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sábado, 29 de janeiro de 2011

Considerações sobre Montevidéu


Então que estou de volta ao Rio (e derretendo com esse calor) e já sinto saudade do Uruguai.
Sim, porque lá venta o tempo TODO. Venta tanto que as antenas de celular (aquelas grandonas, tá!? por favor não pense que é a do aparelho) cantam com o vento. E te assustam a noite, até que você descubra que a cidade não é assombrada.

E o Sol?? Não vai embora nunca. E a Lua só vai embora de tarde, quando já está quase na hora de voltar. Acho que o Feitiço de Áquila não acontece no Uruguai, porque os astros se encontram pra namorar..

Preciso lembrar de estar muito magra da próxima vez que visitar a cidade. Como se come naquele lugar. Acho que não teve uma única refeição que eu tenha comido toda. Em outras palavras: joguei dinheiro fora com comida e ainda assim voltei gorda. Não é de Deus. Não que a comida seja ruim - porque é exatamente o contrário, é boa pacacetas -, mas é que vem sempre em quantidade pra alimentar cinco soldados da guerra.

Uruguaios são bonitos. Mas os cabelos deles.... Céus. Esquadrão da moda djá! Fiquei pensando se as tesouras não estão todas cegas e por isso os cabelos ficam cheios de ponta. Pena que não pensei em fotografar, pra ter prova agora, mas não tô falando daquelas pontas maneiras. Parecia MESMO que o corte ficou inacabado. Tipo, tô no salão e o celular toca com alguém dizendo que meu cachorro tá morrendo e eu simplesmente saio correndo, com avental preso no pescoço e tudo. Cortado tipo assim. Juro.

A cidade deles é imunda, cheia de caca de cachorro. Um nojo! E olha que o Rio nem é essa limpeza toda, mas lá era demais pro meu gosto. A companhia de limpeza urbana deles não passa com o caminhão recolhendo o lixo das casas, nem tem gente todo o tempo varrendo a cidade. O que tem são lixeirões gigantes em algumas ruas, onde as pessoas jogam o lixo residencia. Pense no odor que sai dali.. Nesse caso eu acho até que entendo as pessoas jogarem lixo no chão. Não é nada agradável sentir aquele bafo de carne estragada só pra se livrar de um papel de bala. Talvez fosse mais fácil se houvesse aquelas lixeirinhas de poste, tipo tem no Rio, pra pequenos volumes..

Acho que é isso..
Pra fechar esse post enorme, deixo uma imagem da beleza natural da cidade.


Beijos

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

V.I.R.A.D.A. no saci

Ontem a noite a rua onde moro ficou em trevas. Achei que era coisa passageira.
Qua qua. Meia noite e estou eu entrando de camisola e tudo no chuveiro, tentando me refrescar pra conseguir dormir. Acordei várias vezes ao longo da noite, ensopada, e voltei pro chuveiro, em meio a densas trevas, pra molhar o corpo e tentar dormir mais um pouco.
Não agüentando este calor africano, me mandei pra praia de tarde. E a luz só voltou 24 horas depois.
Ódio, muito ódio da companhia de energia da cidade.

sexta-feira, 13 de março de 2009

O dia em que chorei por causa da chuva

Nunca imaginei que choraria com medo de uma chuva. Mas hoje aconteceu.
Quando saí do salão, com as unhas devidamente vermelhas, a rua estava cheia. E eu estava de havaianas. Pra quem não sabe, tenho verdadeiro PAVOR de molhar o pé em água de rua. Não é só nojinho, é pavor mesmo. Me dá arrepios! Mas eu precisava sair e ir pra casa andando - porque não valeria a pena pegar ônibus naquele engarrafamento duzinfernu - naquela água suja.
Saí e encarei a chuva. E, pra evitar água até o joelho, fui pela beira mar. Pra que, meu Deus?! Um assombro a quantidade de raio que caiu no mar. Cada um mais zangado que o outro. E eu comecei a sentir medo, muito medo.
Foi quando as baratas apareceram. E meu chinelo ficou perdido na água. E, pra atravessar, eu teria que subir na mureta cheia de lama, e quase escorreguei. E os carros que não se importam com quem está na calçada, tentando se molhar só o necessário, jogam água até na nossa alma.
E depois de uma semana bizarra e de uma sexta-feira pior ainda, não aguentei e chorei. Eu só pedia a Deus que me fizesse chegar em casa inteira, sem que nenhum raio caísse na minha cabecinha ruiva, e que nenhum carro perdesse o controle quando eu estivesse passando.

E agora que cheguei, vou tomar um banho com água sanitária e sabão em pó pra limpar a sujeira que ficou no meu corpo.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Sequestro do bom

É impressionante como a TPM não dá trégua nem mesmo quando estou feliz e me divertindo. Em pleno carnaval em Ilha Grande, TPM????? Mereço, né? Bom, ao menos foi no último dia. E não matei ninguém afogado (embora tenha dado vontade).

Mas, em suma, o carnaval foi ótimo.

