domingo, 31 de março de 2013

True Colors

You with the sad eyes
Don't be discouraged
Oh I realize
It's hard to take courage
In a world full of people
You can lose sight of it all
And the darkness inside you
Can make you feel so small
 But I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow



Frigideira

Por que raios ele tinha que surgir na minha vida e bagunçar tudo, se não queria nada?
Por que cacetas tinha que dizer coisas tão fofas? Por que ter o melhor abraço, ser tão inteligente, carinhoso, charmoso, sexy, divertido???? Não podia ser um ogro? Eu não gosto de ogros. Teria sido só divertido e ponto.
Mas não. O raio do homem tinha que ser do jeito que eu sempre quis e, pra variar, não me querer.

Começo a achar que sou uma frigideira.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Se isso não é amor...

Assim, meio de brincadeira, eu perguntei se ele viria jantar comigo no meu aniversário. São só 1.860 km que nos separam, mas na véspera dos meus 33 anos o telefone toca e era ele, perguntando qual era a programação pro dia seguinte. Se isso não é amor, então não sei o que é.


E amanhã é aniversário dele e vou viajar os 1.860 km pra lá, pra almoçarmos juntos e curtirmos o feriado de Páscoa. 
Mas se engana quem acha que esse amor é assim desde sempre... Levou tempo pra construir o que temos hoje. Tempo, dedicação, paciência (ah, sim, ele tem MUITA paciência comigo).. e foi surgindo a cumplicidade que temos hoje.
Quando falo dele, as pessoas notam o sorriso e o brilho nos meus olhos. Se isso não é amor, o que mais pode ser?
O que eu sei é que estou muito muito muito feliz de finalmente conseguir passar um aniversário dele lá, juntinha dele. Teremos muito café, muito dengo, muita felicidade.. 

Amor, tô chegando!!

domingo, 17 de março de 2013

Tarja Preta

Há um tempinho que convivi com uma professora em depressão. Convivi não, né, porque ela ficou afastada quase seis meses, só na tarja preta. Na outra escola, a pedagoga já começou o ano afastada, com a tal da depressão, também só na tarja preta.
As pessoas saudáveis não conseguem mensurar o que é uma depressão e, por isso, fazem pouco caso, julgam a pessoa como fraca, fresca, como alguém que quer chamar atenção... Eu até acho um pouco isso às vezes e vou dizer o porquê.
Já tive depressão, pelo menos duas vezes antes de ser adulta. Só que na época isso ainda não era considerado doença. Na verdade, só sei que tive isso porque hoje leio sobre o assunto e reconheço os sintomas que tive na ocasião. A última que tive durou um ano. Eu trocava a noite pelo dia, literalmente, pra não ter que conviver com ninguém. Acordava as 17h ou 18h, ligava a TV (ou o computador) e ficava até as 5h do dia seguinte. Não tinha vontade de comer, de tomar banho, de falar com ninguém, de sair..... E a coisa foi piorando, e ninguém percebeu o que era. Achavam que era só uma adolescente querendo atenção. Pois não era. Cheguei a desejar morrer, várias vezes. A sorte é que sempre achei o cúmulo da covardia tirar a própria vida. Mas entendo quem recorre a isso. Depressão é algo tão sinistro que a gente simplesmente não vê meios de sair do fundo do poço.
O mais surpreendente é que, apesar de tudo, eu me recuperei. Sozinha. Sim sim, sem ajuda de terapeuta, sem remédio, sem ninguém. Contei apenas com Deus e com a minha vontade de sair daquela situação horrível. E, claro, com os poucos (e melhores) amigos que tenho.


Foi muito ruim, sem dúvida, mas ouso dizer que, superada a crise, me fez bem, porque me levou ao auto-conhecimento. Vi que sou mais forte do que suponho, amo mais a vida do que parece e tenho por perto pessoas que valem a pena. Quem teve depressao uma vez estará sempre sujeito a ter de novo. É quase como uma falha que fica no cérebro. E ano passado senti essas coisas novamente, esses sentimentos negros, que nos puxam pra baixo, sabe. Mas ao invés de me esconder na tristeza, fui em busca da felicidade nas coisas simples, no pequeno prazer de um livro novo, num passeio no parque, na risada com os amigos.. Aliás, é o que tenho feito desde então. Porque às vezes a tristeza vem sem nenhum motivo aparente (para os outros), e se eu não cuidar de mim mesma, se não encontrar por mim mesma motivos pra ser feliz, vou acabar dependente da tarja preta. E isso eu não quero mesmo.

domingo, 3 de março de 2013

Quando desisti de Buzios

Estou feliz onde estou trabalhando atualmente, mas ano passado não estava (apesar de ser o mesmo lugar). Daí que um amigo não precisou de muito esforço pra me convenver a fazer prova pra ser pedagoga da prefeitura de Búzios. Pra quem não é do RJ, Búzios é um municipio no norte do estado que é tão bonito, com praias tão lindas, que Brigitte Bardot se apaixonou por ela.
Eram 15 vagas e eu nem mesmo terminei a faculdade, mas fiz a prova assim mesmo. Não pensei em passar, mas queria ver o grau de dificuldade. Fiz a prova e passei, em quinto lugar.
Ae deu ruim. Eu teria até o final do ano pra me formar, mas faltavam 14 matérias, mais a monografia. E isso porque eu teria que fazer TCC1 antes de fazer TCC2, e a faculdade dificilmente dá quebra de pré-requisito. Mas quando a coida tem que ser, ela é. E lá fui eu, louca, pra secretaria da faculdade tentar essa loucura. E num é que autorizaram???
Esse foi, de longe, o semestre mais bizarro que já tive. Fora todas as matérias, as provas simultaneas, os estágios mais difíceis, e todas as outras coisas, ainda perderam prova minha, o trabalho extraviou e a internet me sabotou nos momentos mais inadequados. Apesar de tudo isso, consegui fazer tudo.
E então chegou a convocação na metade de dezembro. Ainda faltavam dois meses de aula, porque a greve atrasou o semestre, mas e daí?
Só que meu pai, pela primeira vez na vida, me pediu pra não fazer algo. E então eu medrei. E não fui. Ele nunca se meteu na minha vida, né.... Algum motivo deve ter pra me pedir pra não ir. E quer saber, se passei em um, passo em outro.
E já que não fui, também deixei pra fazer a mono com calma, e não nos 15 dias que teria entre o natal e o prazo final de entrega.
Mas sexta tenho que ir lá, desistir oficialmente. E me deu uma tristezinha, sabe. Mesmo não sendo o lugar dos sonhos, foi uma conquista que eu nem sabia que podia. Pelo menos serviu pra me mostrar que sou capaz, quando quero, quando me esforço.
E foi assim que desisti de morar no paraíso.
 

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