Que eu AMO ler não é mais segredo. Mas ae as meninas do Alquimia dos Romances fizeram uma proposta interessante: 51 livros em um ano. Em outras palavras: pelo menos um livro por semana.
Tudo bem que eu já tô atrasada na meta porque viajei e não dava pra levar 3 livros na mala devido o excesso de bagagem já notável, mas como alguns livros são ótimos e eu devoro em dois dias, acho que dá pra recuperar o tempo perdido. Não garanto que vou conseguir, mas quero muito tentar!!
Vocês vão ver coleções inteiras na lista, e isso se deve a minha ansiedade monstra em saber como termina determinadas histórias. Ainda não sei quais serão os 51 livros, então vou atualizando aqui a medida que descobrir livros que me interessem. E aceito sugestão dos queridos 6 leitores deste blog, ok?
Então vamos a lista:
1. Querido John - Nicolas Sparks
2. Guerra dos Tronos - George R. R. Martin
3. A Fúria de Reis - George R. R. Martin
4. A Tormenta de Espadas - George R. R. Martin
5. Quanto cai o Raio - Meg Cabot
6. Liberte meu Coração - Meg Cabot
7. Dom Casmurro e os discos voadores - Lucio Manfredi, Machado de Assis
8. O Símbolo perdido - Dan Brown
9. A Batalha do Apocalipse - Eduardo Spohr
10. Herdeiros de Atlantida - Eduardo Spohr
11. A irmã de Ana Bolena - Philippa Gregory
12. O amante da virgem - Philippa Gregory
13. O bobo da rainha - Philippa Gregory
14. A princesa leal - Philippa Gregory
15. A herança de Ana Bolena - Philippa Gregory
16. O trono de fogo - Rick Riordan
17. A profecia da Babilônia - Tim Lahaye
18. O segredo do Ararat - Tim Lahaye
19. O negociador - John Grisham
20. O Juri - John Grisham
21. O cliente - John Grisham
22. Entrevista com vampiro - Anne Rice
23. Diários do vampiro: Almas sombrias - L. J. Smith
24. Sangue quente - Isaac Marion
25. Luneta âmbar - Phillip Pullman
26. Coração de tinta - Cornelia Funke
27. Sangue de tinta - Cornelia Funke
28. Manual prático de Nárnia - Colin Duriez
29. A sombra do vento - Carlos Ruiz Zafon
30. O festim dos corvos - George R. R. Martin
31. Dragões do Éter: Caçadores de bruxas - Raphael Dracon
32. Dragões do Éter: Corações de neve - Raphael Dracon
33. Dragões do Éter: Círculos de chuva - Raphael Dracon
34. Desaparecidos para sempre - Harlan Coben
35. Amante Sombrio - J. R. Ward
36. Amante eterno - J. R. Ward
37. Amante desperto - J. R. Ward
38. Amante revelado - J. R. Ward
39. Amante liberto - J. R. Ward
40. Amante consagrado - J. R. Ward
41. Amante vingado - J. R. Ward
42. Amante meu - J. R. Ward
43. O inocente - John Grisham
44. A visita cruel do tempo - Jennifer Egan
45. A sombra da lua - John Sandford
46. Um homem de sorte - Nicholas Sparks
47. Um amor pra recordar - Nicholas Sparks
48. A casa dos budas ditosos - João Ubaldo Ribeiro
49. Strange Angels 2 - Lili Crow
50. Macbeth - Shakspeare
51. O livro do desassossego - Fernando Pessoa
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E desejo aos meus queridos leitores uma ótima semana.
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domingo, 5 de fevereiro de 2012
Meta de leitura 2012: 51 livros
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Ruiva
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
O dia em que chorei contando histórias
Guilherme Augusto Araújo Fernandes
Guarde este nome que já vou chegar nele.