Jr. me seqüestrou pra Ilha. Ah, foi um seqüestro sim, porque o convite foi feito na terça a noite. E, ao contrário do que eu pensava, não ficamos em Abraão (a vila mais badalada da Ilha), mas em Praia Vermelha, que não tem absolutamente nada além de duas pousadas e quatro bares. Ah sim.. Tem umas praias ótimas e lindas!!! E a família do Adriano (um dos rapazes que estavam na casa), que foi muito solícita, todo o tempo. Conheci gente legal e me diverti de verdade neste feriado, como não me divertia em anos.

Porém, nem tudo são flores todo o tempo. Quando a TPM chega, eu surto. Sempre surto. E ontem estava com cara de pitbull a noite toda. Nem me animei a ir pro bloco com as meninas. Só o que me relaxou um pouco foram as garrafinhas de Ice e um bom livro. Mas, em suma, o carnaval foi muito bom.

Jr, muito obrigada pelo convite

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

A saga de quatro cariocas em São Paulo - A noite mais longa da minha vida

Pouco antes de anoitecer, resolvemos jantar num lugarzinho fofo, ao lado do camping.

"Especialidade da casa: traíra sem espinha"

UHU!!!!! Tô doida pra comer peixe.. vou me acabar!

Entramos no recinto e fomos recebidos por um rottweiler alucinado, correndo em nossa direção. Pensei como o Marlin (o pai do Nemo), fechei os olhos e repeti "morri, morri, vou morrer, virei comida". Mas o dono do cão gritou antes e ele parou. Ficou só nos cheirando.

Sentamos (com o coração na mão) e pedimos.
Comida feita em fogão a lenha... um cheiro ótimo e um sabor melhor ainda. Aliás, importante dizer: a única coisa positiva da viagem foram os restaurantes que nós comemos.... só comida da boa!
Mas então.. mal começamos a comer e o temporal caiu. Temporal MESMO. E antes que meu cunhado pudesse terminar a frase "não pode ficar pior", a luz acabou.
Esperamos a chuva passar e corremos pro camping. Chuva, lama, sapos, gritos cheios de raiva, riso nervoso e uma cobra no meio do caminho.
Ai ai.... o que mais falta acontecer?

Definitivamente, eu não devia ter perguntado isso....
Quando, enfim, chegamos na barraca, o vento tinha levantado o toldo e a barraca estava inundada. Além de ter ficado mais capenga.
Molhou colchonete, mala, lençol... Ainda bem que o edredon e o casaco ficaram secos.

E lá fomos nós tentar dormir.
O detalhe é que eu sou asmática. E aquela barraca gelada, caindo e pingando em mim foi me dando uma sensação de falta de ar horrível. Tive que dormir no chão, toda encolhida, numa posição só, a noite toda. Dormia, acordava, olhava o relógio e só tinha passado uma hora. Dormia, acordava e só mais uma hora.... Confesso que quase chorei. E nada daquela noite de terror acabar. Até com a diretora eu sonhei!!
Pesadelo dos pesadelos..........

Mas enfim o sol raiou e aquela noite de filme de terror teve fim.
Só a noite... porque a nossa saga ainda ia continuar.

A saga de quatro cariocas em São Paulo - A Barraca

Depois de escolhido o melhor lugar pra ficarem as duas barracas perto, vamos arrumar tudo.
E qual não é nossa surpresa ao notarmos que a barraca da amiga Vivi estava trocada!? Ela havia emprestado pra uma criatura desprovida de neurônio e o ser, na hora de guardar, trocou as varetas de uma barraca de 3 lugares com as de uma pra 2 lugares. Ou seja: nossa barraca virou barraco, porque ficou capenga. E eu fiquei p**a da vida.
Mas, como eu sempre digo, se não é a morte, então tem solução. Arrumamos daqui, arrumamos dali e pronto. Ficou em pé (com boa vontade a gente consegue armar a barraca, né?! :p)
Estendemos o toldo sobre as barracas (sei lá... vai que chove.) e fomos curtir o restante do dia.


Ah, você deve estar se perguntando: e o carro?
O carro estava com o mecânico, que ligou avisando que a peça do rolamento da correia que carrega a bateria tinha quebrado e que ele não tinha outra pra colocar no lugar. Teria que esperar até segunda, quando TALVEZ o comércio abra, pra procurar. Uhm..... tá bom....

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A saga de quatro cariocas em São Paulo - Chegando ao camping

Quase cinco horas depois, chegamos ao camping - que é um lugar no meio de um vale, longe de tudo, perto de nada, um pouco antes de onde o vento faz a curva e onde Judas perdeu a cueca. Quase um lugar mal assombrado.
E foi só entrar no lugar para o carro quebrar.

- Vê ae o que aconteceu.
- Xiiiii.... o pneu rasgou.
- M***a [esse blog é de uma professora, então a gente evita ensinar baixaria :D]
- Ah, não é o pneu não.. parece uma correia.

Nisso vem um paulista, que já estava no camping, tentar ajudar.

