente, é o meu time).

... se diverte muito com filmes de ação, com muito sangue, explosão e tiros, com um "sujeito homi" no comando da pistola e do carrão, que fala pouco e atira sem pensar (e nunca erra o alvo), no melhor estilo Rambo e Duro de Matar.

... é prático para muitas questões que mulheres acham complicadíssimas.

... não tem medo de trocar lâmpada, nem resistência de chuveiro (contanto que alguém abra o chuveiro, pq meu lado masculino é fracote).

... não grita quando vê uma barata.

... detesta ir a shopping sábado a noite e em véspera de dia das mães e natal. Na verdade, detesta shopping.

... não entende que namoradas não entendam e aceitem o "dia de sair com os amigos".

sexta-feira, 18 de julho de 2008

A morte


Ela, esta tirana, impõe sua presença. E nos deixa com essa sensação de vazio e pesar.

Profundo lamento por Patrícia, falecida em 17 de julho de 2008.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Mais uma morte

Fui surpreendida por uma notícia. Estava lá, quando abri o orkut...
Nota de falecimento: faleceu hoje a Patrícia, esposa do Samuel.

Esse tipo de notícia sempre me deixa melancólica. Por mais que a pessoa não seja íntima de meu convívio. Eu conhecia a Patrícia. E gostava muito dela. Conversávamos e ríamos muito, sempre que nos encontrávamos em algum lugar. Durante um tempo até participamos do mesmo grupo na igreja. Era daquele tipo de pessoa que se gostava de ter por perto. Sempre sorridente, positiva, bem humorada. Eu gostava dela. Mas o Samuel... ele a amava. E eu fico pensando em como será a vida dele sem ela.

Há exatamente um ano, perdi um amigo muito querido. Um infarto fulminante, aos 40 anos de idade. Ele, que freqüentava minha casa e seria padrinho do meu irmão.. Patrícia também o conhecia. Choramos juntas a morte dele. Eu e Patrícia gostávamos muito dele. Mas a G.. Ela o amava.

Quando esse tipo de notícia me chega, fico pensando no outro. Na cara metade. Na mãe. Nos filhos. Como deve ser horrível acordar e não ter ao seu lado aquela pessoa com quem você escolheu passar o resto dos seus dias. Perder uma parte de si? Não consigo mensurar o que é isso.

Na véspera do reveillon de 2002, quando chegou a notícia da morte do Fabinho, meu irmão-de-coração-ex-cunhadinho-lindo, o mundo perdeu a graça. O reveillon perdeu completamente a graça. Desde aquele ano, nunca mais consegui me divertir nessa data. Ele não está aqui comigo pra comemorar, pra ver Friends na madrugada, pra tocar pra gente cantar.. De vez em quando ainda tenho lágrimas nos olhos só de lembrar dele.

A morte é assim. Chega sem pedir licença e nos priva da convivência. Para sempre. Muito tirana, essa dona morte. Ela não pergunta se estamos preparados, nem nos dá tempo para despedidas. Simplesmente ela vem e dá a mão àquela pessoa que nos é tão querida. E a leva embora. Para sempre.

Egoísmo dos egoísmos o nosso, de lamentar a morte alheia. Patrícia sofreu muito. Essa doença maldita, que consome as forças de suas vítimas e as machuca muito, no final. Lutou bravamente por mais de três anos. Mas foi vencida. Ou deixou-se vencer, não sei. Certamente não há mais sofrimento para ela. Mas nós, que a amávamos, não queremos ficar sem ela.

Minha preocupação agora não é mais com ela. Ela está bem. Livre da dor da doença, e das preocupações, que são conseqüência da vida. Penso no Samuel, o marido que ficou sem seu amor.Lembro do casamento deles, do olhar apaixonado lançado para ela.. E agora penso na tristeza que ele está sentindo. Nada, neste momento, pode diminuir essa dor. E eu lamento muito por isso.
Farei minhas preces, para que ele se recupere logo.

E à Patrícia, que Deus a tenha.

