Eu gosto muito de viajar, sair do meu espaço de sempre, conhecer outros lugares e voltar. Mas viajar no Brasil sempre foi algo mega caro, então eu viajava bem pouco.
Essa semana alguns amigos me perguntaram pq eu tô viajando tanto, então resolvi contar pra eles e pra vocês também.
Acontece que há um tempo descobri o Melhores Destinos, que é um blog que relaciona as promoções de viagens por ae a fora. E ele, junto com o Submarino Viagens e o Decolar estão fazendo a minha alegria! Pense você que já consegui Rio-Floripa-Rio por R$44 (sem a taxa de embarque, claro). Sério, eu gasto isso em dois dias pra ir e voltar do trabalho.
Então eu, todos os dias, abro o M.D. e vejo quais promos me interessam, e quais se adequam aos meus horários (de trabalho e faculdade), compro e vou.
É um final de semana em Recife, outro em Floripa, mais outro em Curitiba, BH e assim a gente vai conhecendo o Brasil de forma barata.
Claro que o fato de não ter marido e filho pra me preocupar facilita minha vida, então eu aproveito agora.
E se vc também quer aproveitar, adicione esses sites nos seus favoritos e acesse sempre. Vai que pinta uma promo como a do ano passado e vc acaba indo pra N.Y. por R$700, ida e volta.
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Então que estou de volta ao Rio (e derretendo com esse calor) e já sinto saudade do Uruguai.
Sim, porque lá venta o tempo TODO. Venta tanto que as antenas de celular (aquelas grandonas, tá!? por favor não pense que é a do aparelho) cantam com o vento. E te assustam a noite, até que você descubra que a cidade não é assombrada.
E o Sol?? Não vai embora nunca. E a Lua só vai embora de tarde, quando já está quase na hora de voltar. Acho que o Feitiço de Áquila não acontece no Uruguai, porque os astros se encontram pra namorar..
Preciso lembrar de estar muito magra da próxima vez que visitar a cidade. Como se come naquele lugar. Acho que não teve uma única refeição que eu tenha comido toda. Em outras palavras: joguei dinheiro fora com comida e ainda assim voltei gorda. Não é de Deus. Não que a comida seja ruim - porque é exatamente o contrário, é boa pacacetas -, mas é que vem sempre em quantidade pra alimentar cinco soldados da guerra.
Uruguaios são bonitos. Mas os cabelos deles.... Céus. Esquadrão da moda djá! Fiquei pensando se as tesouras não estão todas cegas e por isso os cabelos ficam cheios de ponta. Pena que não pensei em fotografar, pra ter prova agora, mas não tô falando daquelas pontas maneiras. Parecia MESMO que o corte ficou inacabado. Tipo, tô no salão e o celular toca com alguém dizendo que meu cachorro tá morrendo e eu simplesmente saio correndo, com avental preso no pescoço e tudo. Cortado tipo assim. Juro.
A cidade deles é imunda, cheia de caca de cachorro. Um nojo! E olha que o Rio nem é essa limpeza toda, mas lá era demais pro meu gosto. A companhia de limpeza urbana deles não passa com o caminhão recolhendo o lixo das casas, nem tem gente todo o tempo varrendo a cidade. O que tem são lixeirões gigantes em algumas ruas, onde as pessoas jogam o lixo residencia. Pense no odor que sai dali.. Nesse caso eu acho até que entendo as pessoas jogarem lixo no chão. Não é nada agradável sentir aquele bafo de carne estragada só pra se livrar de um papel de bala. Talvez fosse mais fácil se houvesse aquelas lixeirinhas de poste, tipo tem no Rio, pra pequenos volumes..
Acho que é isso..
Pra fechar esse post enorme, deixo uma imagem da beleza natural da cidade.
Beijos
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sábado, 14 de abril de 2012
Como se tornar uma viajante
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domingo, 29 de janeiro de 2012
Buenos Aires querida - A preparação
As férias do ano passado foram divertidas, mas faltou alguma coisa: minha irmã doida comigo. E então esse ano a gente conseguiu viajar junto. Claro que não sem antes passarmos por mil confusões: o chefe dela antecipou as férias pra outubro - quando eu não poderia viajar -, dae mudou pra novembro - e eu ia fazer uma treta no trabalho pra ficar 10 dias com ela -, mas Deus é Pai e deu um rolo doido na empresa e as férias foram adiadas pra janeiro. Acho digno!!
E lá fomos nós procurar passagem e reservar hotel.
A propósito, vou fazer a série "Buenos Aires querida" não só pra falar da viagem, mas também com dicas pra quem pretende conhecer a capital da nossa vizinha Argentina.
A dica pra quem vai ficar uma semana ou mais é alugar um loft ou um kitnet. Dependendo da localização e da quantidade de pessoas, é mais em conta que hotel (e mais espaçoso também). Foi esta a minha opção. Dentre os muitos aptos que a Byt Argentina ofereciam, escolhi um em Palermo, de frente pro Jardim Botânico, na Av. Santa Fé, que é uma das principais ruas de Buenos Aires. Tudo pertinho: padaria, mercado, restaurante, lojas, correio, banco, metrô, ônibus....
Com o apartamento reservado, fomos comprar as passagens. Procurei exaustivamente pelo Decolar e SubmarinoViagens. Preferimos ir de Pluna, pois oferecia o melhor preço pra viagem de múltiplos destinos. As únicas ressalvas que faço em relação a empresa aérea: eles não oferecem lanche no avião. Aliás, oferecem, mas você paga a parte por eles, e é bem caro. E o limite de bagagem é de 20kg. Isso foi uma dificuldade pra mim, porque não deu pra trazer um pequeno contrabando de doce de leite ou de vinho, pra não pagar excesso de bagagem (que eles cobram 10 dólares por kilo excedente).
Para trocar dinheiro, fui na American Exchange, em Copacabana. Melhor taxa de dólar ever e bom atendimento!! Sempre troco lá, mas é interessante ligar antes pra saber a cotação do dia, porque pode ser que você pague um pouco mais caro se perguntar na hora. Também dá pra trocar dinheiro em Buenos Aires mesmo, e a melhor taxa é do Banco de la Nacion, mas só fazem cambio na agência central (na Plaza de Mayo) ou no aeroporto Ezeiza, e você precisa do passaporte ou do documento de entrada no país.