Um dia, fui ler uma história para a turma e escolhi um livro qualquer. Julguei pela capa, é verdade (crianças, não façam isso, ok?). Eles pediram tanto para contar uma história que fui na biblioteca, peguei um livro aleatório e voltei pra sala.
O livro era tão bonitinho. Os desenhos não eram lá tão elaborados, mas eram fofinhos.
Então, lá fui eu. Sentamos, cantamos a musiquinha do silêncio e a professora começou a contar a história do Guilherme Augusto Araújo Fernandes.
"Era uma vez um menino chamado Guilherme Augusto Araújo Fernandes e ele nem era tão velho assim.
Sua casa era ao lado de um asilo de velhos e ele conhecia todo mundo que vivia lá.
Ele gostava da Sra. Silvano que tocava piano.
Ele ouvia as histórias arrepiantes que lhe contava o Sr. Cervantes.
Ele brincava com o Sr. Valdemar que adorava remar.
Ajudava a Sra. Mandala que andava com uma bengala.
E admirava o Sr. Possante que tinha voz de gigante.
Mas a pessoa que ele mais gostava era a Sra. Antônia Maria Diniz Cordeiro, porque ela também tinha quatro nomes, como ele."
Pô, bonitinho, né. As crianças estão se amarrando. Legal! Vambora continuar.
" Ele a chamava de Dona Antônia e contava-lhe todos os seus segredos.
Um dia, Guilherme Augusto escutou sua mãe e seu pai conversando sobre Dona Antônia.
- Coitada da velhinha - disse sua mãe.
- Por que ela é coitada? - perguntou Guilherme Augusto.
- Porque ela perdeu a memória - respondeu seu pai.
- Também, não é para menos - disse sua mãe. - Afinal, ela já tem noventa e seis anos.
- O que é memória? - perguntou Guilherme Augusto.
Ele vivia fazendo perguntas.
- É algo de que você se lembre - respondeu o pai."
Bah... logo uma história sobre velhinhos com Alzheimer, logo quando estou vendo minha vóvs triste por estar perdendo a memória dela.. Mas vambora. As crianças ficarem quietas com uma história é realmente um milagre, então deixa eu terminar.
"Mas Guilherme Augusto queria saber mais; então, ele procurou a Sra. Silvano que tocava piano.
- O que é memória? - perguntou.
- Algo quente, meu filho, algo quente.
Ele procurou o Sr. Cervantes que lhe contava histórias arrepiantes.
- O que é memória? - perguntou.
- Algo bem antigo, meu caro, algo bem antigo.
Ele procurou o Sr. Valdemar que adorava remar.
- O que é memória? - perguntou.
- Algo que o faz chorar, meu menino, algo que o faz chorar.
Ele procurou a Sra. Mandala que andava com uma bengala.
- O que é memória? - perguntou.
- Algo que o faz rir, meu querido, algo que o faz rir.
Ele procurou o Sr. Possante que tinha voz de gigante.
- O que é memória? - perguntou.
- Algo que vale ouro, meu jovem, algo que vale ouro."
E foi então que a professora maluquinha aqui começou a sentir algo estranho... Tipo uma emoção mais forte, sabe?
"Então Guilherme Augusto voltou para casa, para procurar memórias para Dona Antônia, já que ela havia perdido as suas.
Ele procurou uma antiga caixa de sapatos cheia de conchas, guardadas há muito tempo, e colocou-as com cuidado numa cesta.
Ele achou a marionete, que sempre fizera todo mundo rir, e colocou-a na cesta também.
Ele lembrou-se, com tristeza, da medalha que seu avô lhe tinha dado e colocou-a delicadamente ao lado das conchas.
Depois achou sua bola de futebol, que para ele valia ouro; por fim, entrou no galinheiro e pegou um ovo fresquinho, ainda quente, debaixo da galinha."
E já tinham lágrimas nos meus olhos, mas ainda davam pra disfarçar. As crianças já me olhavam meio de lado, como que pensando que a professora era perturbada, mas eles não tinham muita certeza disso.
