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quarta-feira, 13 de junho de 2012

O dia em que achei que ia morrer

Acontece que saí um pouco mais cedo do trabalho, porque estava enjoada até a alma, e cheguei beeeem mais cedo em casa que de costume. Família empolgada com o evento, resolveu ir toda junta ao cinema aqui perto de casa. Todos no carro e lá vamos nós.
Irmão no volante, pai do lado. Eu, irmã e mamys no banco de trás. Todos de cinto. Dae eu, com o estômago doendo, soltei o cinto. "Ah, é só até ali".
Bom, na Av. Brasil um caminhão tava de sacanagem e Irmão foi cortar o maldito. Saiu pro lado e acelerou. O caminhão acelerou também e nos fechou, e o ônibus que estava na frente parou. Irmão reduziu na marcha? NÃÃÃÃÃOOOO!! A pista estava seca? NÃÃÃÃÃOOOO!! Irmão fez o que?? Sentou o pé no freio. E o carro respondeu como? Travando a roda e..... indo na direção do ônibus com toda a força.
Nesse meio tempo (pq isso acontece numa rapidez assustadora), entre o ônibus parar, o caminhão não dar passagem e eu perceber qual seria a opção do meu irmão, percebi que eu tava ferrada de qualquer jeito. Todas as cenas horríveis de acidentes que já vi no youtube, todas as pessoas mortas que já vi pela estrada.. Me vi acrescentando estes índices. Juro! Ali só deu tempo de pensar "e é assim que minha vida acaba" e "Deus, me protege"!
Sem cinto, o carro em alta velocidade, um ônibus a frente, a calçada cheia de gente de um lado e um caminhão de cimento do outro. Vc pensaria o que? Meu cérebro mandou encolher as pernas e esticar o braço na direção do banco da frente. E veio a batida. O barulho, o impacto, seu corpo sendo jogado pra frente.... E quando dei por mim, não tinha sofrido nada. Só o susto. E a dor no braço no dia seguinte, claro, pq "o músculo não está habituado ao impacto que absorveu" (segundo o médico fofo que me atendeu no dia seguinte).

E o que a gente tira de lição disso???
NUNCA sair sem cinto de segurança. É por causa dele que minha irmã está viva (ela estava no assento do meio e teria voado facilmente no parabrisas se estivesse solta).

Agora deixa eu ir tomar o remedinho pra dor muscular.

domingo, 18 de setembro de 2011

Estudando e trabalhando como se não houvesse amanhã!

De cinco e meia às oito.
De oito às cinco.
De cinco às seis.
De seis às nove.
De nove às onze e meia.

E, no dia seguinte, tudo de novo.
Mas em outubro acaba a maratona.

Beijos.

sábado, 4 de junho de 2011

Pause

O aniversário foi ótimo. Fui pra serra com os manos e me diverti horrores. Voltei e jantei com a família, o que sempre me alegra. Comemorei com os amigos na pizzaria e foi maravilho. E essa semana Urso resolveu pegar um voo rapidinho pro RJ e fazer uma surpresa, o que fechou com chave de ouro.

MAAAAASSSSSSSSSS, como a vida não tá fácil pra ninguém, a saúde tá meio lá, meio cá e trabalho e estudos sugam cada minuto livre que eu teoricamente tenho. Sendo assim, fui ali tentar passar de semestre (na faculdade, nos cursos e no trabalho) e já volto. Não me abandonem!!!

domingo, 8 de maio de 2011

Uruca da braba

Gente, ainda estou por aqui, tá? Só que a tecnologia anda me odiando com força.
Isso ou eu estou com uruca da braba. Saca só:
O netbook desligou sozinho e não ligou nunca mais. Dez dias depois o laptop parou de funcionar - justamente quando eu tenho que preparar uma aula pra apresentar no tal concurso que me inscrevi e os arquivos que pretendia usar estavam todos no lap. Um amigo tentou salvar o dia, mas a parte do HD onde estão os tais arquivos não abre no HD externo. Ae o que você faz? Falta o trabalho pra baixar tudo da internet. E o que acontece? A internet sai do ar dez minutos depois de você ligar e não volta. Simplesmente não volta e a empresa de telefonia que administra o sinal da internet diz que tem até o dia 11 de maio pra fazer o reparo. Onze de maio? Sério? Mas o defeito começou no dia 04 de maio. Mais de uma semana pra fazer isso? E não há nada que eu possa fazer a não ser ficar louca? Ah, tá.
Hoje, domingo, que a internet resolveu funcionar adequadamente, por isso vim aqui dar uma satisfaçãozinha. Assim que acabar tudo isso - essa avaliação, o relatório de estágio e a uruca - vou escrever como se não houvesse amanhã. Porque tenho visto muita coisa louca neste mundo e, vocês sabem, preciso dizer algo a respeito.
Enquanto esse tempo não acontece, agradeço aos novos visitantes, que estão chegando - nem sei por onde, mas o acesso ao blog tem crescido bem na época em que tenho escrito pouco -, aos visitantes de sempre que não se cansam das minhas crises, e em especial a Elaine, do Um pouco de mim, pela paciência comigo.
E termino hoje desejando um bom dia das mães para todas as leitoras que são mães (alô Luciana!). Que vocês desfrutem da companhia de seus filhotes e que o dia de hoje seja ótimo.