With arms wide open - Creed

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Mediocridade

Me surpreende ver que pessoas chegam a níveis baixos de comportamento por pura insegurança, orgulho ferido ou o raio que o parta.

O enigma das ligações foi solucionado. E é mais um caso de gente ridícula que quer acabar com a felicidade dos outros. Não vou contar aqui pra preservar as partes envolvidas. Ainda é recente e tudo... Mas isso me lembrou tantas situações malucas que já vivi por conta de ciúme, rancorzinho e todo tipo de sentimento negativo por parte das amigas burraldas de plantão (sim, porque mulé é um bicho burro mermu.

Uma vez, quando eu ainda era adolescente e pouco namorava, uma mulher ligou lá pra casa surtada. Eu atendi e ela começou a me xingar. Desliguei, claro. Ela ligou de novo e pediu pra falar com a Dona Mãe. Olha, a mulher falou o diabo de mim.. que eu era vagabunda, que estava destruindo o casamento dela, que eu isso, que eu aquilo. Dona Mãe me olhava com cara de espanto enquanto ouvia tudo aquilo. De repente a mulher soltou que descobriu meu telefone no bolso do marido dela. Um pedaço de guardanapo com um telefone e o nome da sirigaita que estava dando mole pro marido dela: Lu. Então Dona Mãe, muito calmamente, respondeu que Lu era ela, e não a filha; que a filha era D. E depois de muita conversa, desvendou-se o mistério: o marido dela pegou o telefone de Dona Mãe numa festa, já que ela trabalha com decoração e bufê, para fazer a festa da filha. A esposa desconfiada ficou muda, pediu mil perdões e desligou. E quase que eu entrei de gaiato.........

Numa outra situação, o teto do prédio onde eu trabalhava caiu, depois de um super temporal na noite de natal. Como era impossível trabalhar daquele jeito, o gerente fez contato com algumas pessoas e pediu que a informação fosse passada aos demais colegas. Eu fiquei encarregada de uns quatro. Quando liguei pra um dos amigos, quem atendeu foi a namorada. A mulher ficou doida, achando que era uma desculpa muito maluca, algum tipo de enigma meu, pra desmarcar o encontro com o namorado dela. Putz.... foi surreal. Como meu celular ficou registrado, a doida ficou me ligando dias seguidos, falando mil besteiras. Até que eu surtei e soltei os cachorros com o amigo, mandei ele comprar camisa de força pra ela e internar no Pinel.

Teve também essa, que eu acho a melhor. O filho do meu amigo da faculdade tem quase a minha idade. Quando eu vim morar aqui, ele era o único amigo que eu tinha deste lado da ponte. A gente se falava sempre e tals.... Era comum recados no orkut. Um belo dia, a namorada-com-cara-de-traveco-que-se-achava-a-miss resolveu implicar com a minha linda e adorada pessoa ruiva. Ficava fuxicando o orkut tooooodo dia. Um belo dia eu estava virada no saci (devia ser TPM) e perguntei pra ela "achou o que está procurando??" (tudo bem, tudo bem.... eu atirei primeiro). Pronto. Iniciei a terceira guerra mundial. A garotinha se achou no direito de me espinafrar, só porque alguém disse que ela era bonita. Ae eu tive que mostrar pra ela que beleza não é tudo. Afinal, eu tenho vantagem sobre ela: sou bonita e, de quebra, sou inteligente (e humilde, que é o principal). Arre égua!! Como diz a Jess... quanto mais eu rezo.........

Pra fechar a narrativa de quase brigas por ciume da mulherada, tem uma situação igualmente maluca que me aconteceu ano passado. Eu namorava um sujeito daqui da cidade. Meu vizinho. E como a gente se via todo dia, nos finais de semana eu ia pra casa dos meus pais sem medo de ser feliz. Como não sou do tipo ciumenta, falava com ele no msn - se falasse - e seguia meu findi toda contente. Qual não foi minha surpresa ao deixar um recado no orkut dele sobre um compromisso nosso e descobrir que ele tinha outra namorada. A corna (tá.. tá.. tão chifruda quanto eu) achou que eu era a galinha desqualificada que tinha dado mole pro namorado dela. Mal sabia ela que as duas foram enganadas. O que eu fiz? Tirei o time de campo. E ela? Ficou me ligando, pra saber se a gente ainda estava junto.