Depois de seis horas (entre espera e tempo de vôo), já no aeroporto portenho, pegamos um carro de aluguel até o apartamento. Pagamos AR$ 70 e rapidinho estávamos em casa.
Com o atraso do vôo e tudo, perdemos o dia 11/01 inteiro, porque eu estava morta de fome quando cheguei e só quis comer um mega sanduiche no BurguerKing e dormir, pra começar a aventura portenha no dia seguinte.
E lá fomos nós procurar passagem e reservar hotel.
A propósito, vou fazer a série "Buenos Aires querida" não só pra falar da viagem, mas também com dicas pra quem pretende conhecer a capital da nossa vizinha Argentina.
A dica pra quem vai ficar uma semana ou mais é alugar um loft ou um kitnet. Dependendo da localização e da quantidade de pessoas, é mais em conta que hotel (e mais espaçoso também). Foi esta a minha opção. Dentre os muitos aptos que a Byt Argentina ofereciam, escolhi um em Palermo, de frente pro Jardim Botânico, na Av. Santa Fé, que é uma das principais ruas de Buenos Aires. Tudo pertinho: padaria, mercado, restaurante, lojas, correio, banco, metrô, ônibus....
Com o apartamento reservado, fomos comprar as passagens. Procurei exaustivamente pelo Decolar e SubmarinoViagens. Preferimos ir de Pluna, pois oferecia o melhor preço pra viagem de múltiplos destinos. As únicas ressalvas que faço em relação a empresa aérea: eles não oferecem lanche no avião. Aliás, oferecem, mas você paga a parte por eles, e é bem caro. E o limite de bagagem é de 20kg. Isso foi uma dificuldade pra mim, porque não deu pra trazer um pequeno contrabando de doce de leite ou de vinho, pra não pagar excesso de bagagem (que eles cobram 10 dólares por kilo excedente).
Para trocar dinheiro, fui na American Exchange, em Copacabana. Melhor taxa de dólar ever e bom atendimento!! Sempre troco lá, mas é interessante ligar antes pra saber a cotação do dia, porque pode ser que você pague um pouco mais caro se perguntar na hora. Também dá pra trocar dinheiro em Buenos Aires mesmo, e a melhor taxa é do Banco de la Nacion, mas só fazem cambio na agência central (na Plaza de Mayo) ou no aeroporto Ezeiza, e você precisa do passaporte ou do documento de entrada no país.
Depois de seis horas (entre espera e tempo de vôo), já no aeroporto portenho, pegamos um carro de aluguel até o apartamento. Pagamos AR$ 70 e rapidinho estávamos em casa.
Com o atraso do vôo e tudo, perdemos o dia 11/01 inteiro, porque eu estava morta de fome quando cheguei e só quis comer um mega sanduiche no BurguerKing e dormir, pra começar a aventura portenha no dia seguinte.
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Vai vadiar, vai vadiar...
Daí que eu tô curtindo férias com minha irmã em Buenos Aires, comendo alfajores, medialunas, parillas, ouvindo um tango, acariciando grandes felinos (os bichos de verdade, tá gente??) e vendo gente fina, elegante e sincera - e muy bonita - até a próxima sexta.
E então a gente parte para Montevideo, pra passar uns dias com meu amorrrrr.
JURO que quando voltar (ou em MVD, se tiver tempo), conto da viagem, inclusive com dicas pra quem quer conhecer a capital da Argentina.
Beijas, meu povo.
E então a gente parte para Montevideo, pra passar uns dias com meu amorrrrr.
JURO que quando voltar (ou em MVD, se tiver tempo), conto da viagem, inclusive com dicas pra quem quer conhecer a capital da Argentina.
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sábado, 29 de janeiro de 2011
Considerações sobre Montevidéu
Então que estou de volta ao Rio (e derretendo com esse calor) e já sinto saudade do Uruguai.
Sim, porque lá venta o tempo TODO. Venta tanto que as antenas de celular (aquelas grandonas, tá!? por favor não pense que é a do aparelho) cantam com o vento. E te assustam a noite, até que você descubra que a cidade não é assombrada.
E o Sol?? Não vai embora nunca. E a Lua só vai embora de tarde, quando já está quase na hora de voltar. Acho que o Feitiço de Áquila não acontece no Uruguai, porque os astros se encontram pra namorar..
Preciso lembrar de estar muito magra da próxima vez que visitar a cidade. Como se come naquele lugar. Acho que não teve uma única refeição que eu tenha comido toda. Em outras palavras: joguei dinheiro fora com comida e ainda assim voltei gorda. Não é de Deus. Não que a comida seja ruim - porque é exatamente o contrário, é boa pacacetas -, mas é que vem sempre em quantidade pra alimentar cinco soldados da guerra.
Uruguaios são bonitos. Mas os cabelos deles.... Céus. Esquadrão da moda djá! Fiquei pensando se as tesouras não estão todas cegas e por isso os cabelos ficam cheios de ponta. Pena que não pensei em fotografar, pra ter prova agora, mas não tô falando daquelas pontas maneiras. Parecia MESMO que o corte ficou inacabado. Tipo, tô no salão e o celular toca com alguém dizendo que meu cachorro tá morrendo e eu simplesmente saio correndo, com avental preso no pescoço e tudo. Cortado tipo assim. Juro.
A cidade deles é imunda, cheia de caca de cachorro. Um nojo! E olha que o Rio nem é essa limpeza toda, mas lá era demais pro meu gosto. A companhia de limpeza urbana deles não passa com o caminhão recolhendo o lixo das casas, nem tem gente todo o tempo varrendo a cidade. O que tem são lixeirões gigantes em algumas ruas, onde as pessoas jogam o lixo residencia. Pense no odor que sai dali.. Nesse caso eu acho até que entendo as pessoas jogarem lixo no chão. Não é nada agradável sentir aquele bafo de carne estragada só pra se livrar de um papel de bala. Talvez fosse mais fácil se houvesse aquelas lixeirinhas de poste, tipo tem no Rio, pra pequenos volumes..
Acho que é isso..
Pra fechar esse post enorme, deixo uma imagem da beleza natural da cidade.
Beijos
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Punta del Este
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Fotos 2 - Porque eu amo fotografia!!!!