Beijins

sábado, 19 de março de 2011

Santander, a saga

Há um mês eu contei o que aconteceu comigo no banco. Tão lembrados? Cancelaram conta, não mandaram cartão, blábláblá. E quando o cartão finalmente chegou, achei que os problemas acabariam.
Qua qua! Nunca estive tão enganada na vida. O saldo não foi transferido, nem a conta nova informada na empresa, então meu pagamento entrou onde? Na conta cancelada. Isso na véspera do carnaval. Lá fui eu, na agência, resolver isso. Como na vez anterior acabei prejudicada no trabalho por conta da demora no atendimento, dessa vez fui curta e grossa: passados 30 minutos que estava na agência, abordei - com minha melhor cara de poucos amigos, embora sempre educada - um gerente desavisado que passava e perguntei a quem devia me reportar para reivindicar meu direito de atendimento em 15 minutos, como determina a lei de Niterói. Rapidinho ele me atendeu. Dae que nesse atendimento, eu disse a ele que não queria manter a conta corrente, que queria migrar pra poupança ou salário, porque a cesta de serviços da corrente é muito cara, o limite de saque é baixo e eu pagaria mais de R$ 2 por saque excedente. Cara, eu trabalho e moro em área de risco. Tu acha mesmo que vou andar com dinheiro pra lá e pra cá??? Pego quando preciso, e nunca pego muito. Como assim 5 saques por mês e R$ 2 a cada vez que precisar? E o gerente me garantiu que não precisava me preocupar porque enquanto a conta for vinculada a FME (meu empregador), não teria cobrança de tarifa de serviços. Ok, então. E lá fui eu curtir o carnaval feliz.
Quando voltei, no entanto, me deparo com uma grande ausência de dinheiro na conta. E não, não gastei durante a folia, porque me aboletei num sítio e não saí de lá para nada. Quando fui ver, o banco me cobrou UM ANO de cesta de serviço. O ano de 2010. O pequeno detalhe é que sou cliente do Santander desde fevereiro de 2011. E vai a pessoa até Niterói só pra resolver isso. Duas horas e meia de espera para a gerente me dizer que a reclamação não procede, porque quando entrei na FME assinei um termo de autorização de abertura de conta. Sim, assinei sim. De abertura de conta no REAL. O raio da conta foi aberta na época e nunca me deu problema, até o banco ser vendido e eu passar a viver um inferno na relação com o banco novo, que não tem organização e estrutura para atender ao cliente. De todo jeito, seria aberto um dossiê da conta para averiguar e me dariam retorno em 2 dias úteis. Bom, isso foi dia 10/03 e ainda espero retorno do banco.
Quando pensei que não teria mais como me aborrecer com o banco, eis que me surpreendo com meu cartão recusado no restaurante. Tentamos nas 3 máquinas disponíveis no lugar e nada... Minha amiga começou a rir e pagou a conta das duas. Sorte que eu estava com ela. Saí de lá e fui no caixa eletrônico pegar dinheiro pra pagar a ela. E............. minha conta estava ZERADA. Cara, juro, quase caí de susto. Zerada, mermão!!! O banco simplesmente catou meu dinheiro por uma "antecipação de crédito". Maluco, se a poha da conta é nova, se o único dinheiro que entrou foi o depósito que fiz antes do carnaval, como assim eles me cobram uma antecipação de crédito??? Quando que me anteciparam alguma coisa?
Pra completar, fui na FME pra alterar o número da conta de depósito pro pagamento e fui informada que ainda não dá pra cadastrar conta do Santander, porque eles não foram lá migrar o sistema, e que ficarei recebendo o salário na boca do caixa. Meu, nego tá de onda com a minha cara. Então todo início de mês tenho que perder meu horário de almoço pra me deslocar até o maldito banco, esperar infinitamente na fila para ser atendida? E nem posso mudar pra outro banco? Tenho MESMO que continuar nessa peregrinação sem fim pra ter acesso ao que é meu?
Olha, eu tô muito louca da vida com esse banco maldito. Juro que já tive vontade de quebrar a agência inteira, de tanta raiva. E as contas pra pagar? E o passeio que eu faria hoje? E o restante do mês?? Vou mesmo ser obrigada a passar os próximos 10 dias sem um real??????? Juro, não tenho um real na carteira, porque meu dinheiro fica todo no banco. Tô com ódio. Espumando pela boca. Virada no saci e tomada na fúria do Jiraya.
Mas decidi que não vou mais discutir com gerente nenhum, porque os coitados estão completamente perdidos, sem ter informação consistente pra me oferecer.
A partir de agora vou exigir meu dinheiro pela justiça. E passar a guardar o dinheiro embaixo do colchão.


