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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Diálogos II

- Pô, irmã, fui ver Era do Gelo 3 hoje.. nem achei tão divertido assim. Você exagerou.
- Tá maluca?? É divertido pra caramba. Você que anda sem humor.

É.... ela tem razão. Vou ver o filme de novo depois que tudo isso passar.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Irmã chega na minha casa, vê uma caixa de grampos sobre a estante e exclama:

- OBA!! Chaves, muitas chaves!

rsrsrs

Pra quem não entendeu a piada, leia aqui.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Está comprovado

Eu sou louca! Não há o que fazer quanto a isso.
Só rir!!!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Security

Bê, não importa o que aconteça, eu sempre estarei aqui. Essa música diz exatamente o que eu quero que você saiba.
Te amo, irmã.

"If your spirit's broken and you can't bear the pain
I will help you put the pieces back
A little more each day
And if your heart is locked and you can't find the key
Lay your head upon my shoulder
I'll set you free
I'll be your security"




sábado, 7 de março de 2009

"Um barco?? É... eu vi um barco!!" (a história de duas irmãs doentes da cabeça)

Que eu tenho memória seletiva, todos sabem. E que sofro de perda de memória recente, tal qual a Dori do Nemo, também. Mas o que aconteceu ontem foi de um fora-de-delismo tão absurdo que merece explanação.

Minha irmã precisou dormir na minha casa pra poder ir na faculdade logo cedo pesquisar coisas da monografia. E pra facilitar a vida das pessoas, fiz uma chave da casa pra ela. Mas o chaveiro não tinha a base da chave comum (e chaveiro aqui é coisa difícil de encontrar), então fiz só a chave tetra. E deixei com ela.
Dae que ontem de manhã, acordei e ela ficou dormindo. Tirei a chave tetra dela da porta e pensei "Se a chave ficar na porta, não consigo trancar por fora. Vou deixar sobre o computador porque sei que ela vai ver." Saí e passei a chave tetra. Acontece que na fração de segundos que levei pra fazer isso, esqueci completamente que ela estava na minha casa. Sim, pessoas, eu passei a chave normal também. Tranquei a Be em casa. Nem me dei conta disso. E fui trabalhar feliz.
Lá pelas nove da manhã o celular toca e é uma irmã gritando "LOUCAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA". Nem me deu bom dia e já grita comigo? Pô....
"Sua maluca, tem chave extra na sua casa? Porque você me trancou aqui. E agora????"

Pensei rápido, lembrei da besteira que fiz e busquei uma solução - que não existia. Eu sairia do trabalho só as 17h, levaria ainda usn 30 minutos até chegar em casa e ela precisava ir de manhã na faculdade. Resolvi que ia arriscar pedir pra sair na hora do almoço (é.. não tenho autonomia pra sair da senzala nem pra ir na esquina comprar picolé) e expliquei o que tinha acontecido. Levaria meia hora pra ir, meia hora pra voltar, teria que pegar ônibus pra ser mais rápido, de repente um taxi, eu teria que passar no banco antes se tivesse que pegar taxi porque esqueci o dinheiro em casa... Tá, dá tempo de ir e vir em uma hora. Mas a secretária tava de bom humor (a Didi não estava na escola) e me disse pra ir naquela hora mesmo. Eu só precisava falar com a outra professora que ficaria sozinha com a turma por uma hora.
Foi quando o telefone tocou de novo:

- Irmã, se preocupa não. Me baixou uma entidade trombadinha e arrombei a porta com grampo.
- QUE?????????????????????????????????????? Tu fez o que??????
- Destranquei a porta com grampo de cabelo.
- Ah, tá.. Achei que você tinha arrombado a porta da minha casa com grampo de cabelo...... Aff. Desde quanto tu sabe fazer isso????

Pois é.... eu sou uma lesada esquecida, e a Be é uma ninja-trombadinha-maluca. A sujeita procurou no google "como abrir porta sem chave" e tentou. Por sorte eu tinha grampos de cabelo em casa (sorte MESMO, pq desfiz o penteado do casamento de sábado aqui, e não na casa de mamãe) e ela conseguiu sair de casa.
Óbvio que, depois disso, fiz a chave comum pra ela.