"Aí, Guilherme Augusto foi visitar Dona Antônia e deu a ela, uma por uma, cada coisa de sua cesta.
Que criança adorável que me traz essas coisas maravilhosas", pensou Dona Antônia.
E então ela começou a se lembrar.
Ela segurou o ovo ainda quente e contou a Guilherme Augusto sobre um ovinho azul, todo pintado, que havia encontrado uma vez, dentro de um ninho, no jardim da casa de sua tia.
Ela encostou uma das conchas em seu ouvido e lembrou da vez que tinha ido à praia de bonde, há muito tempo, e como sentira calor com suas botas de amarrar.
Ela pegou a medalha e lembrou, com tristeza, de seu irmão mais velho, que havia ido para guerra e que nunca voltou.
Ela sorriu para a marionete e lembrou da vez em que mostrara uma para sua irmãzinha, que rira às gargalhadas, com a boca cheia de mingau.
Ela jogou a bola de futebol para Guilherme Augusto e lembrou do dia em que se conheceram e de todos os segredos que haviam compartilhado.
E os dois sorriram e sorriram, pois toda a memória perdida de Dona Antônia tinha sido encontrada, por um menino que nem era tão velho assim."
E não deu mais pra me conter. Eu chorei. Claro que não sentei no chão e banquei o bezerro desmamado. Mas as lágrimas furtivas acharam de sair com mais volume, e tive que parar num momento ou outro pra secar os olhos, porque estava difícil enxergar. E as crianças me olhando com uma cara estranha, preocupadas porque a tia tava chorando.
Ah, gente, é que eu finjo que não, mas sou emotiva pra caramba. Nem vou dar crédito para a TPM dessa vez. Mas é que velhinhos e crianças mexem comigo de uma forma que vcs não imaginam. Além disso, minha vóvs fofa-linda-querida-amada-salve-salve tá sofrendo disso, meu pai já tem sintomas, então sei como é ver alguém que você ama deixar de ser ela. E ler uma coisa tão fofa, tão delicada assim sobre isso me deixou mole.
É, eu chorei na frente dos meus alunos e estou contando isso publicamente.
Aproveitem, porque, vocês sabem, não é sempre que mostro meu lado frágil por aqui.
Fonte:
FOX, Mem. Guilherme Augusto Araújo Fernandes. São Paulo: Brinque-Book, 1984
Guarde este nome que já vou chegar nele.
Um dia, fui ler uma história para a turma e escolhi um livro qualquer. Julguei pela capa, é verdade (crianças, não façam isso, ok?). Eles pediram tanto para contar uma história que fui na biblioteca, peguei um livro aleatório e voltei pra sala.
O livro era tão bonitinho. Os desenhos não eram lá tão elaborados, mas eram fofinhos.
Então, lá fui eu. Sentamos, cantamos a musiquinha do silêncio e a professora começou a contar a história do Guilherme Augusto Araújo Fernandes.
"Era uma vez um menino chamado Guilherme Augusto Araújo Fernandes e ele nem era tão velho assim.
Sua casa era ao lado de um asilo de velhos e ele conhecia todo mundo que vivia lá.
Ele gostava da Sra. Silvano que tocava piano.
Ele ouvia as histórias arrepiantes que lhe contava o Sr. Cervantes.
Ele brincava com o Sr. Valdemar que adorava remar.
Ajudava a Sra. Mandala que andava com uma bengala.
E admirava o Sr. Possante que tinha voz de gigante.
Mas a pessoa que ele mais gostava era a Sra. Antônia Maria Diniz Cordeiro, porque ela também tinha quatro nomes, como ele."
Pô, bonitinho, né. As crianças estão se amarrando. Legal! Vambora continuar.
" Ele a chamava de Dona Antônia e contava-lhe todos os seus segredos.
Um dia, Guilherme Augusto escutou sua mãe e seu pai conversando sobre Dona Antônia.