PS: Depois que comecei a reclamar aqui no blog e no face sobre esses fatos, tenho ouvido relatos de vários conhecidos acerca de problemas com a referida insituição bancária. Então ficadica pra quem tem conta lá: dê uma espiada no seu extrato. Pode ser que vc também esteja sendo lesado e nem tenha se dado conta.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

(Con) Fusão bancária

Daí que o Banco (Sur)Real virou Santander. E na fusão eles fizeram confusão com a minha conta. Ah, mas tinha que ser, ou então não seria a minha vida.
O estresse foi o seguinte: quando entrei pra FME, tive que abrir conta no Real, mas a preguiça de lidar com mais uma conta foi maior e pedi que fizessem conta salário. Muito menos aporrinhação, já que ninguém vai me dar cheque especial sem eu pedir, nem habilitar um cartão de crédito que eu não quero, nem cobrar taxas bizarramente altas por nenhum serviço meia-boca. E ontem, com a migração de sistema de um banco pra outro, minha conta Real deixou de existir, meu cartão foi obviamente cancelado e ninguém me contou nada disso.
Perdi duas lindas horas e meia do meu dia hoje pra resolver isso.
Diz a gerente que transformaram minha conta salário em conta corrente. ¬¬
"Tá, e o cartão?" pergunto eu. "Ah, esqueceram de emitir um novo. Estamos fazendo isso agora e deve chegar em sua casa dentro de sete dias. Se não chegar, a senhora retorna à agência".
¬¬
Então quero sacar o dinheiro que tem na conta. Mas isso também não é possível porque não dá pra visualizar o valor que tem na conta.
Então eu perdi meu dinheiro? É isso que a senhora está me dizendo???????????? Nesse momento estou me controlando pra não gritar com ela - pq, afinal, não foi ela quem fez tudo errado. "Não, mas neste momento não dá pra visualizar. O valor vai entrar na conta nova assim que a senhora puder acessa-la."
Daí que eu fico sem dinheiro até isso acontecer? Sério mesmo? "Infelizmente". ¬¬
Maluco, nesse momento eu tremia tanto por dentro, de tanto ódio, que me despedi da gerente e saí, pra não morder e chutar (efeitos da convivência com os bebês novos) todo mundo que usasse um crachá vermelho.

E então voltei pro trabalho. Já eram mais de três da tarde e eu tinha saído pro almoço as 13h. Tinha avisado pra pessoa que estaria no banco, tentando resolver essa loucura de "cartão vencido" e que, como ela bem sabe, banco não depende da nossa vontade.
Além de ficar sem dinheiro, sem previsão de quando terei dinheiro, ainda tomei um puta esporro e tive meu dia de trabalho perdido por causa disso, pq, segundo a simpática, eu demorei porque quis.  ¬¬
Ou seja, já virou Didi II. Não suporto gente intolerante. Se fosse ela no meu lugar, teria feito a mesma coisa. Porque dou o c* pros cachorros se ela esperasse uma semana pra resolver uma falta de acesso ao próprio dinheiro.

O que eu vou fazer quanto a tudo isso? Quem viver, verá.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Do azar que se aboletou na pessoa

Sabe quando o dia tira pra dar errado??

Então..
Começou quando eu saía de casa pra ir trabalhar. Depois de bater o portão me lembrei que não tinha pego minhas chaves. "Ah, mas sempre tem gente em casa segunda a noite, quando eu chego". Vai vendo...

Dae no trabalho, no primeiro dia efetivo de trabalho na escola nova, eu falava com as mães que não dou remédio pra criança nenhuma e a diretora entrou na sala neste momento, me interrompendo e dizendo que isso não é prática da escola. Bah, remédio não é bala, cara. Se a criança tem que tomar qualquer coisa, ela deveria ficar em casa, ou a mãe designar alguém pra fazer isso, ou tomar os remédios fora do horário escolar..... Pq depois dá uma zica e a reponsabilidade é de quem???????????