Eu hein... Desse jeito, tenho que fazer coro com as meninas e gritar: Arruda neles!

terça-feira, 15 de julho de 2008

Eu sei que o amor é tudo de bom, e pessoas apaixonadas são incrivelmente ridículas, mas precisa mesmo mudar o nome no orkut para (mil corações, estrelas, peixes, flores, pontinhos)Fulana&Fulano, amor eterno(mil corações, estrelas, peixes, flores, pontinhos) ??????? Isso é o último grito da cafonice.
Ai, me dá até enjoo. Deixa eu ir ali tomar um plasil....

Quem ri por último...

Algumas coisas a gente precisa contar, senão perde a graça..

Há pouco mais de um mês que eu recebo constantes ligações de um número restrito no meu celular. O mais intrigante é que o meu telefone é novo e poucas pessoas tiveram acesso ao número. E a criatura ligava o dia inteiro, e toda vez que eu atendia, a pessoa não falava nada. Isso estava incomodando, porque era o dia inteiro, inclusive tarde da noite.
Foi quando resolvi que ia descobrir o número. E descobri. Mas fiquei na minha.

Hoje de manhã, estava eu me vestindo para sair, quando chega um torpedo, enviado pela web:
"Vaca"

Mais que depressa eu entrei no site da operadora do tal celular e respondi:
"MUUUUUUUUUUU"

E a pessoa não me ligou hoje.

Além de insegura, não tem senso de humor.. aff... que dó.

É proibido

É proibido chorar sem aprender.
Levantar-se um dia sem saber o que fazer.
É proibido não rir dos problemas.
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo.
Não crer em Deus e fazer seu destino.
Ter medo da vida e de seus compromissos.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar.
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram.
Deixar de dar graças a Deus por sua vida.
É proibido não buscar a felicidade.
Não viver sua vida com uma atitude positiva.
Não pensar que podemos ser melhores...
Não sentir que sem você este mundo não seria
igual.

Pablo Neruda

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Síndrome de Princesa Disney

Afinal de férias. E agora que os relatórios já estão entregues e a festa julina foi um sucesso, eu consigo escrever novamente.

Os últimos trinta dias foram de muita reflexão pra mim. Pensando nas bizarrices que acontecem com amigos, nas que leio nos blogs da vida e principalmente nas que ME acontecem, eu cheguei a uma conclusão: a minha geração sofre da síndrome da princesa Disney.

Já explico. As pessoinhas de idade entre 35 e 25 cresceram assistindo aos longas da Disney: A Bela Adormecida, Pequena Sereia, Pocahontas, Aladin, Branca de Neve, A Bela e a Fera..... E o que esses desenhos tem em comum? Uma princesa fofinha, fresquinha, mimadinha e sonhadora, que espera pelo príncipe encantado e pela vida perfeita, com estrelinhas no céu e sininhos de igreja. Não bastasse isso, temos ainda os filmes no melhor estilo "sessão da tarde" com a Julia Robert, Sandra Bullock, Meg Ryan e afins. Ou vai dizer que você nunca assistiu "Uma linda mulher", "Mensagem pra você", "Poção do amor n. 9", "Enquanto você dormia", "Top Gun", "Harry & Sally", "Sintonia do Amor", "Casamento do meu melhor amigo" e todos os clássicos disney?? Ainda mais se for mulher.. certamente já viu mais de uma vez, até.

No que isso influencia nosso comportamento? A gente quer viver como nos filmes. Esse ideal de vida é o nosso desejo secreto. Como diria a Lua, a gente vive como a Gisele, em Andalesia, sonhando com o nosso príncipe, e evitando viver algo real, num mundo real. Ouvindo histórias de várias amigas, conhecidas e desconhecidas, constatei que as mulheres da minha idade sonham em ser princesas. Ainda. Na verdade, tem tempo que constatei isso, mas só agora faz sentido. Eu achava que era apenas culpa das novelas, mas não. Foi toda uma geração de Princesas Disney que nos tornou assim.