Colonia del Sacramento - antiga estação
A última pessoa que andou na linha, o trem pegou.
A última pessoa que andou na linha, o trem pegou.
Colonia del Sacramento - Forte
Colonia del Sacramento - Atelier
Colonia del Sacramento - Plazza
Colonia del Sacramento - Careta e a cruz de malta
Colonia del Sacramento - Intendencia
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22:30
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Fotos!!!!!
A cidade vista do alto do Palácio da Intendencia
A porta da Cidade Velha
Em frente ao Teatro Solis (o teatro mais antigo da cidade)
Detalhe que essa foto foi tirada as nove oito da noite.
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22:31
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Diário de Bordo II
Báh... Choveu. Aliás, está chovendo. O céu está NEGRO, mas ainda assim o dia fica claro. Cidade estranha essa.
E meu querido Celeron nao é rápido o bastante pra subir as fotos. E o pc do amigo nao reconhece o cartao de memória. Ou seja, a nao ser que a mandinga seja graaaaaaaaaaande e a propinao ao PC ainda maior, nada de fotos.
Mas hj a noite irei ao Theatro assistir um balé, entao tá ótimo.
Beijos que eu vou ali almocar.
E meu querido Celeron nao é rápido o bastante pra subir as fotos. E o pc do amigo nao reconhece o cartao de memória. Ou seja, a nao ser que a mandinga seja graaaaaaaaaaande e a propinao ao PC ainda maior, nada de fotos.
Mas hj a noite irei ao Theatro assistir um balé, entao tá ótimo.
Beijos que eu vou ali almocar.
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Diário de bordo I
Gente, essa cidade é linda!! O céu é de um azul tão azul que até dói nozóio. E o Sol, que brilha até quase dez da noite? E a Lua, que parece ter luz própria, de tanto que brilha?? E a comida, que te faz engordar quilos??????
As únicas coisas apavorantes são as ruas sujas (pq são piores que cariocas nesse sentido) e os cabelos dos meninos. Falei que eles deviam processar os cabelereiros pq, te dizer, esquecem de terminar o corte! Tudo cheio de ponta. Da próxima vez trago uma máquina de cabelo e ganho uma grana. hahahahah
Mas sério, hj fomos ao Centro, andar a esmo e tirar fotos. Visitei o túmulo do herói da cidade (e não me perguntem o nome do sujeito, pq não lembro), fui ao Palácio da Intendencia (a prefeitura daqui) - que tem vista pra cidade quase toda - e descobri que não tem morro nesse lugar.
Falando em morro, os uruguaios estão chocados com a tragédia da região serrana (os jornais daqui noticiam todos os dias). Dizem que se morresse essa quantidade de gente aqui, acabava com o país. Bom, eu também estou em choque, porque são cidades que frequento sempre, temos gente conhecida, é bem próximo de tudo o que conheço, e essa quantidade de mortos e desaparecidos, o tamanho da tragédia.. Enfim....
É isso. Por enquanto.
Amanhã, se não chover, vou a praia (ou quase isso, pq praia de oceano só em Punta) e quinta devo ir a Colônia. Punta só no final de semana.
Se o pc parar de frescura, posto fotos amanhã.
As únicas coisas apavorantes são as ruas sujas (pq são piores que cariocas nesse sentido) e os cabelos dos meninos. Falei que eles deviam processar os cabelereiros pq, te dizer, esquecem de terminar o corte! Tudo cheio de ponta. Da próxima vez trago uma máquina de cabelo e ganho uma grana. hahahahah
Mas sério, hj fomos ao Centro, andar a esmo e tirar fotos. Visitei o túmulo do herói da cidade (e não me perguntem o nome do sujeito, pq não lembro), fui ao Palácio da Intendencia (a prefeitura daqui) - que tem vista pra cidade quase toda - e descobri que não tem morro nesse lugar.
Falando em morro, os uruguaios estão chocados com a tragédia da região serrana (os jornais daqui noticiam todos os dias). Dizem que se morresse essa quantidade de gente aqui, acabava com o país. Bom, eu também estou em choque, porque são cidades que frequento sempre, temos gente conhecida, é bem próximo de tudo o que conheço, e essa quantidade de mortos e desaparecidos, o tamanho da tragédia.. Enfim....
É isso. Por enquanto.
Amanhã, se não chover, vou a praia (ou quase isso, pq praia de oceano só em Punta) e quinta devo ir a Colônia. Punta só no final de semana.
Se o pc parar de frescura, posto fotos amanhã.
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Hasta la vista
Daqui a três horas tô embarcando para Montevideu. A idéia é ficar duas semanas, de repente ir a Buenos Aires e a Punta del Leste. Me divertirei e, sempre que der, atualizarei o blog.
Beijos a todos.
Atualização as 21h: Tô no aeroporto em Porto Alegre, esperando a conexão pro Uruguai. O melhor eh que nao sei que horas sai esse voo, pq tá tudo muito atrasado. Fico tao feliz com essas coisas................
Beijos a todos.
Atualização as 21h: Tô no aeroporto em Porto Alegre, esperando a conexão pro Uruguai. O melhor eh que nao sei que horas sai esse voo, pq tá tudo muito atrasado. Fico tao feliz com essas coisas................
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quarta-feira, 17 de março de 2010
O lado negro do final de semana
Nem só de meninos fofos é feito este blog, e hoje eu quero descer a lenha em uns que não são fofos, e nas mulheres idiotas que perpetuam esse comportamento imbecil nesses sujeitos. Tô revoltada sim, tô cheia de rancor, ódio, raivinha e qualquer outro sentimento negativo que alguém conseguir listar. E a minha revolta só não é maior por falta de espaço!!
No final de semana eu viajei com uns amigos. A viagem teve momentos divertidíssimos, protagonizados pelas duas amigas e eu, e váaaaaaaaarios momentos irritantes-grau-máximo. Eram 4 mulheres e 2 homens, sendo que havia um protótipo de casal entre nós. Não deve ser difícil imaginar que os momentos estressantes foram protagonizados pelo pseudo-casal.
