quinta-feira, 7 de julho de 2011

Descendo o morro com a lata na cabeça

Este post contém palavrões. Não recomendado para pessoas muito tímidas, pudicas ou com sangue de barata.

Olha, é impressionante a quantidade de asneira e afronta que sou obrigada a ouvir por ser uma mulher baixinha. Sim porque, a primeira vista eu pareço uma menina indefesa e frágil. Mas tente se meter comigo pra ver que não é bem assim.
Um passageiro idiota achou de fazer isso ontem, quando eu reclamava com o motorista da linha Gávea-Charitas, querendo esclarecimento de onde, afinal, é o ponto do ônibus, porque é comum que eu seja deixada na pista por não estar exatamente no lugar onde eles querem. O detalhe é que no Cais do Porto não tem placa indicando o ponto. A gente vai por indução. E é comum passarem e não pararem, e eu acabo por chegar atrasada no trabalho, mesmo saindo mega cedo de casa, porque os outros não fazem seu trabalho como devem.
Então que o babacão, diante da minha reclamação, falou pro motorista me deixar no ponto, na próxima vez. Eu que já estava puta por saber que me atrasaria, e que não seria por minha culpa, fiquei mais irritada com o comentário do infeliz e respondi que não estava indo pra zona, onde a mãe dele deve trabalhar. Sim, queridos leitores, eu viro uma barraqueira quando tô irritada. Sou phina, sou educada e gentil, mas não ouse ferir meus direitos de cliente e se julgar certo que corre o risco de se deparar com uma mulher louca.
Enfim, o sujeito se ofendeu com minha resposta e começou a gritar que eu era abusada de falar com ele nesses termos, que não sei quem ele é, que ele me vira a mão na cara e eu o chamei pra briga. "Tá gritando porque é com uma mulher? Então parte pra dentro que você vai ver a mulherzinha". Ele não acreditou na minha impertinência e continuou com os insultos, que "como é que uma mulher fala assim??". Bom, claro que eu falo assim. Não me intimido só porque o "oponente" é homem. Pra mim, não tem dessa. Me faltou com respeito, vai ouvir. E pode ser homem, mulher, velho (a), clérigo, chefe...
Mas ele tinha que fechar com chave de ouro a série de insultos e soltar a pérola que mais me deixa irritada: dizer que a irritação é resultado da "falta de dar".  Foi nessa hora que eu perdi completamente a classe, levantei a voz mesmo e respondi:
- Ah, mas claro!!! Porque toda falta de respeito que eu sofro se resolve com uma boa p***cada. Então faz o seguinte, já que eu te faltei com o respeito, vai dar a bunda pra ver se o senhor fica calmo também.

Tá, eu sei que foi baixo. Mas eu fico realmente louca com esse "argumento" de que a mulher tá nervosa porque não dá. Não existe mais nada na nossa vida que nos tire do sério? Tipo uma chefe arbitrária que tenta te prejudicar de todo jeito? Ou mãe de aluno exaltada que grita com você na porta da escola e diretor que defende a mãe ao invés do professor? Ou quatro finais de semana seguidos de prova? Ou gente que compra com você e não paga, te obrigando a ficar sem dinheiro extra pra cobrir gastos alheios? Ou a diretora mudar arbitrariamente o que foi pré combinado e prejudicar seus planos iniciais para as férias? Não, né? Nada disso teria o poder de me tirar do sério se eu estivesse dando. Se fosse assim tão fácil, as mulheres casadas estariam sempre calmas. E os médicos não precisariam receitar calmantes. Era só dizer: Minha filha, dá pro primeiro que aparecer que você vai ficar calminha. Sexo é mais eficiente que Valium.

Será que é?

6 pitacos:

Bia Bomfim disse...

A-M-E-I as suas respostas!

Ruiva disse...

Gostou, né?? rsrsrs

Ely Barbosa disse...

Olá ,

Achei seu blog clicando no link próximo blog .
Gostei do que encontrei e li.
Agradeço-te a leitura .
Caso queira ler casos do dia a dia me visite em casosehistorias.blogspot.com.
Felicidades

Monica Loureiro disse...

To gostando do seu Blog,viu?

Bauru disse...

[rindo que nem bobo do seu texto]

[respirando]

Ruiva, entendo o qeu você falou. Já ouvi também o "sua mulher dormiu de calça jeans"?
Engraçado como as pessoas associam diretamente a sexo qualquer ação nossa. Se estamos felizes é porque estamos satisfeitos sexualmente. Se estamos mal humorados... bem você já falou em seu texto.

Suas últimas linhas mostram uma realidade minha também. Nem tecerei comentários sobre elas. Faço minhas suas palavras e desejo um restante de semana de paz pra você. É final de férias, mas, pelo que li, nem por isso você está de férias.

Nina disse...

ahh mas isso sempre dá MUITA raiva mesmo, viu Ruiva?! Nao tem como se calar pra uma estupidez dessa...

 

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