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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Sequestro do bom

É impressionante como a TPM não dá trégua nem mesmo quando estou feliz e me divertindo. Em pleno carnaval em Ilha Grande, TPM????? Mereço, né? Bom, ao menos foi no último dia. E não matei ninguém afogado (embora tenha dado vontade).

Mas, em suma, o carnaval foi ótimo.

Jr. me seqüestrou pra Ilha. Ah, foi um seqüestro sim, porque o convite foi feito na terça a noite. E, ao contrário do que eu pensava, não ficamos em Abraão (a vila mais badalada da Ilha), mas em Praia Vermelha, que não tem absolutamente nada além de duas pousadas e quatro bares. Ah sim.. Tem umas praias ótimas e lindas!!! E a família do Adriano (um dos rapazes que estavam na casa), que foi muito solícita, todo o tempo. Conheci gente legal e me diverti de verdade neste feriado, como não me divertia em anos.

Porém, nem tudo são flores todo o tempo. Quando a TPM chega, eu surto. Sempre surto. E ontem estava com cara de pitbull a noite toda. Nem me animei a ir pro bloco com as meninas. Só o que me relaxou um pouco foram as garrafinhas de Ice e um bom livro. Mas, em suma, o carnaval foi muito bom.

Jr, muito obrigada pelo convite

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

A saga de quatro cariocas em São Paulo - A noite mais longa da minha vida

Pouco antes de anoitecer, resolvemos jantar num lugarzinho fofo, ao lado do camping.

"Especialidade da casa: traíra sem espinha"

UHU!!!!! Tô doida pra comer peixe.. vou me acabar!

Entramos no recinto e fomos recebidos por um rottweiler alucinado, correndo em nossa direção. Pensei como o Marlin (o pai do Nemo), fechei os olhos e repeti "morri, morri, vou morrer, virei comida". Mas o dono do cão gritou antes e ele parou. Ficou só nos cheirando.

Sentamos (com o coração na mão) e pedimos.
Comida feita em fogão a lenha... um cheiro ótimo e um sabor melhor ainda. Aliás, importante dizer: a única coisa positiva da viagem foram os restaurantes que nós comemos.... só comida da boa!
Mas então.. mal começamos a comer e o temporal caiu. Temporal MESMO. E antes que meu cunhado pudesse terminar a frase "não pode ficar pior", a luz acabou.
Esperamos a chuva passar e corremos pro camping. Chuva, lama, sapos, gritos cheios de raiva, riso nervoso e uma cobra no meio do caminho.
Ai ai.... o que mais falta acontecer?

Definitivamente, eu não devia ter perguntado isso....
Quando, enfim, chegamos na barraca, o vento tinha levantado o toldo e a barraca estava inundada. Além de ter ficado mais capenga.
Molhou colchonete, mala, lençol... Ainda bem que o edredon e o casaco ficaram secos.

E lá fomos nós tentar dormir.
O detalhe é que eu sou asmática. E aquela barraca gelada, caindo e pingando em mim foi me dando uma sensação de falta de ar horrível. Tive que dormir no chão, toda encolhida, numa posição só, a noite toda. Dormia, acordava, olhava o relógio e só tinha passado uma hora. Dormia, acordava e só mais uma hora.... Confesso que quase chorei. E nada daquela noite de terror acabar. Até com a diretora eu sonhei!!
Pesadelo dos pesadelos..........

Mas enfim o sol raiou e aquela noite de filme de terror teve fim.
Só a noite... porque a nossa saga ainda ia continuar.

A saga de quatro cariocas em São Paulo - A Barraca

Depois de escolhido o melhor lugar pra ficarem as duas barracas perto, vamos arrumar tudo.
E qual não é nossa surpresa ao notarmos que a barraca da amiga Vivi estava trocada!? Ela havia emprestado pra uma criatura desprovida de neurônio e o ser, na hora de guardar, trocou as varetas de uma barraca de 3 lugares com as de uma pra 2 lugares. Ou seja: nossa barraca virou barraco, porque ficou capenga. E eu fiquei p**a da vida.
Mas, como eu sempre digo, se não é a morte, então tem solução. Arrumamos daqui, arrumamos dali e pronto. Ficou em pé (com boa vontade a gente consegue armar a barraca, né?! :p)
Estendemos o toldo sobre as barracas (sei lá... vai que chove.) e fomos curtir o restante do dia.