Antes de mais nada, é preciso contar que o casinho da garota já foi namorado dela, mas terminou dizendo que não sabia se amava ou se estava acostumado. Continuou cercando a garota -aquela típica atitude masculina de quem não quer perder a boquinha - mas um belo dia passou o rodo numa piriguete que se esfregava nele desde os tempos do namoro, mas que posava de amiga (cabe dizer que odeio o tipo).Dito isso, prossigamos no meu relato de fúria. O infeliz fala da tal piranha com a maiooooooorrrrrrrrr naturalidade. Fala dela como eu falo dos meus alunos. Assim, na frente da ex-atual-peguete-namorada, que nada faz. Ele ainda foi capaz de outras grosserias - que transformariam a narrativa num texto maior ainda do que já está - e de quase nenhuma gentileza com a garota. Engraçado que conheço o casal desde sempre e não me lembro dele ser tão ogro. Só sei que foi me dando uma baita raiva dele, e uma maior ainda dela, que se submete a essa situação ridícula. Além disso, é um folgado, mimado, filhinho de mamãe que é incapaz de ajudar a manter a casa arrumada numa viagem em grupo. Não lava um copo, não arruma um tapete e ainda espera que tudo seja do jeito dele.
ÓDIO! GANAS ASSASSINAS!! ÍMPETOS DEFENESTRADORES!!!
Não consigo entender como uma garota inteligente, bonita e simpática se submete a uma situação dessas. O que se passa na cabeça de alguém pra aturar isso?? Burrice? Carência? Falta de amor próprio?? Será que se eu desenhar, sacudir os ombros dela, fizer um mapa, sei lá.. será que resolve? Juro que não entendo. E é até difícil ver alguém que eu gosto tanto ser humilhada desse jeito. Sim, porque eu acho isso uma humilhação. Pra mim, é muito difícil aceitar isso. Por isso tomei uma decisão: nunca mais viajo com ela se ele for! Porque, acredite, ela está chateada comigo porque fiz cara feia pro incircuciso e porque o confrontei em alguns momentos. Cara, na boa, se ela quer aceitar isso, o problema é dela, eu sei. Mas a partir do momento que a atitude dele interfere no que eu fiz, faço ou quero fazer, ae eu ponho a boca no trombone sim!
A minha sorte é que tinha uma praia maravilhosa, com areia fofinha e água morninha a minha espera. Não fosse isso, o final de semana teria sido dos mais estressantes...
No final de semana eu viajei com uns amigos. A viagem teve momentos divertidíssimos, protagonizados pelas duas amigas e eu, e váaaaaaaaarios momentos irritantes-grau-máximo. Eram 4 mulheres e 2 homens, sendo que havia um protótipo de casal entre nós. Não deve ser difícil imaginar que os momentos estressantes foram protagonizados pelo pseudo-casal.
Antes de mais nada, é preciso contar que o casinho da garota já foi namorado dela, mas terminou dizendo que não sabia se amava ou se estava acostumado. Continuou cercando a garota -aquela típica atitude masculina de quem não quer perder a boquinha - mas um belo dia passou o rodo numa piriguete que se esfregava nele desde os tempos do namoro, mas que posava de amiga (cabe dizer que odeio o tipo).Dito isso, prossigamos no meu relato de fúria. O infeliz fala da tal piranha com a maiooooooorrrrrrrrr naturalidade. Fala dela como eu falo dos meus alunos. Assim, na frente da ex-atual-peguete-namorada, que nada faz. Ele ainda foi capaz de outras grosserias - que transformariam a narrativa num texto maior ainda do que já está - e de quase nenhuma gentileza com a garota. Engraçado que conheço o casal desde sempre e não me lembro dele ser tão ogro. Só sei que foi me dando uma baita raiva dele, e uma maior ainda dela, que se submete a essa situação ridícula. Além disso, é um folgado, mimado, filhinho de mamãe que é incapaz de ajudar a manter a casa arrumada numa viagem em grupo. Não lava um copo, não arruma um tapete e ainda espera que tudo seja do jeito dele.
ÓDIO! GANAS ASSASSINAS!! ÍMPETOS DEFENESTRADORES!!!
Não consigo entender como uma garota inteligente, bonita e simpática se submete a uma situação dessas. O que se passa na cabeça de alguém pra aturar isso?? Burrice? Carência? Falta de amor próprio?? Será que se eu desenhar, sacudir os ombros dela, fizer um mapa, sei lá.. será que resolve? Juro que não entendo. E é até difícil ver alguém que eu gosto tanto ser humilhada desse jeito. Sim, porque eu acho isso uma humilhação. Pra mim, é muito difícil aceitar isso. Por isso tomei uma decisão: nunca mais viajo com ela se ele for! Porque, acredite, ela está chateada comigo porque fiz cara feia pro incircuciso e porque o confrontei em alguns momentos. Cara, na boa, se ela quer aceitar isso, o problema é dela, eu sei. Mas a partir do momento que a atitude dele interfere no que eu fiz, faço ou quero fazer, ae eu ponho a boca no trombone sim!
A minha sorte é que tinha uma praia maravilhosa, com areia fofinha e água morninha a minha espera. Não fosse isso, o final de semana teria sido dos mais estressantes...
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Pra começar o ano
E o ano começou.
Nos pés, água do mar. No rosto, o vento. Nos ouvidos, Nessun Dorma. E no coração, a certeza de que Deus está comigo.
Nos pés, água do mar. No rosto, o vento. Nos ouvidos, Nessun Dorma. E no coração, a certeza de que Deus está comigo.
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Fui
Vou ali e volto semana que vem.
Beijos a quem é de beijo.
Abraços a quem é de abraço.
Beijos a quem é de beijo.
Abraços a quem é de abraço.
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sábado, 7 de novembro de 2009
Você tem o direito de permanecer em silêncio Parte III - O fim
- Eu o que???????? Tá maluco? Soco? Arranhão??
O policial desceu da viatura e me mediu inteira. Depois olhou pro cara e então me olhou novamente. Pelo protótipo de sorriso que ele tentou esconder, imagino até o que pensou. Deve ter sido algo como "tá de sacanagem que você apanhou dessa miniatura de gente". Mas ele precisava seguir o protocolo, certo?
- Identidade, por favor, senhora. Falou o policial.
- É sério isso? Estou sem minha bolsa (nem lembrava onde tinha deixado a pobre.. provavelmente, no carro, ou no hotel).
- A senhora está de carro?
- Não.