E sexta, no MSN com um amigo, deu-se o seguinte diálogo:

Dzinha:claro! ninguem gosta de constatar isso. ainda mais mulher... que tudo o que quer, no fundo, eh ser amada de fato.
L.: sim, tem o ego.
Dzinha:nem eh isso, L. mas pensa soh........
L.: a mulher quer ser adorada e cortejada.
Dzinha:as mulheres da minha geracao........ a gente cresceu com desenhos da disney..com comedia romantica da julia robert, da meg ryan.. com filminho de sessão da tarde com final feliz..
L.: as mulheres de duas geraçoes atras tbm.. mas vcs até que sao avançadinhas. transam por transar. era muito pior
Dzinha:tá... mas no fundo, a gente cresce com esse ideal de princesa da disney na cabeca, saca? do principe perfeito que vai fazer tudo perfeito e nos conquistar..
a gente ate transgride, transando por transar. mas eh pra afrontar
. eh como quem diz "ideal de princesa, eu cago baldes pra voce"! mas, no fundo, eh uma mentira.
L.: cara, muito interessante o que vc tá me dizendo. vcs tentam ser praticas, mas no fundo é muito duro ser assim.
Dzinha:a gente quer um principe que nos tire da solidao, do marasmo, de uma possivel velhice solitaria.
L.:ser mulher e pragmatica sao coisas distintas.
L.:ah, mas vou te contar um segredo. nós homens tbm. a gente tbm cresce meio assim, mas a gente disfarça mais. porque tem outros valores ogros tbm. como o de comer todas.. mas no fundo quer ser pai, ter casinha, amar muito a mulher e tal. o phoda é: homem com trauma é muito mais complicado que mulher com trauma. homem com trauma nao entra em relação, é muito difícil. mulher com trauma pode infernizar uma relação, mas nao deixa de vive-la. e quanto mais velho eles sao, mais chances de traumas

Depois disso que ele me falou, só posso pensar que danou-se tudo. Porque eu pensava que só as mulheres estavam surtadas. Mas não. Os homens da minha geração também foram influenciados por esses conceitos malucos de perfeição. E ninguém vive o real. Ou então, até vive. Mas cheios de traumas, medos, aflições.. e infernizando a vida do outro. A Rach me chamou atenção essa semana pra isso: eu, que sempre fui uma mulher superior, estava me tornando aquele tipo de mulher que sempre odiei - a princesa disney. MEDO!! Som de sirene, luz piscando, camisa de força e todo o aparato já! Parei, pensei e mudei de atitude.

Fala sério!! SE eu for uma princesa disney, quero ser a Bela, que é decidida, é pobre mas vai a luta, estuda, não se conforma com a vidinha do campo, e não tem medo da Fera.

Mas, graças a Deus, há salvação para as próximas gerações. Se observarmos, as princesas estão mudando. Agora temos a Fiona, que é ogra (literalmente), robozinhas, peixes sem memória, as amigas de SATC e outras tantas mulheres determinadas que fazem acontecer, e não apenas esperam pelo príncipe.

Há tempo que concluí que eu faço minha felicidade. E me recuso a esperar pelo príncipe encantado. Até porque, vai que ele é igual ao príncipe do Sherk????? Fala sério!! Quero não.
Relacionamentos são bons? São ótimos. Não vou ser hipócrita de dizer que não dou a mínima pra isso. Mas, definitivamente, não precisa ser um conto de fadas. O amor existe, mas é bem menos romântico do que aparece nos filmes e do que a gente imagina....