Passou um tempo e comecei a sentir uma dor cortante, velha conhecida minha. O médico mudou o medicamento que eu tomo e o intervalo entre um e outro deixou aparecer essa maldita. Logo no primeiro dia de aula da turma nova de dois anos. Não bastasse o choro que eu suportaria, ainda senti dor a manhã inteira, sem poder tomar remédio pra passar (pq qualquer remédio pra dor me baixa a pressão arterial).

No final do dia passei na farmácia pra me drogar. Quando fui pagar a conta........ Cartão recusado. "Mas não pode, moça. Tem saldo, a senha tá certa, o cartão é válido até 2016, o problema é da máquina de vocês". E tenta de novo e mais uma vez. Eu já tava irritada, paguei com a última nota que tinha na carteira e fui ao banco pegar mais, até porque estava faminta e queria comer antes de ir pra casa. Pense em andar quase um quilometro nesse calor miserável que fez hoje. Pois minhas perninhas grossas ficaram assadas de tanto andar. E então chego ao banco para descobrir que o Real, que virou Santander, cancelou meu cartão da conta sem me avisar, sem me mandar outro e sem perguntar se eu queria. Olha, tô com tanto ódio do Real que vocês não imaginam.

Mas o dia ainda não está ruim o bastante.

Cheguei em casa. Estava sem chave, lembram? Pois chamei uma, duas, três vezes. "Pela hora, o povo está na cozinha. Vou ligar pra casa". E toca o telefone a chamar e ninguém atender. Liguei pro celular de papai e descubro que todos saíram. TODOS. Justo no único dia que eu saí sem chave.

O que eu fiz? Sentei no meio-fio e chorei??? Não! Magina se vou dar esse mole pros vizinhos daqui?! Pulei o muro. Imaginam uma linda menina loira, de saia jeans, pulando o muro de casa???? Pois deviam imaginar. hahahahah
E como nada é tão ruim quanto parece, meu pai esqueceu de trancar a porta da sala. E eu pude finalmente entrar em casa e tomar um demorado banho de sal grosso (na verdade, sais de banho de capim limão) pra tirar toda a uruca que me acometeu hoje.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Saída covardona pela direita

Era meu aniversário e eu tinha combinado no trabalho que sairia cedo pra comemorar com minha família. Semanas antes, a empresa me pediu uma bateria de exames, que tentei marcar fora do horário de expediente. Mas sabe como é médico.. Só tem vaga nos horários mais absurdos e eu tinha urgência nos tais exames.
Daí que na véspera da comemoração, meu chefe - a pessoa mais espírito de porco que a cidade já conheceu - resolveu encrespar e dizer que eu não ia sair coisa nenhuma porque estava faltando e chegando tarde e saindo cedo por causa dos exames e que ponto final. Não adiantou tentar explicar que eu não estava fazendo aquilo por hobby, que foi a empresa quem pediu os exames e não havia outra opção há não ser fazer.
¬¬
Desnecessário dizer que tive vontade de transformar o espírito de porco em bacon. E que minha mente fervilhante começou a bolar um plano mirabolante pra meter o pé do trabalho no dia seguinte. Eu não contava era com o apoio do segundo gerente - que é o policial bonzinho. No dia do aniversário, o chefe precisou ir para uma reunião. O vice me chamou na sala dele pra dizer que eu fosse muito discreta durante o dia, que era pros outros funcionários não me notarem muito naquele dia e que quando eu fosse almoçar, não precisava voltar. "Só tenha cuidado por quais lugares você vai andar. Não vai querer dar de cara com teu chefe, né? Vai complicar a você e a mim".
E lá fui eu, linda-loira-e-japonesa celebrar. Comi, bebi, ri, ganhei presentes, comi sobremesa.. tudo é festa. Até chegar a hora de ir embora. Estou eu feliz e contente esperando o ônibus pra casa quando vejo quem virando a esquina???????
Sim!! Meu chefe querido (sarcasmo mode on). E eu nem estava perto do trabalho!! RAIOS! Então, tal qual o Leão da Montanha, eu fugi.Mais que depressa entrei no bar que tinha em frente e me escondi no banheiro feminino. Minha irmã que ficou me procurando igual maluca, porque num minuto eu estava conversando com ela e no seguinte tinha sumido. Quando ela percebeu o que estava acontecendo, tratou de sumir também, pra não correr o risco dele reconhecê-la. E irmã ficou espionando pra ver quando a criatura iria embora, pra eu desocupar o banheiro do bar, neh. E não é que o sujeito pegou justamente o ônibus que eu estava esperando? Affão!! Como o bus é quase um cometa Halley, não quis esperar muito mais. Teria que correr o risco. Esperei que todas as pessoas subissem e dae subi, com a pasta quase cobrindo o rosto, e me sentei lá no fundinho, toda encolhida, e controlando o riso desesperadamente.