- Tem alguém de carro com a senhora? Pois vou ter que levá-la para a delegacia.
- Tá de onda, seu policial.
- Sabe o número do seu documento?
- Ela foi muito grossa!! Me arranhou, me deu um soco! Me mandou tomar no c*!!!!!! Disse o sujeito.
-EPAAA!!! Para tudo. Sou uma professora, meu caro. Não uso esses termos baixos. No máximo eu teria dito pra você ir dar meia hora de bunda! Mas nem isso eu falei.
- ??? (é.. a piada foi inteligente demais pra ele.)
- Olha, seu guarda, ela me arranhou. E me empurrou desse jeito. E me deu um soco. Disse ele.
(juro que foi assim! Me fez até lembrar da Xiquinha, do Chaves, quando conta que apanhou de alguém)
Mas nisso a raiva voltou de maneira tal que a vontade foi realmente arranhar, dar soco e mandar tomar no c*.
Bê já estava nerva, tentando me acalmar. Quanto mais ela tentava, mais irritada eu ficava. Quase que a raiva foi direcionada para ela, tadinha.
Eram quase 2h da manhã e os policiais queriam mais era ir embora. Mas o tal vereador queria prisão e processo. E, pra isso, trouxe testemunha falsa e tudo.
MAS, ele não contava com o meu anjo da guarda, que faz hora extra e ainda é o cara! Um dos produtores é/foi político influente na tal cidade. E chegou bem na hora em que o policial anotava meus dados. Sabe como é cidade pequena, né.. Todo mundo conhece todo mundo. Assim que viram o produtor, os "polícias" sorriram e mudaram de postura comigo. E sujeito ficou desbundado (hohohoh).
Um deles me chamou na chincha e soltou:
- Olha, a namorada de sujeito é uma barraqueira de mão cheia. Além disso ela é o macho da relação. Sabe como é... manda e desmanda nele. Então ele resolveu, agora, honrar as calças que veste e mostrar que não é bem assim como ela pensa. Ele só quer tumulto. Isso não vai dar em nada. Não se preocupe.
Te dizer que aí que a raiva aumentou de vez. Se eu tivesse um gato morto por perto, batia com o gato no sujeito até ele miar (o gato, não o sujeito!!). Então ele era ainda mais covarde do que gostaria de admitir. Criar caso com uma mulher, ao invés de encarar um macho do tamanho dele. Não mereço. Ou talvez eu tenha picado cebola na tábua dos dez mandamentos.... Vai saber.
Enfim, o produtor/político colocou panos quentes na situação; o vereadorzinho queria que eu me desculpasse - coisa que me recusei a fazer, aliás; minha cunhada se irritou comigo por causa disso e eu fiquei irritada a ponto de perder a fome.
Mas não foi dessa vez que fui parar na delegacia. Segundo minha cumadre, ainda. Porque, né, a pessoa aqui é muito sem noção do perigo.
O policial desceu da viatura e me mediu inteira. Depois olhou pro cara e então me olhou novamente. Pelo protótipo de sorriso que ele tentou esconder, imagino até o que pensou. Deve ter sido algo como "tá de sacanagem que você apanhou dessa miniatura de gente". Mas ele precisava seguir o protocolo, certo?
- Identidade, por favor, senhora. Falou o policial.
- É sério isso? Estou sem minha bolsa (nem lembrava onde tinha deixado a pobre.. provavelmente, no carro, ou no hotel).
- A senhora está de carro?
- Não.
- Tem alguém de carro com a senhora? Pois vou ter que levá-la para a delegacia.
- Tá de onda, seu policial.
- Sabe o número do seu documento?
- Ela foi muito grossa!! Me arranhou, me deu um soco! Me mandou tomar no c*!!!!!! Disse o sujeito.
-EPAAA!!! Para tudo. Sou uma professora, meu caro. Não uso esses termos baixos. No máximo eu teria dito pra você ir dar meia hora de bunda! Mas nem isso eu falei.
- ??? (é.. a piada foi inteligente demais pra ele.)
- Olha, seu guarda, ela me arranhou. E me empurrou desse jeito. E me deu um soco. Disse ele.
(juro que foi assim! Me fez até lembrar da Xiquinha, do Chaves, quando conta que apanhou de alguém)
Mas nisso a raiva voltou de maneira tal que a vontade foi realmente arranhar, dar soco e mandar tomar no c*.
Bê já estava nerva, tentando me acalmar. Quanto mais ela tentava, mais irritada eu ficava. Quase que a raiva foi direcionada para ela, tadinha.
Eram quase 2h da manhã e os policiais queriam mais era ir embora. Mas o tal vereador queria prisão e processo. E, pra isso, trouxe testemunha falsa e tudo.
MAS, ele não contava com o meu anjo da guarda, que faz hora extra e ainda é o cara! Um dos produtores é/foi político influente na tal cidade. E chegou bem na hora em que o policial anotava meus dados. Sabe como é cidade pequena, né.. Todo mundo conhece todo mundo. Assim que viram o produtor, os "polícias" sorriram e mudaram de postura comigo. E sujeito ficou desbundado (hohohoh).
Um deles me chamou na chincha e soltou:
- Olha, a namorada de sujeito é uma barraqueira de mão cheia. Além disso ela é o macho da relação. Sabe como é... manda e desmanda nele. Então ele resolveu, agora, honrar as calças que veste e mostrar que não é bem assim como ela pensa. Ele só quer tumulto. Isso não vai dar em nada. Não se preocupe.
Te dizer que aí que a raiva aumentou de vez. Se eu tivesse um gato morto por perto, batia com o gato no sujeito até ele miar (o gato, não o sujeito!!). Então ele era ainda mais covarde do que gostaria de admitir. Criar caso com uma mulher, ao invés de encarar um macho do tamanho dele. Não mereço. Ou talvez eu tenha picado cebola na tábua dos dez mandamentos.... Vai saber.
Enfim, o produtor/político colocou panos quentes na situação; o vereadorzinho queria que eu me desculpasse - coisa que me recusei a fazer, aliás; minha cunhada se irritou comigo por causa disso e eu fiquei irritada a ponto de perder a fome.
Mas não foi dessa vez que fui parar na delegacia. Segundo minha cumadre, ainda. Porque, né, a pessoa aqui é muito sem noção do perigo.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Você tem o direito de permanecer em silêncio Parte II
O cara continuou andando, enquanto puxava a namorada pela mão.