- Coitada da velhinha - disse sua mãe.
- Por que ela é coitada? - perguntou Guilherme Augusto.
- Porque ela perdeu a memória - respondeu seu pai.
- Também, não é para menos - disse sua mãe. - Afinal, ela já tem noventa e seis anos.
- O que é memória? - perguntou Guilherme Augusto.
Ele vivia fazendo perguntas.
- É algo de que você se lembre - respondeu o pai."
Bah... logo uma história sobre velhinhos com Alzheimer, logo quando estou vendo minha vóvs triste por estar perdendo a memória dela.. Mas vambora. As crianças ficarem quietas com uma história é realmente um milagre, então deixa eu terminar.
"Mas Guilherme Augusto queria saber mais; então, ele procurou a Sra. Silvano que tocava piano.
- O que é memória? - perguntou.
- Algo quente, meu filho, algo quente.
Ele procurou o Sr. Cervantes que lhe contava histórias arrepiantes.
- O que é memória? - perguntou.
- Algo bem antigo, meu caro, algo bem antigo.
Ele procurou o Sr. Valdemar que adorava remar.
- O que é memória? - perguntou.
- Algo que o faz chorar, meu menino, algo que o faz chorar.
Ele procurou a Sra. Mandala que andava com uma bengala.
- O que é memória? - perguntou.
- Algo que o faz rir, meu querido, algo que o faz rir.
Ele procurou o Sr. Possante que tinha voz de gigante.
- O que é memória? - perguntou.
- Algo que vale ouro, meu jovem, algo que vale ouro."
E foi então que a professora maluquinha aqui começou a sentir algo estranho... Tipo uma emoção mais forte, sabe?
"Então Guilherme Augusto voltou para casa, para procurar memórias para Dona Antônia, já que ela havia perdido as suas.
Ele procurou uma antiga caixa de sapatos cheia de conchas, guardadas há muito tempo, e colocou-as com cuidado numa cesta.
Ele achou a marionete, que sempre fizera todo mundo rir, e colocou-a na cesta também.
Ele lembrou-se, com tristeza, da medalha que seu avô lhe tinha dado e colocou-a delicadamente ao lado das conchas.
Depois achou sua bola de futebol, que para ele valia ouro; por fim, entrou no galinheiro e pegou um ovo fresquinho, ainda quente, debaixo da galinha."
E já tinham lágrimas nos meus olhos, mas ainda davam pra disfarçar. As crianças já me olhavam meio de lado, como que pensando que a professora era perturbada, mas eles não tinham muita certeza disso.
"Aí, Guilherme Augusto foi visitar Dona Antônia e deu a ela, uma por uma, cada coisa de sua cesta.
Que criança adorável que me traz essas coisas maravilhosas", pensou Dona Antônia.
E então ela começou a se lembrar.
Ela segurou o ovo ainda quente e contou a Guilherme Augusto sobre um ovinho azul, todo pintado, que havia encontrado uma vez, dentro de um ninho, no jardim da casa de sua tia.
Ela encostou uma das conchas em seu ouvido e lembrou da vez que tinha ido à praia de bonde, há muito tempo, e como sentira calor com suas botas de amarrar.
Ela pegou a medalha e lembrou, com tristeza, de seu irmão mais velho, que havia ido para guerra e que nunca voltou.
Ela sorriu para a marionete e lembrou da vez em que mostrara uma para sua irmãzinha, que rira às gargalhadas, com a boca cheia de mingau.
Ela jogou a bola de futebol para Guilherme Augusto e lembrou do dia em que se conheceram e de todos os segredos que haviam compartilhado.
E os dois sorriram e sorriram, pois toda a memória perdida de Dona Antônia tinha sido encontrada, por um menino que nem era tão velho assim."
E não deu mais pra me conter. Eu chorei. Claro que não sentei no chão e banquei o bezerro desmamado. Mas as lágrimas furtivas acharam de sair com mais volume, e tive que parar num momento ou outro pra secar os olhos, porque estava difícil enxergar. E as crianças me olhando com uma cara estranha, preocupadas porque a tia tava chorando.