Se ele descobriu minha escapada? Não. Tapado do jeito que era, não deve nem ter desconfiado.
Vice-presidente ganhou um generoso pedaço de bolo na semana seguinte.
E eu, além de ter me divertido no dia do meu aniversário, ainda tive história pra contar.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Então tá, né..

Acabei de descobrir que fiquei reprovada em estágio de educação infantil. Agora me diz: COMO????????????
Cacetas, é o que eu faço há cinco anos. Como assim reprovada?? Porque deixei de cumprir alguma burocracia. Acredita? Simplesmente porque meu relatório não estava 100% conforme a burocracia exigida. E quando eu soube disso, era um pouco tarde pra dar um jeito, porque minha preocupação real era com o encerramento do projeto que acontecia na minha turma, sobre Da Vinci. E como preciso dormir, não podia ficar acordada duas noites pra refazer o maldito relatório.
E por QUATRO DÉCIMOS, fiquei reprovada.

Eu mereço.
Isso é só uma pequena amostra do que foi 2010. Ainda bem que acabou.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Na ponta da língua

Dia desses conheci um carinha no estádio. Depois de muito insistir, dei o número do telefone a ele. Papo vai, papo vem, ele me diz que tem 24 anos, que quer me encontrar e me pergunta quando eu posso.
- No final de semana, respondo.
- Ah, eu trabalho..
Como nao to podendo com essa gente querendo me fazer de besta, mandei logo um
- Ah, que mentira!! Eu tenho 30 anos, nao 20. No final de semana voce encontra a oficial.
- E se for? A gente nao pode se encontrar?
- Olha, ate pode. Mas tenho que te avisar que nao quero saber de mulher maluca no meu pe, dando ataque. Porque se aparecer, eu cato ela pelos cabelos e arrasto a cara dela no piche.

Tu ligou de novo? Pois ele tambem nao. Melhor assim.

Ae hoje, no passeio com as criancas pela Fortaleza de Santa Cruz, em Niteroi, o soldado achou de me paquerar:

- Mas a senhora e muito nova pra ser professora. Qual a sua idade?
- Trinta.
- Ah, mas nao parece! E a senhora tem namorado?
- E o senhor pode paquerar em horario de servico, soldado?

Porque, gente, o menino devia ter uns 19 anos!!! Magina.. Eu poderia ser presa por atentar contra patrimonio federal!
rsrsrs

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Eu tenho febre. É um fogo leve que eu peguei*

Mentira! Fogo leve... Humpf.
Antes fosse.
Doente desde sexta e num mal humor de assustar até nazista. Imagine a alegria e satisfação de perder um final de semana inteiro (o último antes das provas) e mais dois dias de folga do TRE pra tentar se curar de uma sinusite infeliz?!
E você me pergunta por que não usei um atestado médico? A resposta é simples: médicos não dão mais atestados médicos. Não importa que você pague o maldito plano de saúde, eles acham que a recuperação é imediata e você está apto a encarar as crianças gritando e correndo o dia inteiro, a voz de gralha da colega da sala da frente e o vento rascante que açoita a escola.
Depois de febre de 40 graus, desmaios, dores de cabeça insuportáveis, resolvi procurar um médico. O primeiro hospital de emergência do plano de saúde estava pior que atendimento do SUS. Juro! A UPA que tem aqui perto é mais organizada e limpa que aquele hospital particular. Eu, que sou fresca e fraca, liguei pra paps e pedi pra me levar em outro lugar. No hospital 2 o atendimento foi menos ruim. Pelo menos o lugar não cheirava a meia suja e tinha água filtrada pra quem esperava. Só que, olha que legal, levei quase duas horas pra ser atendida. Com febre e dor de cabeça - além daquela dor no corpo bacana que a febre traz.
E então vem o médico. O infeliz mal olhou na minha cara. Perguntou o que eu estava sentindo, e quase respondi: RAIVA, mas expliquei os sintomas mais que conhecidos da inflamação. Ae o que ele fez? Apertou os ossinhos do meu rosto com tanta vontade que quase mordi a mão dele. Que infame!!!! Ao invés de pedir uma radiografia, aperta o local da dor. Me passou a querida amoxicilina e mais dois outros medicamentos, além daquele trequinho de pingar no nariz. "E o repouso, dr?", eu perguntei. "Ah, não precisa. É só tomar o remédio direito". Então tá, né.
Eu gostava mais do tempo em que o médico praticava medicina e não só prescrevia remédios. Quando ele olhava pra você como se você fosse gente. Porque hoje nós somos "só mais um que não quer ir trabalhar".