E nunca mais esquecerei de trancar a tetra!!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Tô triste, desolada e só fiz chorar o dia todo...
Vou me separar da minha B.
Por motivos alheios a nossa vontade, ela volta a morar com meus pais em Janeiro.
Ai..... e eu já sinto falta de chegar do trabalho e me jogar na cama pra fofocar com ela.

Irmã, um ano passa rapidinho. PROMETO a você que em Janeiro de 2010 a gente se junta de novo.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Bezinha

Esqueci que minha irmã é ciumenta. Postei foto da Ceci e do Dinho. Ae Be reclamou. Claro!! Eu faria o mesmo.
Fiquei na dúvida de qual das duas fotos postaria. Pra acabar com a dúvida, coloco as duas de uma vez.


Ela não é linda?? E nem um pouco parecida comigo. Ou vocês acham que parece???
Ela é briguenta, mal-humorada (muitas vezes), perfeccionista, "pertubenta". Mas é companheira, leal, sincera, preocupada comigo, sarcástica e engraçada. E eu a amo! Precisa de mais??

"Ainda bem que você vive comigo. Porque, senão, como seria esta vida???? Sei lá.... sei lá...."


Esse blog anda tão imagético... Mas eu também falo por imagens, então tá valendo.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Sexo Frágil

Eu recebi um sofá velho de herança da minha última sociedade habitacional. Não queria aquilo aqui. E fui dar meu jeito.

Bê - como sempre, muito eficiente - pegou a machadinha, o martelo, o estilete e fez do sofá milhões de pedacinhos. Marretou, bateu, serrou, cortou..... Ninguém diria que uma menina fez aquilo tudo. A bichinha foi quebrando tudo, praticamente sem minha ajuda. Fiquei toda orgulhosa de maninha. Até disse pra ela "e quem disse que a gente precisa de homem pra fazer isso por nós??"

E ae aparece uma barata. E Bê grita e sai correndo.

Ai ai...................

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Amor de irmã - para minha Bê

Há bem uns dez anos eu tive um sonho estranho.

O lugar: uma espécie de mosteiro. Daquele que é igreja, aposento pros padres, cemitério e seminário, tudo junto, em uma ou duas quadras.

As personagens: minha irmã, eu e umas pessoas malvadas.

O enredo: não tão claro na minha cabeça, mas as pessoas malvadas estavam perseguindo a mim e a Be. E nós corriamos numa fuga desesperada por entre os pavimentos do mosteiro, procurando um esconderijo suficientemente bom.

Nunca tinha entendido bem esse sonho. Mas também nunca consegui esquecê-lo. Ao contrário.. algumas cenas são tão claras na minha memória, que parece que acabei de sonhar com isso.
E duas coisas que me chamam atenção nele é que eu enfrentava meus medos apenas pra proteger minha irmã. E eu pulava muros, entrava em salas, batia portas, subia e descia escadas.. sempre na tentativa de proteger a Be. Ela, apesar de mais nova, procurava não demonstrar o real medo que sentia, ao mesmo tempo em que tentava ME proteger.

Hoje, muitos anos depois, descobri que sempre agimos assim uma com a outra. Medos, inseguranças, traumas, temores os mais secretos possíveis... eu os escondia ou os enfrentava, apenas para proteger minha Be. E ela, ídem.
Conversamos e choramos horas a fio. E descobrimos mais semelhanças do que podíamos imaginar. E em meio a tantas confissões e tristezas, ouvi coisas tão bonitas que encontrei minha alma de novo.

Frases como "quando comecei no novo emprego tive tanto medo... você não estaria lá ao meu lado" (no primeiro emprego dela, trabalhamos e participamos juntas desde as primeiras etapas do processo seletivo), ou "que bom que eu moro com você de novo.. agora eu não estou mais sozinha". Ou ainda, depois de contar uma coisa que me fez chorar compulsivamente, me abraçar desesperada pra me fazer parar de soluçar, tal qual eu faço com meus alunos, e dizer "não, irmã, não chora assim não.. a culpa não é sua... eu te amo!!"