Ah, gente, é que eu finjo que não, mas sou emotiva pra caramba. Nem vou dar crédito para a TPM dessa vez. Mas é que velhinhos e crianças mexem comigo de uma forma que vcs não imaginam. Além disso, minha vóvs fofa-linda-querida-amada-salve-salve tá sofrendo disso, meu pai já tem sintomas, então sei como é ver alguém que você ama deixar de ser ela. E ler uma coisa tão fofa, tão delicada assim sobre isso me deixou mole.
É, eu chorei na frente dos meus alunos e estou contando isso publicamente.
Aproveitem, porque, vocês sabem, não é sempre que mostro meu lado frágil por aqui.
Fonte:
FOX, Mem. Guilherme Augusto Araújo Fernandes. São Paulo: Brinque-Book, 1984
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Divulgação
Eu tô bastante sumida, mas explico isso depois. Tô passando rapidinho pra divulgar uma promoção interessante pros compulsivos por livros de plantão. O blog Alquimia dos Romances está sorteando um kit do livro Um amor para recordar, do Nicholas Sparks. Eu li o condensado desse livro quando tinha 15 ou 16 anos e foi nesse momento que me tornei fã do Sparks. Depois desse, já li todos os editados em português. A história é muito bonita e comovente, tanto que virou filme de sucesso.
Para participar da promo, clique aqui. No endereço em questão estão as regras para participar.
E desejo aos meus queridos leitores uma ótima semana.
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sábado, 2 de julho de 2011
Sonhos fantásticos (e uma irmã engraçadinha)
Eu conversando com Bê:
- Cara, tô cheia de dor no braço. Fui te salvar do lobisomem e acho que dei um mal jeito.
- Que??
- É. Acho que eu tava cansada demais e sonhei que um lobisomem meio minotauro entrava aqui em casa e tentava te levar. Ae eu lembrei que lobisomens morrem com bala de prata e fui procurar alguma coisa da mamãe que fosse de prata. E achei um dragão lá na varanda de trás. Dae tentei quebrar a asa dele pra transformar numa espécie de adaga.
- E como acabou?
- Ele quase me cercou no corredor, mas me escondi atrás da roupa de cama que a mamãe lavou e acordei com o coração disparado e o braço doendo. Não sei se eu te salvei, se a gente fugiu..
- Olha, irmã, do jeito que eu te conheço, é provável que eu tenha te salvado.
- É. É capaz. Eu preciso de férias, né? E acho que tenho que ler menos literatura fantástica*.
*Os elementos do sonho são todos de livros que li na última semana: O herói perdido; Senhora, a bruxa; Diários do Vampiro.
O dragão é um dos brinquedos dos meus alunos.
E a roupa na corda... Bem, minha mãe realmente lavou a roupa de cama ontem. rsrsrs
- Cara, tô cheia de dor no braço. Fui te salvar do lobisomem e acho que dei um mal jeito.
- Que??
- É. Acho que eu tava cansada demais e sonhei que um lobisomem meio minotauro entrava aqui em casa e tentava te levar. Ae eu lembrei que lobisomens morrem com bala de prata e fui procurar alguma coisa da mamãe que fosse de prata. E achei um dragão lá na varanda de trás. Dae tentei quebrar a asa dele pra transformar numa espécie de adaga.
- E como acabou?
- Ele quase me cercou no corredor, mas me escondi atrás da roupa de cama que a mamãe lavou e acordei com o coração disparado e o braço doendo. Não sei se eu te salvei, se a gente fugiu..
- Olha, irmã, do jeito que eu te conheço, é provável que eu tenha te salvado.
- É. É capaz. Eu preciso de férias, né? E acho que tenho que ler menos literatura fantástica*.