Não pensei duas vezes: espalmei a mão no peito do sujeito abusado e repeti a frase "O senhor NÃO PODE passar por aqui". Claro que a voz já estava alguns decibéis acima do que seria uma voz calma.
E assim foi travada a luta. Ele começou a gritar que não voltava; eu, que tinha perdido completamente a noção, puxava ele e apontava para o lugar de onde ele tinha vindo, enquanto gritava de volta que ele não ia MESMO passar por mim. Nisso, namorada e Bê entraram na briga. Bê pra me controlar, e namorada pra incentivar o sujeito. Mas, como eu digo, depois que eu viro no Saci, não há peneira que me ponha na garrafa.
Ficamos os dois discutindo quem falava mais alto, quem tinha mais razão. Ele me ameaçava, dizendo que eu não sabia com quem estava falando (típica argumentação de gente babaca), e eu disse que não tinha medo. E ficamos nessa até eu, aparentemente, ganhar a disputa. Ele saiu dizendo que ia chamar a polícia. Eu, que nunca tive medo dessas coisas, ainda fui malcriada e respondi um "Então chamaaaaaaaaaa", com muita raiva.
Nisso, claro, as pessoas passavam e olhavam toda aquela cena. Uns pararam e ficaram até o final de toda a fuzarca, mas ninguém tomou atitude nenhuma.
Eu e Bê, então, sentamos e continuamos esperando que alguém viesse nos resgatar daquele tumulto (lembre do $$ da bilheteria no bolso da jaqueta).
Dez minutos, vinte minutos, meia hora..... Nem sinal de produtores, nem sinal de equipe de segurança. Ódio, muito ódio no meu coração.
E de repente, luzes piscando e um som de sirene desligando.
"Foi ela ali, seu guarda, que me aranhou e me deu um soco".
Eu o que??????????
Continua amanhã.....
(Pessoas, não é por mal que eu tô dividindo não.. é que a história é longa e eu ando suuuuuper sem tempo pra escrever tudo. Cheguei do trampo e vim logo pra ca. E agora vou tomar banho pra comer alguma coisa e ver o jogo do Botafogo.. Percebe como a vida anda corrida pro meu lado??)
Não pensei duas vezes: espalmei a mão no peito do sujeito abusado e repeti a frase "O senhor NÃO PODE passar por aqui". Claro que a voz já estava alguns decibéis acima do que seria uma voz calma.
E assim foi travada a luta. Ele começou a gritar que não voltava; eu, que tinha perdido completamente a noção, puxava ele e apontava para o lugar de onde ele tinha vindo, enquanto gritava de volta que ele não ia MESMO passar por mim. Nisso, namorada e Bê entraram na briga. Bê pra me controlar, e namorada pra incentivar o sujeito. Mas, como eu digo, depois que eu viro no Saci, não há peneira que me ponha na garrafa.
Ficamos os dois discutindo quem falava mais alto, quem tinha mais razão. Ele me ameaçava, dizendo que eu não sabia com quem estava falando (típica argumentação de gente babaca), e eu disse que não tinha medo. E ficamos nessa até eu, aparentemente, ganhar a disputa. Ele saiu dizendo que ia chamar a polícia. Eu, que nunca tive medo dessas coisas, ainda fui malcriada e respondi um "Então chamaaaaaaaaaa", com muita raiva.
Nisso, claro, as pessoas passavam e olhavam toda aquela cena. Uns pararam e ficaram até o final de toda a fuzarca, mas ninguém tomou atitude nenhuma.
Eu e Bê, então, sentamos e continuamos esperando que alguém viesse nos resgatar daquele tumulto (lembre do $$ da bilheteria no bolso da jaqueta).
Dez minutos, vinte minutos, meia hora..... Nem sinal de produtores, nem sinal de equipe de segurança. Ódio, muito ódio no meu coração.
E de repente, luzes piscando e um som de sirene desligando.
"Foi ela ali, seu guarda, que me aranhou e me deu um soco".
Eu o que??????????
Continua amanhã.....
(Pessoas, não é por mal que eu tô dividindo não.. é que a história é longa e eu ando suuuuuper sem tempo pra escrever tudo. Cheguei do trampo e vim logo pra ca. E agora vou tomar banho pra comer alguma coisa e ver o jogo do Botafogo.. Percebe como a vida anda corrida pro meu lado??)
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
"Você tem o direito de permanecer em silêncio" Parte I - ou o dia em que eu seria presa
Gui se meteu a produzir shows. Mas como eram os primeiros shows, ainda, a equipe era quase toda de amadores. Eu, claro, estava na equipe. Minha função era receber os ingressos na entrada do show e, depois, supervisionar a bilheteria. Esta foi montada ao lado da entrada, com aquelas cabines de plástico e protegidas por grades de segurança. Teoricamente existiria uma equipe de segurança nos dando suporte.
Já na primeira função tive problemas. Algumas pessoas resolveram me dar carteirada. "Eu sou delegado de música", ele disse. Minha melhor cara de Barbie na caixa respondeu um "E eu com isso?" que irritou o homi. A ordem era clara: só entra quem tem ingresso. Pra entrar de graça, tem que ter ingresso de cortesia. Simples assim. E outras criaturas abusadas que, por verem uma menina de meio metro ali, tentaram tirar uma onda. Qua qua!
Então acabou o show e a grana da bilheteria estava no meu bolso. Meu e de Bê, que estava comigo nessa empreitada. O pessoal da segurança virou poeira cósmica e me deixou sem rádio pra falar com os produtores. Celular? Não dava sinal. De jeito nenhum eu deixaria ela ir sozinha chamar o produtor, ou ficar sozinha enquanto eu iria. Devíamos ficar juntas, com aquela dinheirama no bolso. Como os loucos tinham deixado alguns pertences nas cabines de bilheteria, também não era viável sair e largar tudo lá. O que fazer, então? Sentar e esperar a multidão passar, ou alguém da produção vir nos resgatar.