Ah, você deve estar se perguntando: e o carro?
O carro estava com o mecânico, que ligou avisando que a peça do rolamento da correia que carrega a bateria tinha quebrado e que ele não tinha outra pra colocar no lugar. Teria que esperar até segunda, quando TALVEZ o comércio abra, pra procurar. Uhm..... tá bom....

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A saga de quatro cariocas em São Paulo - Chegando ao camping

Quase cinco horas depois, chegamos ao camping - que é um lugar no meio de um vale, longe de tudo, perto de nada, um pouco antes de onde o vento faz a curva e onde Judas perdeu a cueca. Quase um lugar mal assombrado.
E foi só entrar no lugar para o carro quebrar.

- Vê ae o que aconteceu.
- Xiiiii.... o pneu rasgou.
- M***a [esse blog é de uma professora, então a gente evita ensinar baixaria :D]
- Ah, não é o pneu não.. parece uma correia.

Nisso vem um paulista, que já estava no camping, tentar ajudar.

(aquele sotaque carregado típico de paulista do interior)
- O carro quebrou?
- (não. eu parei aqui no meio do caminho porque me acho o rei-da-cocada-preta e quero o espaço só pra mim) É... parece que sim.
- O que aconteceu?
- (olha, minha bola de cristal caiu no chão e quebrou, então fica difícil descobrir sem ao menos sair do carro) Boa pergunta.... preciso ver.

Aparece, então, a figura italiana do dono do camping. Um sujeito muito simpático, com muita boa vontade, mas com aquele jeito tão sutil quanto de um elefante laranja voando.

- Vamos ligar pro mecânico. Ele vai saber o que fazer.

Enfim uma frase cheia de eficiência.
E foi o que fizemos.
Como ficaríamos sem o carro aquele dia, tiramos TUDO de lá de dentro... malas, cds, comidas...

É hora de armar a barraca. (calma, calma... a barraca de camping..)

A saga de quatro cariocas em São Paulo - A ida

Tudo começou com um telefonema que minha irmã recebeu, três semanas atrás, das amigas que sempre viajam com ela: não vamos viajar nesse carnaval. Bê fez bico, ficou braba e eu, como boa irmã, me ofereci pra acampar com ela e meu cunhado. Claro que convoquei uma boa amiga pra estar comigo nessa empreitada, afinal, eu sou branca e com o cabelo vermelho, mas ainda não virei uma vela.
A proposta da viagem era acampar,mas sem se prender a um lugar só. Ir pelo litoral sul do Rio de Janeiro, parar nas praias que a gente mais gostasse, seguir pela Serra do Mar até São Paulo e, se desse vontade, dar uma chegadinha em Minas Gerais. Se estivesse bom, a gente ficava num lugar; se estivesse ruim, partia pra parada seguinte.

Então, carnaval chegou e partem os quatro cariocas em direção oposta a folia.
Já na véspera da viagem, começam as agruras.
Uma insônia DAQUELAS me tomou por completo e passei a madrugada, ora conversando com Luiz no msn, ora lendo blogs de um e de outro. Consegui dormir na hora que devíamos acordar. Isso ocasionou um atraso de quase duas horas na nossa saída.
Enfim partimos.

- Qual caminho? Rio-Santos ou Dutra?
- Rio-Santos!!!!!! Quero ir pelo litoral, para em Angra hoje, dar um mergulho e depois a gente segue.

Todos de acordo.
MAS, a gente não contava com um engarrafamento gigante. O motorista, então, resolve fazer o caminho inverso: vamos por São Paulo e voltamos pela Rio-Santos. Beleza. Todos de acordo.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Feriado Trash

Olha... vamos combinar uma coisa: lugar de carioca é no litoral!
Nunca mais vou pro interior de cidade nenhuma em feriado prolongado.

Qualquer hora eu conto a incrível saga do feriado momesmo. Tô até agora me recuperando dos traumas.......
 

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