Sempre soube que o amor que nos une é forte e eterno, mas não podia mensurar o quão profundo era esse sentimento. Ainda hoje, voltando do mercado, disse a ela que "pra você pode parecer absurdo, mas quando as pessoas se surpreendem de nos darmos tão bem e sermos irmãs, é porque na maioria das familias isso não acontece. Irmãs, normalmente, se odeiam". Descobri que nunca nos odiamos. E mesmo naquilo que "invejamos" na outra, nos amamos.
Somos Sol e Lua, doce e azedo, claro e escuro, café e leite, água e vinho. Opostas. Mas também somos iguais.
E além disso, somos amigas. E irmãs.
Para todo o sempre. E para enfrentar qualquer parada.

Ela, agora, esta dormindo aqui do lado. E eu, enquanto velo o sono dela, escrevo aqui.

Hoje, o sonho fez sentido.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A saga de quatro cariocas em São Paulo - A ida

Tudo começou com um telefonema que minha irmã recebeu, três semanas atrás, das amigas que sempre viajam com ela: não vamos viajar nesse carnaval. Bê fez bico, ficou braba e eu, como boa irmã, me ofereci pra acampar com ela e meu cunhado. Claro que convoquei uma boa amiga pra estar comigo nessa empreitada, afinal, eu sou branca e com o cabelo vermelho, mas ainda não virei uma vela.
A proposta da viagem era acampar,mas sem se prender a um lugar só. Ir pelo litoral sul do Rio de Janeiro, parar nas praias que a gente mais gostasse, seguir pela Serra do Mar até São Paulo e, se desse vontade, dar uma chegadinha em Minas Gerais. Se estivesse bom, a gente ficava num lugar; se estivesse ruim, partia pra parada seguinte.

Então, carnaval chegou e partem os quatro cariocas em direção oposta a folia.
Já na véspera da viagem, começam as agruras.
Uma insônia DAQUELAS me tomou por completo e passei a madrugada, ora conversando com Luiz no msn, ora lendo blogs de um e de outro. Consegui dormir na hora que devíamos acordar. Isso ocasionou um atraso de quase duas horas na nossa saída.
Enfim partimos.

- Qual caminho? Rio-Santos ou Dutra?
- Rio-Santos!!!!!! Quero ir pelo litoral, para em Angra hoje, dar um mergulho e depois a gente segue.

Todos de acordo.
MAS, a gente não contava com um engarrafamento gigante. O motorista, então, resolve fazer o caminho inverso: vamos por São Paulo e voltamos pela Rio-Santos. Beleza. Todos de acordo.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Independência custa caro

Segundo a História, o Brasil pagou 2 milhões de libras a Portugal para ter sua independência.
O Haití pagou a França uma quantia igualmente alta.
E eu estou pagando, de novo, pela minha independência.

Rompi uma sociedade habitacional e estou entrando em outra. Dessa vez, muito mais fadada ao sucesso que a anterior. Estou indo morar com minha irmã. Aliás, ela está vindo morar comigo. Mas, para tanto, precisamos deixar a casa ao gosto de ambas. E isso nem é difícil, já que gostamos das mesmas coisas.
E aí começou a saga.. Definir qual vai ser o estilo do apartamento. Sóbrio? Moderno? Clássico? Urbano? Minimalista??
Depois, sair em busca de objetos de decoração. Mas pobre é uma desgraça. Ter que pesquisar preço, andar, gastar a sola do sapato e anotar tudinho. "E não pode esquecer de colocar o nome da loja e o endereço, irmã!!" Bem lembrado! Eu esqueço tudo mesmo..
No dia seguinte é hora de pesquisar as tintas. E aturar a cara de deboche dos vendedores de lojas de tinta. "É você quem vai pintar??" Eu mesma, cara pálida! Sou mulher, mas não sou burra. Bem ao contrário. Inteligência é o que não me falta! E competência também não. E garanto que não vou fazer metade da sujeira que um macho-alfa faria!
Agora que tudo já foi definido, chega a pior parte: PAGAR.
Putz..... Caro, viu?! Só de tinta e afins, vão, brincando, mais de duzentos reais.
A decoração da sala fica quase o mesmo valor. E isso porque não quero sofá nem estante.
Em compensação, não há nada que pague a sensação de independência. Isso, dinheiro nenhum no mundo pode comprar.
 

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