Eis que a multidão saía do show. E, como bons brasileiros que são, tentaram dar um jeitinho de sair mais rápido, pulando a grade de segurança que separava a multidão das cabines - e de mim. Lógico que meu jeito simpático de ser se manifestou de imediato e mandei que voltassem. Por incrível que pareça, eles voltaram. Mas, eis que do além, de onde não vem ninguém, surge quem?? Um político babaca qualquer que se achava o Trakinas mais recheado do pacote por ter sido eleito numa cidade do interior do Estado. E acha que isso é razão suficiente pra desrespeitar o que eu disse. Se eu deixasse ele passar, teria que deixar todos os outros também.
Mais que depressa levantei e fui barrar o moço.
Braço estendido, mão espalmada em sinal de "Pare" e a frase "O senhor não pode passar por aqui", dita com a melhor cara de pitbull que eu faço quando estou irritada, deviam ser suficientes. Mas ele olhou meu meio metro de baixura e achou que podia comigo.
Continua em dois dias...........
Já na primeira função tive problemas. Algumas pessoas resolveram me dar carteirada. "Eu sou delegado de música", ele disse. Minha melhor cara de Barbie na caixa respondeu um "E eu com isso?" que irritou o homi. A ordem era clara: só entra quem tem ingresso. Pra entrar de graça, tem que ter ingresso de cortesia. Simples assim. E outras criaturas abusadas que, por verem uma menina de meio metro ali, tentaram tirar uma onda. Qua qua!
Então acabou o show e a grana da bilheteria estava no meu bolso. Meu e de Bê, que estava comigo nessa empreitada. O pessoal da segurança virou poeira cósmica e me deixou sem rádio pra falar com os produtores. Celular? Não dava sinal. De jeito nenhum eu deixaria ela ir sozinha chamar o produtor, ou ficar sozinha enquanto eu iria. Devíamos ficar juntas, com aquela dinheirama no bolso. Como os loucos tinham deixado alguns pertences nas cabines de bilheteria, também não era viável sair e largar tudo lá. O que fazer, então? Sentar e esperar a multidão passar, ou alguém da produção vir nos resgatar.
Eis que a multidão saía do show. E, como bons brasileiros que são, tentaram dar um jeitinho de sair mais rápido, pulando a grade de segurança que separava a multidão das cabines - e de mim. Lógico que meu jeito simpático de ser se manifestou de imediato e mandei que voltassem. Por incrível que pareça, eles voltaram. Mas, eis que do além, de onde não vem ninguém, surge quem?? Um político babaca qualquer que se achava o Trakinas mais recheado do pacote por ter sido eleito numa cidade do interior do Estado. E acha que isso é razão suficiente pra desrespeitar o que eu disse. Se eu deixasse ele passar, teria que deixar todos os outros também.
Mais que depressa levantei e fui barrar o moço.
Braço estendido, mão espalmada em sinal de "Pare" e a frase "O senhor não pode passar por aqui", dita com a melhor cara de pitbull que eu faço quando estou irritada, deviam ser suficientes. Mas ele olhou meu meio metro de baixura e achou que podia comigo.
Continua em dois dias...........
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domingo, 2 de novembro de 2008
Depois de ficar 3 horas a mais que o necessário pra fazer o trajeto Juiz de Fora-Rio de Janeiro, só posso dizer que burrice deveria doer. E muito!!
Quando estiver menos cansada, conto detalhes da viagem, que quase acabou em delegacia.
Quando estiver menos cansada, conto detalhes da viagem, que quase acabou em delegacia.
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
A saga de quatro cariocas em São Paulo - A noite mais longa da minha vida
Pouco antes de anoitecer, resolvemos jantar num lugarzinho fofo, ao lado do camping.
"Especialidade da casa: traíra sem espinha"
UHU!!!!! Tô doida pra comer peixe.. vou me acabar!
Entramos no recinto e fomos recebidos por um rottweiler alucinado, correndo em nossa direção. Pensei como o Marlin (o pai do Nemo), fechei os olhos e repeti "morri, morri, vou morrer, virei comida". Mas o dono do cão gritou antes e ele parou. Ficou só nos cheirando.
Sentamos (com o coração na mão) e pedimos.
Comida feita em fogão a lenha... um cheiro ótimo e um sabor melhor ainda. Aliás, importante dizer: a única coisa positiva da viagem foram os restaurantes que nós comemos.... só comida da boa!
Mas então.. mal começamos a comer e o temporal caiu. Temporal MESMO. E antes que meu cunhado pudesse terminar a frase "não pode ficar pior", a luz acabou.
Esperamos a chuva passar e corremos pro camping. Chuva, lama, sapos, gritos cheios de raiva, riso nervoso e uma cobra no meio do caminho.
Ai ai.... o que mais falta acontecer?
Definitivamente, eu não devia ter perguntado isso....
Quando, enfim, chegamos na barraca, o vento tinha levantado o toldo e a barraca estava inundada. Além de ter ficado mais capenga.
Molhou colchonete, mala, lençol... Ainda bem que o edredon e o casaco ficaram secos.
E lá fomos nós tentar dormir.
O detalhe é que eu sou asmática. E aquela barraca gelada, caindo e pingando em mim foi me dando uma sensação de falta de ar horrível. Tive que dormir no chão, toda encolhida, numa posição só, a noite toda. Dormia, acordava, olhava o relógio e só tinha passado uma hora. Dormia, acordava e só mais uma hora.... Confesso que quase chorei. E nada daquela noite de terror acabar. Até com a diretora eu sonhei!!
Pesadelo dos pesadelos..........
Mas enfim o sol raiou e aquela noite de filme de terror teve fim.
Só a noite... porque a nossa saga ainda ia continuar.
"Especialidade da casa: traíra sem espinha"
UHU!!!!! Tô doida pra comer peixe.. vou me acabar!
Entramos no recinto e fomos recebidos por um rottweiler alucinado, correndo em nossa direção. Pensei como o Marlin (o pai do Nemo), fechei os olhos e repeti "morri, morri, vou morrer, virei comida". Mas o dono do cão gritou antes e ele parou. Ficou só nos cheirando.
Sentamos (com o coração na mão) e pedimos.
Comida feita em fogão a lenha... um cheiro ótimo e um sabor melhor ainda. Aliás, importante dizer: a única coisa positiva da viagem foram os restaurantes que nós comemos.... só comida da boa!
Mas então.. mal começamos a comer e o temporal caiu. Temporal MESMO. E antes que meu cunhado pudesse terminar a frase "não pode ficar pior", a luz acabou.