*Os elementos do sonho são todos de livros que li na última semana: O herói perdido; Senhora, a bruxa; Diários do Vampiro.
O dragão é um dos brinquedos dos meus alunos.
E a roupa na corda... Bem, minha mãe realmente lavou a roupa de cama ontem. rsrsrs
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sexta-feira, 22 de abril de 2011
Os problemas do excesso de leitura*
* leitura de suspense investigativo (se é que existe esse gênero) .
Ler é ótimo. Eu gosto porque me faz bem, ativa minha imaginação, distrai, aumenta meu vocabulário, melhora minha maneira de escrever e... me faz raciocinar mais. Principalmente quando a maioria das minhas escolhas literárias são enredos investigativo. Isso também acontece com filme. Filmes e séries policiais, investigativas, de suspense, sempre foram meus preferidos. Bem como livros de Agatha Christie e seu detetive Poirot. Sempre gostei.
Quando você lê muito esse tipo de coisa, sua capacidade de antecipação, de ligação de fatos, cresce assustadoramente. Some isso a uma propensão natural da pessoa de perceber relações estranhas nos acontecimentos e levar a conclusões óbvias - embora não óbvias para a maioria dos mortais.
Mas isso tem um pequeno inconveniente.Quando isso acontece, você fica irritada com a bizonhice das personagens em ligar lé com cré. Porque se a burrice humana já me irrita normalmente, fica ainda pior na literatura. E eu tô tão irritada com isso neste momento que parei a leitura pra escrever no blog.
Agora que extravasei, posso voltar para a leitura e torcer para que a Rose Hathaway faça logo as conecções mentais necessárias para se livrar de mais essa roubada. Coisa de louco me irritar com isso? Provavelmente. Mas é uma das consequencias da leitura, né... Você meio que entra na história e sente as emoções que estão ali.
Acontece
Ler é ótimo. Eu gosto porque me faz bem, ativa minha imaginação, distrai, aumenta meu vocabulário, melhora minha maneira de escrever e... me faz raciocinar mais. Principalmente quando a maioria das minhas escolhas literárias são enredos investigativo. Isso também acontece com filme. Filmes e séries policiais, investigativas, de suspense, sempre foram meus preferidos. Bem como livros de Agatha Christie e seu detetive Poirot. Sempre gostei.
Quando você lê muito esse tipo de coisa, sua capacidade de antecipação, de ligação de fatos, cresce assustadoramente. Some isso a uma propensão natural da pessoa de perceber relações estranhas nos acontecimentos e levar a conclusões óbvias - embora não óbvias para a maioria dos mortais.
Mas isso tem um pequeno inconveniente.Quando isso acontece, você fica irritada com a bizonhice das personagens em ligar lé com cré. Porque se a burrice humana já me irrita normalmente, fica ainda pior na literatura. E eu tô tão irritada com isso neste momento que parei a leitura pra escrever no blog.
Agora que extravasei, posso voltar para a leitura e torcer para que a Rose Hathaway faça logo as conecções mentais necessárias para se livrar de mais essa roubada. Coisa de louco me irritar com isso? Provavelmente. Mas é uma das consequencias da leitura, né... Você meio que entra na história e sente as emoções que estão ali.
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terça-feira, 1 de março de 2011
Memória musical
Todo mundo sabe que músicas trazem lembranças. "Aquela música daquela novela me lembra o fulano". "Essa música de Roberto me lembra aquela viagem que fiz pra Pindamonhangaba".
Mas e quando a música te lembra..... livros?
Porque eu sou daquelas que leem ouvindo música. Que estudam ouvindo música. E quando a música é boa - entenda-se por boa aquela música que mexe comigo - eu ouço duzentas vezes.
Dae que ontem estava ouvindo um cd que não ouvia há tempos e comecei a lembrar de trechos inteiros de um livro que li na época que comprei esse cd (há exatos 12 meses).