(aquele sotaque carregado típico de paulista do interior)
- O carro quebrou?
- (não. eu parei aqui no meio do caminho porque me acho o rei-da-cocada-preta e quero o espaço só pra mim) É... parece que sim.
- O que aconteceu?
- (olha, minha bola de cristal caiu no chão e quebrou, então fica difícil descobrir sem ao menos sair do carro) Boa pergunta.... preciso ver.

Aparece, então, a figura italiana do dono do camping. Um sujeito muito simpático, com muita boa vontade, mas com aquele jeito tão sutil quanto de um elefante laranja voando.

- Vamos ligar pro mecânico. Ele vai saber o que fazer.

Enfim uma frase cheia de eficiência.
E foi o que fizemos.
Como ficaríamos sem o carro aquele dia, tiramos TUDO de lá de dentro... malas, cds, comidas...

É hora de armar a barraca. (calma, calma... a barraca de camping..)

A saga de quatro cariocas em São Paulo - A ida

Tudo começou com um telefonema que minha irmã recebeu, três semanas atrás, das amigas que sempre viajam com ela: não vamos viajar nesse carnaval. Bê fez bico, ficou braba e eu, como boa irmã, me ofereci pra acampar com ela e meu cunhado. Claro que convoquei uma boa amiga pra estar comigo nessa empreitada, afinal, eu sou branca e com o cabelo vermelho, mas ainda não virei uma vela.
A proposta da viagem era acampar,mas sem se prender a um lugar só. Ir pelo litoral sul do Rio de Janeiro, parar nas praias que a gente mais gostasse, seguir pela Serra do Mar até São Paulo e, se desse vontade, dar uma chegadinha em Minas Gerais. Se estivesse bom, a gente ficava num lugar; se estivesse ruim, partia pra parada seguinte.

Então, carnaval chegou e partem os quatro cariocas em direção oposta a folia.
Já na véspera da viagem, começam as agruras.
Uma insônia DAQUELAS me tomou por completo e passei a madrugada, ora conversando com Luiz no msn, ora lendo blogs de um e de outro. Consegui dormir na hora que devíamos acordar. Isso ocasionou um atraso de quase duas horas na nossa saída.
Enfim partimos.

- Qual caminho? Rio-Santos ou Dutra?
- Rio-Santos!!!!!! Quero ir pelo litoral, para em Angra hoje, dar um mergulho e depois a gente segue.

Todos de acordo.
MAS, a gente não contava com um engarrafamento gigante. O motorista, então, resolve fazer o caminho inverso: vamos por São Paulo e voltamos pela Rio-Santos. Beleza. Todos de acordo.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Feriado Trash

Olha... vamos combinar uma coisa: lugar de carioca é no litoral!
Nunca mais vou pro interior de cidade nenhuma em feriado prolongado.

Qualquer hora eu conto a incrível saga do feriado momesmo. Tô até agora me recuperando dos traumas.......

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Lá vai o Sol.....

Quem levou o Sol embora?? Traz de volta, por favor.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

A arte de preguiçar

Sim, porque preguiçar é uma arte que poucos conseguem.

Depois de voltar do bar, vimos "Brilho eterno de uma mente sem lembranças". E então eu apaguei, porque não sou de ferro.
No dia seguinte, ainda um calor senegalês, e nem me dei ao trabalho de sair do quarto. Ar condicionado, boa companhia e filmes ótimos!
Ver filme, falar besteira, dormir, ver mais filme, falar mais besteira, comer sorvete. Que vida chata!!

A praia

- Triiiiiiiimmmmmmmmm, trrrrriiimmmmmm
- Alô.
- Ae, maninho, bora pra praia?
- Vou não. Machuquei o dedo ontem. Tá um rasgo enorme.
_ Putz..... Valeu. A gente se fala.


Ai, que saco... um calor senegalês e eu sem companhia pra ir a praia. SACOOO.
Passam uns poucos minutos e toca o telefone.

- Irmã, tô indo na praia de Ipanema encontrar umas amigas. Quer ir?
- Tô lá. Te ligo quando chegar.


E partiu a pessoa, de Niterói pra Ipanema.
Chegamos lá e a praia estava imprópria.

- E agora?
- Vamos pra Nitt, ué.
- Então bora.


Ai... que delícia de praia! Um sol africano realmente. E uma água geladinha pra mergulhar.
Adoro!!

domingo, 23 de dezembro de 2007

E já é verão...

Quando o verão chegar
Eu quero ser mais forte do que sou....
Sem medo no olhar
Nenhum motivo p'ra chorar
Quando o verão chegar
O Sol mais forte aparecerá
E vai nos aquecer
Viver é preciso viver

Por isso vem,
Não pare de sonhar
Com Deus no coração
Sonhar é mais que realidade
Por isso vem
Contigo eu sou mais eu
Preciso de você
P'ra sempre e sempre ao meu lado

Quando o verão chegar
Eu quero transformar tudo em amor
Um mundo bem melhor
para o meu filho poder brincar

(Catedral - Quando o verão chegar)
 

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