Esperamos a chuva passar e corremos pro camping. Chuva, lama, sapos, gritos cheios de raiva, riso nervoso e uma cobra no meio do caminho.
Ai ai.... o que mais falta acontecer?
Definitivamente, eu não devia ter perguntado isso....
Quando, enfim, chegamos na barraca, o vento tinha levantado o toldo e a barraca estava inundada. Além de ter ficado mais capenga.
Molhou colchonete, mala, lençol... Ainda bem que o edredon e o casaco ficaram secos.
E lá fomos nós tentar dormir.
O detalhe é que eu sou asmática. E aquela barraca gelada, caindo e pingando em mim foi me dando uma sensação de falta de ar horrível. Tive que dormir no chão, toda encolhida, numa posição só, a noite toda. Dormia, acordava, olhava o relógio e só tinha passado uma hora. Dormia, acordava e só mais uma hora.... Confesso que quase chorei. E nada daquela noite de terror acabar. Até com a diretora eu sonhei!!
Pesadelo dos pesadelos..........
Mas enfim o sol raiou e aquela noite de filme de terror teve fim.
Só a noite... porque a nossa saga ainda ia continuar.
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A saga de quatro cariocas em São Paulo - A Barraca
Depois de escolhido o melhor lugar pra ficarem as duas barracas perto, vamos arrumar tudo.
E qual não é nossa surpresa ao notarmos que a barraca da amiga Vivi estava trocada!? Ela havia emprestado pra uma criatura desprovida de neurônio e o ser, na hora de guardar, trocou as varetas de uma barraca de 3 lugares com as de uma pra 2 lugares. Ou seja: nossa barraca virou barraco, porque ficou capenga. E eu fiquei p**a da vida.
Mas, como eu sempre digo, se não é a morte, então tem solução. Arrumamos daqui, arrumamos dali e pronto. Ficou em pé (com boa vontade a gente consegue armar a barraca, né?! :p)
Estendemos o toldo sobre as barracas (sei lá... vai que chove.) e fomos curtir o restante do dia.
Ah, você deve estar se perguntando: e o carro?
O carro estava com o mecânico, que ligou avisando que a peça do rolamento da correia que carrega a bateria tinha quebrado e que ele não tinha outra pra colocar no lugar. Teria que esperar até segunda, quando TALVEZ o comércio abra, pra procurar. Uhm..... tá bom....
E qual não é nossa surpresa ao notarmos que a barraca da amiga Vivi estava trocada!? Ela havia emprestado pra uma criatura desprovida de neurônio e o ser, na hora de guardar, trocou as varetas de uma barraca de 3 lugares com as de uma pra 2 lugares. Ou seja: nossa barraca virou barraco, porque ficou capenga. E eu fiquei p**a da vida.
Mas, como eu sempre digo, se não é a morte, então tem solução. Arrumamos daqui, arrumamos dali e pronto. Ficou em pé (com boa vontade a gente consegue armar a barraca, né?! :p)
Estendemos o toldo sobre as barracas (sei lá... vai que chove.) e fomos curtir o restante do dia.
Ah, você deve estar se perguntando: e o carro?
O carro estava com o mecânico, que ligou avisando que a peça do rolamento da correia que carrega a bateria tinha quebrado e que ele não tinha outra pra colocar no lugar. Teria que esperar até segunda, quando TALVEZ o comércio abra, pra procurar. Uhm..... tá bom....
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
A saga de quatro cariocas em São Paulo - Chegando ao camping
Quase cinco horas depois, chegamos ao camping - que é um lugar no meio de um vale, longe de tudo, perto de nada, um pouco antes de onde o vento faz a curva e onde Judas perdeu a cueca. Quase um lugar mal assombrado.
E foi só entrar no lugar para o carro quebrar.
- Vê ae o que aconteceu.
- Xiiiii.... o pneu rasgou.
- M***a [esse blog é de uma professora, então a gente evita ensinar baixaria :D]
- Ah, não é o pneu não.. parece uma correia.
Nisso vem um paulista, que já estava no camping, tentar ajudar.
(aquele sotaque carregado típico de paulista do interior)
- O carro quebrou?
- (não. eu parei aqui no meio do caminho porque me acho o rei-da-cocada-preta e quero o espaço só pra mim) É... parece que sim.
- O que aconteceu?
- (olha, minha bola de cristal caiu no chão e quebrou, então fica difícil descobrir sem ao menos sair do carro) Boa pergunta.... preciso ver.
Aparece, então, a figura italiana do dono do camping. Um sujeito muito simpático, com muita boa vontade, mas com aquele jeito tão sutil quanto de um elefante laranja voando.
- Vamos ligar pro mecânico. Ele vai saber o que fazer.
Enfim uma frase cheia de eficiência.
E foi o que fizemos.
Como ficaríamos sem o carro aquele dia, tiramos TUDO de lá de dentro... malas, cds, comidas...
É hora de armar a barraca. (calma, calma... a barraca de camping..)
E foi só entrar no lugar para o carro quebrar.
- Vê ae o que aconteceu.
- Xiiiii.... o pneu rasgou.
- M***a [esse blog é de uma professora, então a gente evita ensinar baixaria :D]
- Ah, não é o pneu não.. parece uma correia.
Nisso vem um paulista, que já estava no camping, tentar ajudar.
(aquele sotaque carregado típico de paulista do interior)
- O carro quebrou?
- (não. eu parei aqui no meio do caminho porque me acho o rei-da-cocada-preta e quero o espaço só pra mim) É... parece que sim.
- O que aconteceu?
- (olha, minha bola de cristal caiu no chão e quebrou, então fica difícil descobrir sem ao menos sair do carro) Boa pergunta.... preciso ver.
Aparece, então, a figura italiana do dono do camping. Um sujeito muito simpático, com muita boa vontade, mas com aquele jeito tão sutil quanto de um elefante laranja voando.
- Vamos ligar pro mecânico. Ele vai saber o que fazer.
Enfim uma frase cheia de eficiência.
E foi o que fizemos.
Como ficaríamos sem o carro aquele dia, tiramos TUDO de lá de dentro... malas, cds, comidas...
É hora de armar a barraca. (calma, calma... a barraca de camping..)
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