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

=/

Alguém aí, que esteja de viagem marcada, me leva na mala?!


Não sei o que é ter tempo pra mim.


Comer? Só se for escondida, rapidinho.



 Tô de um jeito que, pra recobrar as forças, preciso dormir por, pelo menos, uma semana.


Mas, no fim das contas, tô feliz.


Quando encontrar tempo, conto os motivos.

terça-feira, 29 de junho de 2010

O semestre pode acabar, por favor???? Chegar Julho, férias, dormir até tarde e ignorar o mundo??
Tudo bem que esse mês tem overdose de futebol e eu gosto. Mas é a única coisa boa que está tendo. E mesmo isso não dá pra eu aproveitar por causa do trabalho.
Tô no meu limite de sanidade, de humor e de forças.
Acho que vou ali me esconder um pouquinho e volto outra hora.
Se restar alguma coisa de mim.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Sonho meu, sonho meu

O que o medo pode fazer com o inconsciente de uma pessoa???

Ontem meu médico falou que talvez - e ele foi enfático no TALVEZ - eu precise fazer uma cirurgia esse ano. Tudo vai depender do resultado do exame que farei depois das minhas provas. Tentei não pensar no assunto, porque tenho pânico de hospital, agulha, bisturi, sangue e qualquer outra coisa relacionada. Magina, se eu chorei pra tomar uma bezetacil, que tipo de piti histérico vou ter se o resultado for o que ele imagina??

Mas então a pessoa chegou em casa e dormiu. E sonhou! Com um cachorro.
Poderia ser um sonho fofo, não é mesmo? Era um desses cachorros bonitos; achei até que era o bisneto de Benji (e se você tá na casa dos 30, sabe bem de quem estou falando). Então Benji IV estava comigo, porque ninguém sabia quem era o dono do belo cachorrinho. E, sendo tão inteligente quanto o bisavô, Benji me levou a uma espécie de hospital, que mais parecia a escola da minha infância. Algum carioca conhece o Colégio Souza Marques?? Então sabe do que estou falando. E pra quem não conhece, pense num lugar que mais parece um labirinto. As salas não eram dentro de um prédio. As salas destinadas ao primário eram uma espécie de vila, onde cada sala era uma casinha de madeira. Era bonitinho, mas meio assustador também. E tudo era verde na tal vila.
No sonho, as salas dos médicos eram desse jeito. Parecia até que a escola tinha sido transformada em hospital. E Benji me levou a esse lugar, que estava deserto. Enquanto me guiava por entre os corredores, ele me fez entender que eu estava ali para uma cirurgia. Logo o coração começou a alterar o rítmo. E eu ia chamando pela minha cunhada, médica, e o Dr. Gregory House. Éééééé, porque eu sou chique e quem ia me diagnosticar era o House (minha cunhada era só pra ter um rosto familiar por perto, rsrs). Afinal achei a sala que estava procurando, o louco do House disse que a dor no meu pescoço era por um sei-lá-o-que nos ossos da perna e teria que cortar um pedaço. E quem faria isso seria a Callyope Torres, de Grey's (sim, eu vejo mta série médica). A melhor parte do sonho? O Benji ficou na sala de cirurgia, vestido de médico, e a Dra. Torres ficava conversando com ele pra saber o que fazer. Ao final da cirurgia, claro, Benji ganhou o pedaço do osso que ela tirou da minha perna. E eu quase morri de tanto pavor.

Cara, depois disso, eu não quero mais ter um cachorro, não quero mais ir na antiga escola e não quero saber do meu médico! O que? Medrosa? Eu???????????? Claro que não. O dr. que é ruim. Isso lá é notícia que se dê em plena véspera de Páscoa?! Humpf.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

V.I.R.A.D.A. no saci

Ontem a noite a rua onde moro ficou em trevas. Achei que era coisa passageira.
Qua qua. Meia noite e estou eu entrando de camisola e tudo no chuveiro, tentando me refrescar pra conseguir dormir. Acordei várias vezes ao longo da noite, ensopada, e voltei pro chuveiro, em meio a densas trevas, pra molhar o corpo e tentar dormir mais um pouco.
Não agüentando este calor africano, me mandei pra praia de tarde. E a luz só voltou 24 horas depois.
Ódio, muito ódio da companhia de energia da cidade.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

HELP!!!!!