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O casal do ano


domingo, 6 de julho de 2008

Gui

Há uma semana que aconteceu e eu ainda não consegui falar a respeito.. É que a emoção foi tão grande que tomou conta de tudo, bagunçou meus pensamentos, confundiu minhas percepções e me tirou de órbita por uns dias.
Meu irmão mais velho casou.
Algum desavisado diria que não há motivo pra tanto estardalhaço. Acontece que as pessoas não sabe da nossa relação de irmão. Já falei aqui, num texto sobre a Bê, que nós quatro temos uma relação muito diferente da maioria dos irmãos que conheço. E não sou a única que acho. TODOS os nossos amigos dizem a mesma coisa. Por isso é tão importante pra nós que nossos pares aceitem bem essa relação e, principalmente, que sejam bem aceitos pelo grupo. Até ouso dizer que - pelo menos no meu caso - quando um dos irmãos não aprova, o romance não segue.

Então... Gui é o mais velho. Eu sou a segunda. Durante três anos fomos só nós dois. E depois, apesar do Dinho, ainda éramos imbatíveis. Dinho era muito pequeno, quase não participava das nossas artes de criança. Dona Mãe ainda tem uma fita k7 com gravação do Gui implicando comigo. "Bicho, vem pegá Dedê!!" E, entre soluços e lágrimas, eu respondia "Pegá maninho.."
E assim crescemos. Estudamos nas mesmas escolas, gostávamos das mesmas coisas. Ele era um ídolo pra mim. Além disso, ele é músico. Desde muito cedo que desenvolveu o dom. Primeiro as panelas da avó, depois a bateria, o violão, o baixo e, por fim, sua verdadeira paixão: o piano. Autodidata em todos. Mas claro que depois estudou para aprimorar o que já lhe era um dom nato. Aprendi a apreciar recitais, ouvir Mozart, Bach, Chopin, Beethoven e todos os outros. Quando na faculdade de música, me pedia ajuda pra fazer os trabalhos de história da arte, e foi assim que descobri o amor pela história. E assim aprendi a gostar também de MPB, jazz, salsa, rock, chorinho.. (o samba foi o Ley que me ensinou a amar). Fomos juntos aos shows do Djavan, Jota Quest, Paralamas, Cidade Negra, Skank, Marisa Monte.. Quando nosso cantor internacional de adolescente veio ao Brasil em 2005, Gui não pôde me acompanhar por causa do trabalho dele. Mas eu liguei pra ele, pra que pudesse ouvir. A emoção foi tanta que ele se mandou pra Sampa pra ver o show por lá. E me ligou pra que eu pudesse ouvir. Muito do meu estilo cultural de hoje se deve a ele.
Viajamos muito também. Paraty, Curitiba, Cabo Frio, Petrópolis por vários invernos seguidos, Angra dos Reis.. Sempre era mais engraçado com ele por perto.
E os namoros?? Hahahah... isso é um capítulo a parte. Sempre soubemos dos casos um do outro. Recife, Goiânia, Curitiba, Niterói, Niterói de novo. Até que ele se apaixonou por ela.....
Não, não pela Noiva. Mas por ela. A causadora de grande mal a ele. Uma amiga nossa, casada. Acontece. E aconteceu com ele. Mas, pela primeira vez na vida, ele me escondeu algo. E eu soube da pior maneira possível: por terceiros. Lembro da sensação de traição, do choro, da briga... era como se descobrisse que meu namorado me traiu com minha melhor amiga. Não trabalhei, não fiz prova.. Foi difícil entender porque ele me escondeu isso. Logo de mim, que sempre fui cúmplice de tudo. Mas o que poderia ter acabado com a confiança, foi também o motivo de uma amizade ainda maior. Depois de passada a raiva da traição, me aliei a ele de novo. E sob protesto de toda a família, fiquei ao lado dele durante os dois anos desse namoro (ela se separou e ficou com ele). Fiquei ao lado dele sim. Eu sabia que ela faria com ele o mesmo que fez com o marido. E alguém teria que juntar os caquinhos que restariam daquele coração de músico apaixonado. E foi o que aconteceu. Quando ele descobriu que ela tinha outro, o mundo caiu. E só eu estava lá pra segurar a mão dele. Foram meses difíceis, muito difíceis. Outras tentativas de romance, mas nenhuma vingava. Nenhuma se comparava a ela.
Até que eu conheci uma menina (menina mesmo) que morava sozinha no Rio. Estudante de medicina, a família morava em outro estado.. Freqüentávamos a mesma igreja na zona sul. Ela não conhecia quase ninguém fora da faculdade.. E começamos a nos falar de vez em quando. Um dia ele chega pra mim e diz que acha ela uma gata. E ela é mesmo. Pô, irmã, será que eu teria chance com ela? Xiiiiiiiii..... Pense na sua irmã com 20 anos.... Então, igual. Coração zero, querido. Mas tenta a sorte. O não você já tem, o que vier é lucro.
E assim começou a história de amor mais fofa que eu conheço de perto. Ela não estava nem aí pra ele. Mas ele insistiu. Acostumado que estava com as mulheres se jogando aos pés dele, ficou ainda mais encantado por aquela menina difícil de conquistar. Mas conquistou. E começaram a namorar. Eu "perdi" uma amiga, mas ganhei uma irmã a mais.
Acho que por não morar mais com ele há dois anos, estava sentindo pouco essa história toda de casamento. Mas quando estávamos na porta da igreja e ele me lançou aquele mesmo olhar cúmplice de sempre e suspirou ansioso, a minha ficha caiu. E meus olhos encheram de lágrimas. A partir daquele momento não seria mais eu que compartilharia das histórias dele. Seria a Noiva. E bateu aquela tristezinha misturada com felicidade...
Estou realmente feliz por ele ter se casado com uma pessoa tão fofa, e que o ama tanto. Não é sempre que eu acredito em amor e em felicidade, mas no caso deles, eu acredito.