E não é que me deu maior vontade louca de reler o livro?! Preciso arrumar tempo nessa minha agenda surtada de estudos desse semestre pra fazer isso, ou não terei sossego.
Tá curioso pra saber que livro é esse? É um que diz que “Quem quer entender o destino tem que sobreviver a ele.” Se a preguiça não for giganta, pesquisa no Google pra saber. Se for, clica aqui.
Quer saber que música foi essa? Clique aqui.
Mas e quando a música te lembra..... livros?
Porque eu sou daquelas que leem ouvindo música. Que estudam ouvindo música. E quando a música é boa - entenda-se por boa aquela música que mexe comigo - eu ouço duzentas vezes.
Dae que ontem estava ouvindo um cd que não ouvia há tempos e comecei a lembrar de trechos inteiros de um livro que li na época que comprei esse cd (há exatos 12 meses).
E não é que me deu maior vontade louca de reler o livro?! Preciso arrumar tempo nessa minha agenda surtada de estudos desse semestre pra fazer isso, ou não terei sossego.
Tá curioso pra saber que livro é esse? É um que diz que “Quem quer entender o destino tem que sobreviver a ele.” Se a preguiça não for giganta, pesquisa no Google pra saber. Se for, clica aqui.
Quer saber que música foi essa? Clique aqui.
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
O que está acontecendo??
Foi a pergunta que minha prima de onze anos fez a si mesma.
Filha de professores, ela foi acostumada com os livros. Mas, sendo muito criança, livros com mil figuras coloridas, sem cores, em 3D, desde que fossem livros ilustrados.
O tempo passou, os livros foram mudando, e ela ganhou um que não tinha desenho nenhum. Nem uma florzinha torta pra ajudar. E ela, como boa leitora, resolveu se aventurar neste novo universo.
Lá pelo capítulo três, uma coisa estranha acontecia com ela. Uma gente que ela nunca tinha visto.. uns lugares estranhos... ela ouvia vozes! Estaria ficando louca??
Não!! Era a imaginação funcionando. Essa coisa estranha que a maioria dos mortais desconhece: a imaginação.
Ouvi este relato quinta, no aniversário de doze anos dela, ao abrir o embrulho e descobrir que tinha ganho mais um livro de presente.
Confesso que fiquei toda culpada depois de comprar o presente. Por um momento esqueci que as pessoas não são como eu. Que dirá uma menina de doze anos... Óh, céus, será que ela vai gostar? Será que vai me odiar pro resto da vida? Será que vai atirar o livro na churrasqueira??????
Grazadeus ela gostou. E ainda me presenteou com este depoimento fofo e emocionado.
Depois disso, eu até acredito na salvação da humanidade novamente.
Filha de professores, ela foi acostumada com os livros. Mas, sendo muito criança, livros com mil figuras coloridas, sem cores, em 3D, desde que fossem livros ilustrados.
O tempo passou, os livros foram mudando, e ela ganhou um que não tinha desenho nenhum. Nem uma florzinha torta pra ajudar. E ela, como boa leitora, resolveu se aventurar neste novo universo.
Lá pelo capítulo três, uma coisa estranha acontecia com ela. Uma gente que ela nunca tinha visto.. uns lugares estranhos... ela ouvia vozes! Estaria ficando louca??
Não!! Era a imaginação funcionando. Essa coisa estranha que a maioria dos mortais desconhece: a imaginação.
Ouvi este relato quinta, no aniversário de doze anos dela, ao abrir o embrulho e descobrir que tinha ganho mais um livro de presente.
Confesso que fiquei toda culpada depois de comprar o presente. Por um momento esqueci que as pessoas não são como eu. Que dirá uma menina de doze anos... Óh, céus, será que ela vai gostar? Será que vai me odiar pro resto da vida? Será que vai atirar o livro na churrasqueira??????
Grazadeus ela gostou. E ainda me presenteou com este depoimento fofo e emocionado.
Depois disso, eu até acredito na salvação da humanidade novamente.
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