Alguém pode, por favor, acelerar o tempo pra que chegue logo terça que vem? Quero ter vida novamente, ter tempo para ler, para escrever no blog, para ficar a toa na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê. Mas enquanto não chegar dia 22, é só relatório, resenha, textos, presentinho pra aluno, decoração de sala e muita dor de estômago.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O poeta já dizia: "Todo mundo maluco, maluco, maluco, maluco, maluco. Todo mundo doidão, doidão, doidão, doidão, doidão."
E lá no trabalho todos estão realmente malucos. Eu, inclusive. Então, enquanto não acabar a tríade Festa da cultura - festa de Natal - Avaliação de alunos, minha sanidade mental estará seriamente comprometida. Se eu escrever mais bobagens que de costume, por favor, relevem.

sábado, 7 de novembro de 2009

Você tem o direito de permanecer em silêncio Parte III - O fim

- Eu o que???????? Tá maluco? Soco? Arranhão??

O policial desceu da viatura e me mediu inteira. Depois olhou pro cara e então me olhou novamente. Pelo protótipo de sorriso que ele tentou esconder, imagino até o que pensou. Deve ter sido algo como "tá de sacanagem que você apanhou dessa miniatura de gente". Mas ele precisava seguir o protocolo, certo?

- Identidade, por favor, senhora. Falou o policial.

- É sério isso? Estou sem minha bolsa (nem lembrava onde tinha deixado a pobre.. provavelmente, no carro, ou no hotel).

- A senhora está de carro?
- Não.
- Tem alguém de carro com a senhora? Pois vou ter que levá-la para a delegacia.
- Tá de onda, seu policial. 
- Sabe o número do seu documento?

- Ela foi muito grossa!! Me arranhou, me deu um soco! Me mandou tomar no c*!!!!!! Disse o sujeito.
-EPAAA!!! Para tudo. Sou uma professora, meu caro. Não uso esses termos baixos. No máximo eu teria dito pra você ir dar meia hora de bunda! Mas nem isso eu falei.
- ??? (é.. a piada foi inteligente demais pra ele.)

- Olha, seu guarda, ela me arranhou. E me empurrou desse jeito. E me deu um soco. Disse ele.

(juro que foi assim! Me fez até lembrar da Xiquinha, do Chaves, quando conta que apanhou de alguém)


Mas nisso a raiva voltou de maneira tal que a vontade foi realmente arranhar, dar soco e mandar tomar no c*.

Bê já estava nerva, tentando me acalmar. Quanto mais ela tentava, mais irritada eu ficava. Quase que a raiva foi direcionada para ela, tadinha.
Eram quase 2h da manhã e os policiais queriam mais era ir embora. Mas o tal vereador queria prisão e processo. E, pra isso, trouxe testemunha falsa e tudo.

MAS, ele não contava com o meu anjo da guarda, que faz hora extra e ainda é o cara! Um dos produtores é/foi político influente na tal cidade. E chegou bem na hora em que o policial anotava meus dados. Sabe como é cidade pequena, né.. Todo mundo conhece todo mundo. Assim que viram o produtor, os "polícias" sorriram e mudaram de postura comigo. E sujeito ficou desbundado (hohohoh).

Um deles me chamou na chincha e soltou:


- Olha, a namorada de sujeito é uma barraqueira de mão cheia. Além disso ela é o macho da relação. Sabe como é... manda e desmanda nele. Então ele resolveu, agora, honrar as calças que veste e mostrar que não é bem assim como ela pensa. Ele só quer tumulto. Isso não vai dar em nada. Não se preocupe.

Te dizer que aí que a raiva aumentou de vez. Se eu tivesse um gato morto por perto, batia com o gato no sujeito até ele miar (o gato, não o sujeito!!). Então ele era ainda mais covarde do que gostaria de admitir. Criar caso com uma mulher, ao invés de encarar um macho do tamanho dele. Não mereço. Ou talvez eu tenha picado cebola na tábua dos dez mandamentos.... Vai saber.

Enfim, o produtor/político colocou panos quentes na situação; o vereadorzinho queria que eu me desculpasse - coisa que me recusei a fazer, aliás; minha cunhada se irritou comigo por causa disso e eu fiquei irritada a ponto de perder a fome.

Mas não foi dessa vez que fui parar na delegacia. Segundo minha cumadre, ainda. Porque, né, a pessoa aqui é muito sem noção do perigo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Você tem o direito de permanecer em silêncio Parte II

O cara continuou andando, enquanto puxava a namorada pela mão.
Não pensei duas vezes: espalmei a mão no peito do sujeito abusado e repeti a frase "O senhor NÃO PODE passar por aqui". Claro que a voz já estava alguns decibéis acima do que seria uma voz calma.