Maninho, faça a Noiva muito feliz, para que você possa ser feliz ao lado dela. Amo vocês. Felicidades ao casal.

O valor da História

Tem horas que eu esqueço pra que serve o meu ofício. Assim... não que eu esqueça de verdade. Mas na minha vida pessoal, é difícil aplicar o ofício de historiadora. A gente costuma dizer que, pra fazer sentido, precisamos ter uma certa distância do objeto de estudo histórico. Então, é claro que se eu fizer uma análise de fatos próximos a minha época, ela estará carregada de emoção e parcialidade. Que dirá se resolver analisar minha própria história.
E ae as coisas acontecem e eu surto. E fico tentando entender, é claro. Mas, por mais que eu pense e procure no passado, não encontro respostas para minhas perguntas.
Só que, de repente, não mais que de repente, começo a ter outra percepção da coisa. Lembro do meu ofício, de tudo o que aprendi, de análise de discurso e coleta de dados... E não é que a coisa toda faz sentido agora?? Até estou mais calma. Acho até que consigo esperar o desenrolar dos fatos pela próxima semana.

Tinha certeza que os quatro anos de faculdade não tinham sido em vão!!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Good Luck

Boa sorte pra mim, neste final de semana.
Eu vou precisar. E muito.

terça-feira, 1 de julho de 2008

De volta

Enfim resolvi a questão da internet e não preciso mais fazer uso do computador alheio. OBA!!!!!! E viva o vizinho, que me ajudou nessa empreitada.

Então.. final de semana de MUITAS emoções. Desde as melhores, até as piores. Pra ter uma idéia.. minha "amiga" (que confesso ser minha irmã) foi demitida sexta - sim, eu e o chefe dela nos desentendemos - e o irmão mais velho casou no sábado; fiquei doente; dei de cara com "o meu grande amor" (depois de anos sem ver, e agora ele está casado); passei algumas horas com o músico preferido (o que é sempre uma emoção, já que esses momentos com ele são raros); minha amiga-irmã-de-ketchup veio trabalhar na mesma cidade que eu e eu estava junto no momento da posse dela.. e outras coisas mais que não devo mencionar aqui. Em outras palavras, minha cabeça está um fervo daqueles. Penso muitas coisas, mas não chego a nenhum lugar com esses pensamentos.

Enquanto não consigo organizar o pensamento, deixo uma imagem de um momento feliz do final de semana: o casamento do irmão mais velho, ex parceirão de viagens e baladas.


Dzinha, o padrinho, a tia e o primo
 

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