segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Pagando a língua acerca da maternidade

Calma, calma!!! Não vim aqui dizer que vou ser mãe. NÃO VOU SER MÃE!!!!
Esclarecido este ponto, vamos ao que interessa.

É que muitos - ou é melhor dizer quase todos - dos meus amigos estão vivendo a incrível experiência de gerar um filho. E, por conta disso, me vejo mergulhada num mundo bizarro.

Ah, porque, vamos combinar, grávidas são seres de outro planeta. Vivem dizendo que a maternidade muda sua vida, que issso, que aquilo, blá, blá, blá, wiskas sachê... E eu sei que muda: você nunca mais vai dormir - sem recorrer a remédios - uma noite inteira por, no mínimo, dez anos; seu corpo vai mudar completamente; não sobrará tempo, ou grana, pra quase nada que seja de seu exclusivo interesse.
Mas as estranhas grávidas dizem que é uma coisa sobrenatural. Se não me engano, dizem até que tem algo a ver com a complexidade dos movimentos do rabo da lagartixa. E eu, a cética do grupo, a racional, a "Coração Gelado", acho tudo isso bobeira.
É que, desculpe gente, quem estuda História tende a achar isso mesmo, já que tudo é cultura e/ou reação química. O que acontece com a "mãe" é, em grande parte, resultado de hormônios demais e cultura demais.

Não bastasse isso, na prova de Psicologia de ontem tinha uma pergunta do tipo "o que você entende da frase 'crianças que precisam de uma mãe, mãe disposta a se entregar resultam em maternidade feliz'". Minha resposta? "Não entendo maternidade feliz".

E por que cargas d'água eu escrevi sobre isso agora? Porque, como falei, minhas (meus) amigas (os) quase todas (os) estão grávidas (os), ou acabaram de parir. E dizem a todo momento que a procriação muda tudo. E eu tenho certeza absoluta que, apesar de toda minha descrença no instinto materno, serei também eu uma vítima feliz desse assombroso sentimento. Como eu digo, mundo bizarro.

6 pitacos:

Elaine disse...

Ruiva,que susto, vim correndo rsrsrs
Você precisa conhecer minha irmã. Está grávida pela 3ª vez, sempre detestou parir, engravidou sem querer tomando anticoncepcional, diz que ser mãe é padecer sim e não tem nada de pa´raíso nisso. Diz que filho dá trabalho, choro irrita e que se pudesse voltar no tempo faria laqueadura antes do primeiro bebê.
Mas ela diz isso prá mim pois as pessoas não querem a verdade. Querem uma mulher feliz com o maravilhoso dom da maternidade.
Sei não viu, mas se fosse tão maravilhoso assim os homens é que paririam...
Mas ninguém quer ouvir a verdade...
Beijos.

Nanda Albuquerque disse...

Ruiva, não se surpreenda se você ficar grávida e NÃO ficar cheia desses sentimentos maternais: eu não fiquei... só fui realmente viver a experiência plena da maternidade com Minicoleguinha há um tempo atrás. Esse negócio de instinto maternal nem sempre acontence para todas e não é fora do normal, então não precisa encanar, viu?
bêê tóó

fátima disse...

eu não acho que seja instinto, não. qdo minha filha mais velha era recém nascida, uma noite ela chorou tanto, e sem motivo aparente, que só não a coloquei na escada do prédio pq o bom senso e o marido não permitiram. acho que o sentimento vai tomando forma à medida em que o bebê vai crescendo - embora já exista quando ele ainda está na barriga. deu pra entender ou fui muito confusa?

Cecy disse...

Ruiva,
No momento estou numa fase em que me considero muito egocêntrica para ser mãe. Não me vejo cuidando de outro serzinho..
Talvez isso passe, talvez não.
Atualmente prefiro cachorros.

Surfista disse...

Curioso! Tive uma impressão parecida recentemente. As pessoas estão parindo muito. Será as consequências do carnaval ou do reveillon?

Jullyane disse...

Nem todo mundo nasce com instinto materno mesmo, acho super normal quem não tem não querer ter filho. Bem melhor do que ter e ficar infeliz a vida toda. Conheço pessoas que se arrependem de ter tido filho, mas a culpa de tê-los não é da criança.

Beijos

 

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