E assim foi travada a luta. Ele começou a gritar que não voltava; eu, que tinha perdido completamente a noção, puxava ele e apontava para o lugar de onde ele tinha vindo, enquanto gritava de volta que ele não ia MESMO passar por mim. Nisso, namorada e Bê entraram na briga. Bê pra me controlar, e namorada pra incentivar o sujeito. Mas, como eu digo, depois que eu viro no Saci, não há peneira que me ponha na garrafa.

Ficamos os dois discutindo quem falava mais alto, quem tinha mais razão. Ele me ameaçava, dizendo que eu não sabia com quem estava falando (típica argumentação de gente babaca), e eu disse que não tinha medo. E ficamos nessa até eu, aparentemente, ganhar a disputa. Ele saiu dizendo que ia chamar a polícia. Eu, que nunca tive medo dessas coisas, ainda fui malcriada e respondi um "Então chamaaaaaaaaaa", com muita raiva.

Nisso, claro, as pessoas passavam e olhavam toda aquela cena. Uns pararam e ficaram até o final de toda a fuzarca, mas ninguém tomou atitude nenhuma.
Eu e Bê, então, sentamos e continuamos esperando que alguém viesse nos resgatar daquele tumulto (lembre do $$ da bilheteria no bolso da jaqueta).

Dez minutos, vinte minutos, meia hora..... Nem sinal de produtores, nem sinal de equipe de segurança. Ódio, muito ódio no meu coração.

E de repente, luzes piscando e um som de sirene desligando.

"Foi ela ali, seu guarda, que me aranhou e me deu um soco".

Eu o que??????????

Continua amanhã.....

(Pessoas, não é por mal que eu tô dividindo não.. é que a história é longa e eu ando suuuuuper sem tempo pra escrever tudo. Cheguei do trampo e vim logo pra ca. E agora vou tomar banho pra comer alguma coisa e ver o jogo do Botafogo.. Percebe como a vida anda corrida pro meu lado??)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

"Você tem o direito de permanecer em silêncio" Parte I - ou o dia em que eu seria presa

Gui se meteu a produzir shows. Mas como eram os primeiros shows, ainda, a equipe era quase toda de amadores. Eu, claro, estava na equipe. Minha função era receber os ingressos na entrada do show e, depois, supervisionar a bilheteria. Esta foi montada ao lado da entrada, com aquelas cabines de plástico e protegidas por grades de segurança. Teoricamente existiria uma equipe de segurança nos dando suporte.

Já na primeira função tive problemas. Algumas pessoas resolveram me dar carteirada. "Eu sou delegado de música", ele disse. Minha melhor cara de Barbie na caixa respondeu um "E eu com isso?" que irritou o homi. A ordem era clara: só entra quem tem ingresso. Pra entrar de graça, tem que ter ingresso de cortesia. Simples assim. E outras criaturas abusadas que, por verem uma menina de meio metro ali, tentaram tirar uma onda. Qua qua!

Então acabou o show e a grana da bilheteria estava no meu bolso. Meu e de Bê, que estava comigo nessa empreitada. O pessoal da segurança virou poeira cósmica e me deixou sem rádio pra falar com os produtores. Celular? Não dava sinal. De jeito nenhum eu deixaria ela ir sozinha chamar o produtor, ou ficar sozinha enquanto eu iria. Devíamos ficar juntas, com aquela dinheirama no bolso. Como os loucos tinham deixado alguns pertences nas cabines de bilheteria, também não era viável sair e largar tudo lá. O que fazer, então? Sentar e esperar a multidão passar, ou alguém da produção vir nos resgatar.

Eis que a multidão saía do show. E, como bons brasileiros que são, tentaram dar um jeitinho de sair mais rápido, pulando a grade de segurança que separava a multidão das cabines - e de mim. Lógico que meu jeito simpático de ser se manifestou de imediato e mandei que voltassem. Por incrível que pareça, eles voltaram. Mas, eis que do além, de onde não vem ninguém, surge quem?? Um político babaca qualquer que se achava o Trakinas mais recheado do pacote por ter sido eleito numa cidade do interior do Estado. E acha que isso é razão suficiente pra desrespeitar o que eu disse. Se eu deixasse ele passar, teria que deixar todos os outros também.

Mais que depressa levantei e fui barrar o moço.
Braço estendido, mão espalmada em sinal de "Pare" e a frase "O senhor não pode passar por aqui", dita com a melhor cara de pitbull que eu faço quando estou irritada, deviam ser suficientes. Mas ele olhou meu meio metro de baixura e achou que podia comigo.

Continua em dois dias...........
 

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